Solenidade da Assunção de Nossa Senhora Marca Encerramento da Semana Nacional da Família na Diocese

Postado em 16/08/26 às 21:5821 minutos de leitura11 views

A Igreja no Brasil celebrou neste domingo, 16 de agosto, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a Santa Missa pela manhã, reunindo a comunidade para a celebração. A Eucaristia foi concelebrada pelo Pároco, Padre Evanilson Souza, com a assistência do Diácono Anderson e dos seminaristas.

Dentro da vivência do Mês Vocacional, celebrado durante agosto, o terceiro domingo também foi dedicado à oração pelas vocações à vida consagrada. A celebração contou com a participação dos fiéis e por muitos que acompanharam pela Rádio Caturité e da transmissão pelo YouTube da Diocese.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que a Assunção de Maria está ligada à vitória de Cristo sobre a morte. Escolhida para ser Mãe de Jesus, Maria foi a primeira a experimentar os frutos da redenção.

“É ela quem por primeiro experimenta os efeitos da redenção esperada por Cristo no mistério pascal. [...] Maria, nossa mãe, a mãe de Jesus, como a primeira dentre os que creem, seja em importância, seja em virtudes, recebendo no tálamo divino a glorificação a ela e a nós reservada”, destacou.

A Assunção também renova a esperança na ressurreição. Ao contemplar Maria elevada ao Céu, a Igreja recorda que a morte foi vencida por Cristo e que a glorificação também está destinada aos que permanecem fiéis.

“A Assunção da Santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos. [...] todos nós um dia, se assim fizermos na vontade de Deus, também Cristo”.

Por fim, o prelado ressaltou Maria como Mãe e intercessora. Diante das dificuldades da caminhada, os cristãos encontram nela um sinal de alento e a certeza de que não estão sozinhos na fé.

“Então, olhar para Nossa Senhora glorificada nos céus com a sua assunção é, para nós cristãos, além do reforço da esperança na ressurreição e glorificação do gênero humano em Cristo, é um alento, um alento pois diante do trono divino, além de exemplificar a vida cristã, cumprindo o seu papel de mãe de Deus e dos homens, intercede por nós”, findou.

Peregrinação das Famílias Marca Encerramento da Semana Nacional das Famílias

No período da tarde, a Diocese de Campina Grande realizou o encerramento da Semana Nacional da Família com a Caminhada Peregrina das Famílias, que reuniu uma multidão formada por famílias de diversas paróquias e foranias da cidade. A concentração aconteceu na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Catolé, de onde pais, filhos, avós, tios, crianças, jovens e adultos seguiram em peregrinação até a Catedral.

Durante pouco mais de uma hora de caminhada, os participantes viveram momentos de louvor e oração. À frente da peregrinação, a imagem da Sagrada Família de Nazaré - Jesus, Maria e José - conduziu as famílias até a Igreja Mãe da Diocese, onde todos foram acolhidos para a celebração da Eucaristia.

Ao chegar à Catedral, as famílias se reuniram em torno do altar para celebrar em ação de graças pela Semana Nacional da Família, vivenciada nas paróquias da Diocese. A Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, acolhido pelo Pároco, Padre Evanilson Souza, que também recebeu os demais padres concelebrantes, diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas e as famílias presentes.

O bispo sublinhou que depois de uma semana marcada por ações de evangelização, oração, reflexão e convivência, as famílias chegaram à Catedral para celebrar juntas o dom de ser família e renovar sua fé em Cristo.

O Diácono Anchieta, Assessor Eclesiástico da Comissão Diocesana para Vida e Família, agradeceu a Dom Dulcênio pelo incentivo e apoio às ações realizadas, bem como a todos os que colaboraram com a organização da Semana Nacional da Família e, especialmente, com o momento de encerramento.

Também foi destacada a participação das paróquias e das coordenações da Pastoral Familiar, que contribuíram para uma intensa programação de evangelização ao longo da semana. Para o diácono, reunir tantas famílias neste momento é mostrar a força da diocese na evangelização com as famílias.

Homilia de Dom Dulcênio

Dom Dulcênio destacou a Solenidade da Assunção como um convite a contemplar Maria como modelo de fidelidade a Deus. Diante das dificuldades da vida, sua presença materna sustenta a caminhada de fé e aponta para Cristo: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

“Um servo de Maria jamais perecerá’. Isto porque a fidelidade do devoto da Beatíssima Virgem Maria encontra o seu sustento na ilimitação do amor de Deus, que nos move e nos sustenta. Para tanto, basta-nos o grave dever de estarmos abertos a este amor numa proposição convicta de abraçar, sempre em nossa vida, a ordem de Maria aos servos das bodas de Caná (a quem poderemos considerar os primeiros que obedecem aos apelos da Mãe do Senhor e nossa): “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5)”, destacou.

O “sim” de Maria revela uma vida de obediência e amor. Para Dom Dulcênio, a verdadeira devoção mariana conduz a Jesus, ajudando os cristãos a encontrá-Lo, amá-Lo e servi-Lo com fidelidade.

“Para a fidelidade a Deus faz-se, sem exagero algum, extremamente necessária a devoção a Maria Santíssima. Pois, o seu devoto verá nela o modelo de obediência explanado no seu ‘Faça-se’ (cf. Lc 1,38) – e a partir dele. Daí é que o Santo jesuíta João Berchmans declara: “Se amo a Maria, estou certo da minha perseverança e de Deus obtenho tudo o que quiser. […] Quero amar a Maria, quero amá-la sempre. […] Oh! Como esta boa Mãe excede em amor a todos os seus filhos!’.

O bispo também recordou que Maria enfrentou sofrimentos e permaneceu fiel junto à cruz. Sua Assunção manifesta a recompensa de quem persevera em Deus e recorda que as dificuldades não têm a última palavra para aqueles que permanecem firmes na fé.

Essa mensagem se une ao encerramento da Semana Nacional da Família, que promoveu oração, reflexão, missão e convivência. Com o tema “Família, torna-te aquilo que és”, Dom Dulcênio destacou a Caminhada como expressão de uma Igreja que caminha unida em torno de Cristo.

“E foi justamente com esse espírito que realizamos nossa Caminhada Peregrina das Famílias. Caminhamos juntos porque somos uma Igreja que peregrina e porque a família também é chamada a caminhar unida. Nesta caminhada, estiveram pais e filhos, esposos e esposas, avós e netos, viúvos, crianças, jovens, adultos e idosos. Todos têm lugar, porque todos fazem parte dessa realidade tão preciosa que Deus nos confiou: família”, disse.

Na Eucaristia, essa caminhada encontrou sua plenitude. O bispo recordou que, a exemplo de Maria, as famílias são chamadas a renovar seu “sim” ao amor, à fidelidade e ao perdão, fazendo de seus lares espaços de fé e esperança.

“Depois de caminharmos, chegamos à mesa da Eucaristia. É aqui que nossa caminhada encontra sua plenitude. É Cristo quem reúne, alimenta e fortalece nossas famílias. Quando colocamos Cristo no centro, encontramos força para enfrentar as dificuldades e fazer de nossos lares lugares de amor, acolhida e esperança”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Diocesana (Letícia, Matheus e João)



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