Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, em Cuité, Celebra 225 anos de Criação
A Comunidade Paroquial de Cuité vive um momento de grande alegria
e gratidão pela história de fé construída ao longo de mais de dois séculos.
Nesta quarta-feira, 12 de agosto, a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês
celebrou os 225 anos de sua criação, um jubileu marcado pela memória e ação de
graças.
Para preparar a comunidade para este momento histórico, a Paróquia
realizou, desde o último dia 8 de agosto, um tríduo preparatório, reunindo os
fiéis em oração e ação de graças por toda a caminhada construída ao longo dos
225 anos. O tríduo teve como tema “Sob o Manto das Mercês, 225 anos anunciando
o Evangelho na Serra de Cuité”, recordando a presença de Nossa Senhora das Mercês
na vida de tantas gerações.
O encerramento aconteceu nesta quarta-feira, dia do aniversário da
paróquia, com a Santa Missa Solene, presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos,
Bispo Diocesano de Campina Grande. A celebração foi concelebrada pelo Pároco,
Padre João Paulo, e pelo Vigário Paroquial, Padre Marcos Sousa.
A celebração também foi marcada pela administração do Sacramento
da Crisma a 12 fiéis, que renovaram seu compromisso de fé e foram confirmados
na caminhada cristã.
Uma história iniciada em 1801
A Paróquia de Nossa Senhora das Mercês foi criada em 12 de agosto
de 1801, sendo desmembrada da então Paróquia de Sant’Ana, em Caicó. Naquele
período, a comunidade pertencia à Arquidiocese de Olinda e Recife.
Poucos dias após sua criação, em 25 de agosto de 1801, a Paróquia
recebeu seu primeiro vigário, Padre Manuel Fernandes Pimenta, dando início a
uma história que atravessaria gerações e chegaria aos dias atuais com uma
comunidade viva e atuante.
Ao longo de sua trajetória, a paróquia foi conduzida por 34
sacerdotes, entre párocos e vigários, que deixaram suas marcas na caminhada
pastoral e espiritual da comunidade.
Hoje, a paróquia continua presente na vida do povo de Cuité por
meio das 24 comunidades, sendo 11 urbanas e 13 rurais.
Homilia de Dom Dulcênio
Dom Dulcênio recordou a origem da paróquia, em 1801, e destacou a
união de 21 moradores para garantir a presença de um sacerdote, mostrando,
desde o início, o compromisso da comunidade com a Igreja.
“E percebam o sutil detalhe que embeleza a história desta
Paróquia. Mencionei que 21 pessoas foram até o delegado episcopal da época para
pedir a criação da Paróquia, garantindo a sustentação do Padre. E está
Paróquia, até um certo período, constava um total de 21 comunidades. Para
representar que cada comunidade é responsável por ajudar na sustentação e
conservação da fé e história desta comunidade paroquial. Vocês são parte
integrante de uma história que contém um começo, mas nunca um fim”, disse.
A partir da liturgia, Dom Dulcênio refletiu sobre a Cruz como
sinal daqueles que permanecem fiéis a Deus. Relacionando essa mensagem à
devoção a Nossa Senhora das Mercês, destacou que Maria conduz os fiéis à
misericórdia, à graça e à presença de Cristo.
“Para continuarmos sendo aqueles que estão marcados com a Cruz, e
com isso, poupados do castigo; permaneçamos, justamente, juntos a Cruz. O
título “Nossa Senhora das Mercês” significa “Misericórdia” e “Graça” – ou seja,
Nossa Senhora nos comunica os bens necessários para obtermos a misericórdia e
as graças de Deus. Aqueles que caminham juntos de Maria, encontrarão
definitivamente, em Cristo, a presença divina”, refletiu.
No Evangelho, o bispo enfatizou a importância da correção
fraterna, da reconciliação e da vida comunitária. Ao celebrar os 225 anos, a
comunidade reunida em nome de Cristo testemunha a força da oração e da fé
vivida ao longo das gerações.
“Estamos inseridos em um capítulo que trata da vida fraterna e
comunitária que deveria se instaurar entre os discípulos... Jesus introduz um
breve dito sobre a oração. Ressaltando a importância da comunidade como lugar
privilegiado para uma oração eficaz: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos
em meu nome eu estou ali, no meio deles” (v. 20). E aqui estamos nós reunidos em nome de Cristo
para rendermos graças pelas inúmeras bençãos derramadas durante estes 225 anos
de paróquia”, pregou.
Por fim, Dom Dulcênio recordou os bispos, padres e fiéis que
construíram essa história e destacou a devoção mariana como marca da
comunidade. Para ele, os 225 anos representam uma caminhada de fé que continua,
confiada à proteção de Nossa Senhora das Mercês.
“Desde 1801 até 2026, vivencia-se uma bela caminhada marcada pela
devoção e fé do povo de Deus, que batalhou para que essa Paróquia fosse criada,
e que já se colhe os frutos dessa perseverança e dedicação. Hoje, celebramos
225 anos, e Deus há de nos conceder anos e mais anos, até a Sua volta
definitiva, onde daremos testemunho de todas as graças alcançadas pela
intercessão da Mãe de Deus. Viva o povo de Cuité, viva a Paróquia de Nossa
Senhora das Mercês”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial





























