Diáconos Permanentes da Diocese de Campina Grande Celebram Dia do Diácono
A Igreja celebrou, nesta segunda-feira, 10 de agosto, a Festa de
São Lourenço, diácono e mártir, data em que também é celebrado o Dia do Diácono.
Na Diocese de Campina Grande, os diáconos permanentes se reuniram para celebrar
a data com uma Santa Missa, presidida pelo Padre Daniel Linhares, na Paróquia
Jesus Libertador.
O Diácono Valter Luna acolheu os diáconos, familiares, convidados,
autoridades e paroquianos que participaram da celebração, marcada pela ação de
graças pelo ministério diaconal e pela missão de serviço desempenhada na Igreja
e na vida em família.
Durante a homilia, a partir do Evangelho de João 12,24-26, o Padre
Daniel Linhares refletiu sobre a imagem do grão de trigo que precisa ser
colocado na terra para produzir frutos. Segundo o sacerdote, aparentemente o
grão desaparece, mas é justamente naquele lugar escondido que começa uma nova
vida.
A reflexão destacou que também a vida cristã passa pelo mistério
do grão de trigo. Há momentos em que Deus pede que o ser humano morra para o
orgulho, o egoísmo, a necessidade de controlar tudo e o desejo de
reconhecimento. Essas mortes podem doer, mas, quando vividas por amor,
tornam-se sementes de uma vida nova.
O sacerdote ressaltou ainda que, muitas vezes, deseja-se produzir
frutos sem aceitar o processo da semente, buscando a ressurreição sem a cruz, a
vitória sem a entrega e os frutos sem morrer para si mesmo. Jesus, porém,
apresenta outro caminho: o grão precisa morrer para produzir fruto, o coração
precisa se abrir para amar e a vida precisa ser entregue para se tornar
fecunda.
Ao homenagear os diáconos, Padre Daniel destacou a missão de
serviço assumida por eles e desejou que, ao final da caminhada, possam dizer
não apenas “eu vivi”, mas, sobretudo, “eu me entreguei, eu servi, eu amei”. A reflexão
foi concluída com o desejo de que, pela graça de Deus, cada vida possa produzir
frutos.
Ao final da Santa Missa, o Diácono Marco Danillo, presidente da
Comissão Diocesana Diaconal, agradeceu a Deus pela oportunidade de reunir os
diáconos para a celebração anual da data. Em nome do Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, agradeceu o serviço e a dedicação de todos os
diáconos e apresentou também a mensagem e as orações do Vigário Geral, Padre
Luciano Guedes.
Durante o momento de confraternização, cada diácono apresentou seu
nome, a paróquia e a cidade onde exerce seu ministério, além de apresentar os
familiares presentes. O Diácono Marco Danillo também destacou algumas ações
realizadas ao longo de 2026 e anunciou o início da peregrinação da imagem de
São Lourenço, que será recebida pelos diáconos em suas respectivas paróquias ao
longo do ano, com conclusão prevista para 10 de agosto de 2027.
Agradecimentos também foram dirigidos ao Padre Daniel Linhares e
ao Diácono Valter Luna pelo acolhimento na Paróquia Jesus Libertador, assim
como aos demais diáconos que celebraram a data em outras paróquias e não
puderam estar presentes.
Em outro momento, a senhora Vânia, esposa do Diácono Auri Pedrosa,
realizou uma homenagem em nome das famílias dos diáconos, com uma mensagem
dedicada aos ministros pelo Dia do Diácono e também pelo Dia dos Pais.
Após a Santa Missa, houve um momento de confraternização entre os
participantes.
São Lourenço, padroeiro dos diáconos
Nascido na Espanha, na primeira metade do século III, São Lourenço tornou-se diácono da Igreja de Roma e recebeu do Papa Sisto II a missão de administrar os bens e as ofertas destinados aos pobres, órfãos e viúvas. Sua vida foi marcada especialmente pelo cuidado com os mais frágeis.
Durante a perseguição do imperador Valeriano, no ano 258, o Papa
Sisto II foi martirizado em 6 de agosto. Lourenço seria morto quatro dias
depois. Segundo a antiga tradição, quando as autoridades exigiram que
entregasse os “tesouros da Igreja”, o diácono apresentou os pobres, os enfermos
e os marginalizados, indicando neles a verdadeira riqueza da comunidade cristã
Por sua vida de fé, caridade e serviço aos mais necessitados, São
Lourenço é venerado desde os primeiros séculos do cristianismo e reconhecido
como padroeiro dos diáconos. Sua memória continua a inspirar aqueles que
assumem o ministério diaconal como uma vocação de entrega e serviço à Igreja,
especialmente aos mais pobres.
Com
informações: Diácono Marco Danillo
Fotos: João Paulino (Pascom Diocesana)































