São Domingos Celebra o Centenário da Festa de seu Padroeiro, São Domingos de Gusmão
A Igreja celebra neste sábado, 8 de agosto, a memória de São
Domingos de Gusmão, presbítero e padroeiro de diversas comunidades, entre elas
a cidade de São Domingos, no território da Paróquia Nossa Senhora da Conceição
e São Bento, em Cabaceiras. A comunidade segue em festa até este domingo (9),
quando encerrará a programação com uma Santa Missa às 17h.
Os festejos tiveram início no último dia 2 de agosto e, na noite
deste sábado (8), penúltima noite da programação, a comunidade acolheu o Bispo Diocesano,
Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa e administrou o
Sacramento da Crisma. O bispo foi acolhido pelo Pároco, Padre André Moraes, e
por toda a comunidade, que esteve reunida em torno da celebração da fé e da
caminhada da comunidade, que se prepara espiritualmente para concluir mais um
ciclo de sua festa patronal.
Neste ano, a festa tem como tema “Com São Domingos de Gusmão, uma
história de fé que atravessa gerações”, fazendo memória dos 100 anos da festa
de São Domingos. O centenário recorda a trajetória de fé construída ao longo
das gerações e a devoção ao santo que permanece viva na comunidade.
Após a Santa Missa presidida por Dom Dulcênio, a programação deste
sábado contará ainda com uma apresentação cultural. Já neste domingo, dia 9, a
comunidade se reunirá em ação de graças pelos dias vivenciados durante os
festejos. O encerramento acontecerá às 17h, com a Santa Missa, concluindo a
celebração do centenário da festa do Padroeiro.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a glória passageira e os critérios do
mundo, recordando que Jesus rejeitou a tentativa da multidão de fazê-lo rei.
Para o bispo, Cristo revela uma lógica diferente, que não se fundamenta em
poder ou prestígio, mas na confiança em Deus.
A partir do Evangelho, Dom Dulcênio interpretou o “vento
contrário” enfrentado pelos discípulos como imagem das dificuldades que também
atingem a vida cristã. É justamente nesse cenário que Jesus se aproxima e
afirma: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”.
“Jesus também ruma ao contrário dos ventos. Este é o Seu projeto
para nós. Ele vem ao encontro dos discípulos, porém é confundido com um
fantasma, um espectro, uma ilusão, uma inconsistência, um absurdo. Isto é o que
produz o vento da glória do mundo no coração humano. Entretanto,
tranquiliza-nos o Senhor: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,26). Com
tais palavras, o Senhor nos diz:
“Avante! Eu Sou Deus. A minha lógica é contrária, mas a única certa para irdes
da incerteza ao ‘seguro’. Não temais! Sou a vossa garantia’, pregou.
Ao recordar Pedro caminhando sobre as águas, o bispo destacou que,
quando o discípulo deixa de olhar para Jesus e se concentra nas adversidades,
começa a afundar. A passagem, segundo Dom Dulcênio, recorda que a fé exige
confiança, especialmente nos momentos de medo.
“Pedro desfoca o olhar do Senhor; cai; caímos. Grita, gritamos:
“Senhor, salva-me! (Mt 14,30). O segredo para enfrentarmos os ventos e a
fluidez do mundo é olhar para Jesus, confiando Nele. E, resgatando-O, diz-lhe o
Cristo: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31). Apesar de
contemplarmos uma das respostas de Deus para o desânimo e para os medos de
Elias na Primeira Leitura, no mesmo capítulo, temos a murmuração do Profeta
diante das perseguições e dos “ventos contrários”: “Agora basta, Senhor!
Retira-me a vida, pois não sou melhor que meus pais” (1Rs 19,4)”, disse.
Por fim, a experiência do profeta Elias reforçou a reflexão sobre
a presença discreta de Deus. Dom Dulcênio lembrou que o Senhor se manifesta
também no silêncio de uma fé orante e segura. Diante dos “ventos contrários”,
permanecer com os olhos fixos em Cristo é o caminho para vencer o medo e seguir
firme.
“Como lenitivo, como consolação, Elias contempla e sente a glória
de Deus, discreta, serena, refrescante, pacífica, reconfortante, que o animará
até o carro de fogo, até o fim de sua vida, porque, dali em diante, não duvidou
jamais. Estejamos atentos porque o Senhor, certa e discretamente, está conosco.
Manifesta-Se, não na euforia, mas no silêncio de uma fé orante, discernida e
segura em Deus”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom






































