São Domingos Celebra o Centenário da Festa de seu Padroeiro, São Domingos de Gusmão

Postado em 08/08/26 às 22:1110 minutos de leitura43 views

A Igreja celebra neste sábado, 8 de agosto, a memória de São Domingos de Gusmão, presbítero e padroeiro de diversas comunidades, entre elas a cidade de São Domingos, no território da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Bento, em Cabaceiras. A comunidade segue em festa até este domingo (9), quando encerrará a programação com uma Santa Missa às 17h.

Os festejos tiveram início no último dia 2 de agosto e, na noite deste sábado (8), penúltima noite da programação, a comunidade acolheu o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa e administrou o Sacramento da Crisma. O bispo foi acolhido pelo Pároco, Padre André Moraes, e por toda a comunidade, que esteve reunida em torno da celebração da fé e da caminhada da comunidade, que se prepara espiritualmente para concluir mais um ciclo de sua festa patronal.

Neste ano, a festa tem como tema “Com São Domingos de Gusmão, uma história de fé que atravessa gerações”, fazendo memória dos 100 anos da festa de São Domingos. O centenário recorda a trajetória de fé construída ao longo das gerações e a devoção ao santo que permanece viva na comunidade.

Após a Santa Missa presidida por Dom Dulcênio, a programação deste sábado contará ainda com uma apresentação cultural. Já neste domingo, dia 9, a comunidade se reunirá em ação de graças pelos dias vivenciados durante os festejos. O encerramento acontecerá às 17h, com a Santa Missa, concluindo a celebração do centenário da festa do Padroeiro.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a glória passageira e os critérios do mundo, recordando que Jesus rejeitou a tentativa da multidão de fazê-lo rei. Para o bispo, Cristo revela uma lógica diferente, que não se fundamenta em poder ou prestígio, mas na confiança em Deus.

A partir do Evangelho, Dom Dulcênio interpretou o “vento contrário” enfrentado pelos discípulos como imagem das dificuldades que também atingem a vida cristã. É justamente nesse cenário que Jesus se aproxima e afirma: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”.

“Jesus também ruma ao contrário dos ventos. Este é o Seu projeto para nós. Ele vem ao encontro dos discípulos, porém é confundido com um fantasma, um espectro, uma ilusão, uma inconsistência, um absurdo. Isto é o que produz o vento da glória do mundo no coração humano. Entretanto, tranquiliza-nos o Senhor: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,26). Com tais  palavras, o Senhor nos diz: “Avante! Eu Sou Deus. A minha lógica é contrária, mas a única certa para irdes da incerteza ao ‘seguro’. Não temais! Sou a vossa garantia’, pregou.

Ao recordar Pedro caminhando sobre as águas, o bispo destacou que, quando o discípulo deixa de olhar para Jesus e se concentra nas adversidades, começa a afundar. A passagem, segundo Dom Dulcênio, recorda que a fé exige confiança, especialmente nos momentos de medo.

“Pedro desfoca o olhar do Senhor; cai; caímos. Grita, gritamos: “Senhor, salva-me! (Mt 14,30). O segredo para enfrentarmos os ventos e a fluidez do mundo é olhar para Jesus, confiando Nele. E, resgatando-O, diz-lhe o Cristo: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31). Apesar de contemplarmos uma das respostas de Deus para o desânimo e para os medos de Elias na Primeira Leitura, no mesmo capítulo, temos a murmuração do Profeta diante das perseguições e dos “ventos contrários”: “Agora basta, Senhor! Retira-me a vida, pois não sou melhor que meus pais” (1Rs 19,4)”, disse.

Por fim, a experiência do profeta Elias reforçou a reflexão sobre a presença discreta de Deus. Dom Dulcênio lembrou que o Senhor se manifesta também no silêncio de uma fé orante e segura. Diante dos “ventos contrários”, permanecer com os olhos fixos em Cristo é o caminho para vencer o medo e seguir firme.

“Como lenitivo, como consolação, Elias contempla e sente a glória de Deus, discreta, serena, refrescante, pacífica, reconfortante, que o animará até o carro de fogo, até o fim de sua vida, porque, dali em diante, não duvidou jamais. Estejamos atentos porque o Senhor, certa e discretamente, está conosco. Manifesta-Se, não na euforia, mas no silêncio de uma fé orante, discernida e segura em Deus”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom 



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