Dom Dulcênio Preside Missa com o Rito da Crisma na Paróquia de São Pedro e São Paulo, em Queimadas
A Paróquia de São Pedro e São Paulo, em Queimadas, acolheu na noite deste sábado, 18 de julho, a celebração da Santa Missa com o rito da Crisma, presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande. Na ocasião, 219 jovens e adultos receberam o sacramento da Confirmação.
A celebração, que já seguiu a liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum, foi realizada no ginásio de esportes da cidade, reunindo crismandos, familiares, padrinhos e a comunidade paroquial.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Padre Carlinhos, Pároco da Paróquia, e o Padre Gerônimo, da Arquidiocese de Maceió, e contou com o serviço litúrgico do diácono Wellington e dos seminaristas.
O rito da Crisma
A Crisma, também chamada de Sacramento da Confirmação, completa a iniciação cristã iniciada no Batismo. Durante o rito, o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e realiza a unção com o Santo Crisma na fronte. Por meio desse sacramento, os fiéis recebem a plenitude dos dons do Espírito Santo e são fortalecidos para testemunhar Cristo e assumir, com maior maturidade, sua missão na Igreja e no mundo.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que as parábolas do trigo, da mostarda e do fermento revelam a forma como Deus age na história. Com imagens simples, Jesus mostra que o Reino cresce de maneira silenciosa, transformando a vida daqueles que acolhem sua Palavra com fé.
“Nas três parábolas, contemplamos que o centro delas exprime-se em agentes minúsculos (e, portanto, discretos), porém dotados de força escondida: a semente de trigo, a semente de mostarda e o fermento, que agem em vista ao crescimento, ainda que tenha – como é o caso do grão de trigo lançado a terra – um rival: o joio”, destacou.
O bispo recordou que essa mesma dinâmica se manifesta na Igreja, chamada a ser sinal da presença de Cristo no mundo. Mesmo marcada pela fragilidade humana e enfrentando desafios, ela permanece sustentada pela ação de Deus, que continua conduzindo sua missão.
“A Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano, pretende ela […] pôr de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a sua natureza e missão universal” (LG, 1). [...] que, erigida tão frágil – e ainda continua a sê-lo – pelo Cristo Senhor, faz crescer o que é de Deus neste mundo com a força do Seu Fundador”, disse.
Ao refletir sobre a parábola do joio, Dom Dulcênio ressaltou que o bem e o mal convivem na história, mas a paciência de Deus oferece tempo para a conversão. Por isso, os cristãos são chamados a não perder a esperança, confiando que o mal já foi vencido por Cristo.
“Na tríplice parábola, subjaz a ideia de espera: o tempo de crescer o trigo e o joio, o da semente de mostarda e a espera da levedação do fermento na massa. Enquanto isto, a tensão. E, contando com a ação certíssima e sapiente de Deus em Sua providência, também vemos o mistério da iniquidade no mundo. Esta realidade, não criada por Deus, mas surgida no mundo como perversão ao Seu onipotente desígnio de amor, age no tempo, embora já tenha sido derrotada”, refletiu.
Por fim, destacou a Igreja como a casa onde os discípulos aprendem os mistérios do Reino. É nesse ambiente de comunhão e formação que os fiéis são fortalecidos para permanecer firmes na fé, certos de que a promessa de Cristo se cumprirá.
“A Igreja é o lugar no qual Deus ensina. Como Mãe, a Igreja adverte para que, com temperança, os seus pequenos esperem, sabendo que o bem é invicto. Conscientes disso, deverão sofrer as demoras e as intempéries dos tempos, mas não serão defraudados pelos males que padecerão, porque é promessa Daquele que não mente, Daquele que é fiel: “Os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai... a Igreja é uma casa de portas abertas, na qual somos atraídos por Aquele que tem palavras de vida e salvação (cf. Jo 6,68)”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos:
Pascom Paroquial













































