15º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e nas Clarissas
A
Igreja celebrou, neste domingo, 12 de julho, o 15º Domingo do Tempo Comum, cuja
liturgia convidou os fiéis a refletirem sobre a Parábola do Semeador,
apresentada no Evangelho.
O
Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas celebrações ao
longo do dia. Pela manhã, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição,
presidiu a tradicional Missa do Lar, reunindo a comunidade catedralícia. A
celebração contou com a participação do Padre Luciano Guedes, Pároco da
Catedral e Vigário Geral da Diocese, além do serviço litúrgico do Diácono
Anderson e dos seminaristas.
Homilia
Ao
comentar a imagem de Jesus ensinando da barca, explicou que ela representa a
Igreja, de onde Cristo continua a anunciar sua Palavra e a chamar todos para o
caminho da salvação.
“Jesus
nos fala, convidando-nos também a que entremos na barca-Igreja; convidando-nos indistintamente,
como indistinta era aquela multidão que figurava a Igreja na sua catolicidade,
na sua universalidade (como dizíamos na homilia do domingo passado);
convidando-nos a que aprendamos o caminho do Céu. Por este convite, seremos
todos responsabilizados pelo assentimento ou negação que dele fazemos”,
explicou.
O
bispo ressaltou que a parábola apresenta diferentes formas de acolher a Palavra
de Deus, lembrando que cada escolha traz consequências.
“Eles
ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem
ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e
eu os cure” (Mt 13,14-15; cf. Is 6,9ss.); esta responsabilidade de escolha
quando nos apresenta quatro situações de acolhimento ou não da Palavra, qual
semente acolhida, rejeitada ou sufocada pela terra”, disse.
Dom
Dulcênio recordou ainda que a Palavra de Deus nunca volta sem produzir frutos.
Por isso, incentivou os fiéis a cultivarem um coração disposto a acolher o
Evangelho, rejeitando o que não condiz com a vida cristã.
“Constantemente,
Deus nos entrega a Sua semente, a Sua Palavra, distribuindo-a em nossos corações.
Prestem atenção: distribuindo-a. Por mais que, aparentemente, o semeador tenha
deixado, na Parábola, as sementes caírem atabalhoadamente - o que não é o caso
de Deus nas nossas vidas -, o Senhor propõe-nos a cultivarmos a Sua Palavra,
semente de vida eterna, na terra de nossos corações. Sim, constantemente, Ele
assim o faz”, pregou.
Encerrando
a reflexão, afirmou que até os sofrimentos podem fortalecer a caminhada de fé
quando vividos com Deus. O convite final foi para que todos acolham a Palavra e
produzam frutos abundantes.
“Devemos
já frutificar agora, em simultâneo ao que acolhemos e fazemos crescer a Palavra
já nesta lavoura de Deus chamada história... Impelidos e responsabilizados pela
Palavra-Cristo, não nos eximamos de a frutificar, e, neste ponto, sendo
ambiciosos: querendo produzir ao máximo, empenhando-nos em dar o cêntuplo, que
sempre nos é possível”, concluiu.
Santa
Missa no Convento das Irmãs Clarissas
À
tarde, Dom Dulcênio dirigiu-se ao Convento das Irmãs Clarissas, em Campina
Grande, onde presidiu a Santa Missa Solene durante a qual aconteceu a profissão
temporária na Ordem de Santa Clara da irmã Maria Cecília da Imaculada Conceição
(Maria dos Santos Gomes), natural da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em
Pocinhos. Em sua saudação inicial, o bispo acolheu a Madre Letícia, as
religiosas e religiosos, os sacerdotes, seminaristas e todos os fiéis
presentes, incluindo a caravana vinda da comunidade de origem da religiosa, que
se uniu em oração por este importante passo em sua vocação.
Ao
final da Missa, Dom Dulcênio manifestou alegria pela celebração e agradeceu o
"sim" da religiosa à vocação. O bispo recordou tê-la conhecido ainda
jovem, servindo ativamente na comunidade de Pocinhos, e destacou que Deus já
conduzia sua caminhada vocacional desde aquele tempo. Dom Dulcênio também pediu
orações pelo seu ministério episcopal e expressou confiança de que a irmã
continuará respondendo com fidelidade ao chamado de Deus, rumo aos votos
perpétuos.
Fala
da Irmã Maria Cecília
A
irmã Maria Cecília manifestou profunda gratidão a Deus pelo chamado à vida
religiosa e pela graça de perseverar na vocação. Também agradeceu à Virgem
Maria, a quem confiou sua fidelidade a Cristo, afirmando que deseja viver a
consagração como uma verdadeira resposta de amor.
For
fim, estendeu seu reconhecimento a Dom Dulcênio, aos sacerdotes presentes, à
comunidade e, de modo especial, ao seu diretor espiritual, Padre Joseque, pelo
acompanhamento ao longo da caminhada vocacional, destacando que a vocação deve
ser vivida "menos como uma teoria e mais como um caso de amor".
A
homilia da celebração foi proferida pelo Padre Joseque, diretor espiritual da
irmã Maria Cecília, que conduziu a reflexão a partir da liturgia do dia e do
significado da consagração religiosa.
Homilia
do Padre Joseque
Padre
Joseque refletiu sobre a parábola do semeador e destacou que a semente
representa a Palavra de Deus, o próprio Cristo, cuja eficácia depende da
disposição do coração que a acolhe.
"A
semente aqui é a Palavra de Deus anunciada, mas, por que não dizer, é o próprio
Cristo, Palavra encarnada que vem ao nosso encontro. Não devemos colocar
dúvidas na eficácia da semente. O comportamento da semente muda de acordo com o
terreno”, refletiu.
Ao
explicar o significado da "terra boa", o sacerdote afirmou que ela
simboliza um coração humilde, consciente de sua dependência de Deus e preparado
para receber a graça, única capaz de produzir frutos.
"Uma
terra boa é uma terra humilde. Uma pessoa humilde é aquela que se recorda de
que é pó e da terra veio. É uma pessoa que se reconhece totalmente dependente
do favor e da graça de Deus. A semente gerará frutos quando cair num coração
humilde”, disse.
Padre
Joseque também ressaltou que a humildade conduz à obediência, entendida como a
disposição de ouvir a Palavra e colocá-la em prática. Somente um coração
obediente permite que a graça transforme a vida e produza frutos.
"O
que é a virtude da obediência? É a capacidade de colocar em prática aquilo que
escutou. Uma terra boa é uma terra obediente, que se movimenta de acordo com o
manuseio do semeador, se abre para a graça de Deus e assim toda semente nela
plantada gerará bons frutos”.
Dirigindo-se
à irmã Maria Cecília, o sacerdote afirmou que a profissão religiosa deve ser
vivida na humildade e na obediência ao bispo e à madre, caminho que conduz à
fidelidade vocacional e à paz.
"Pela
humildade e pela obediência você poderá viver verdadeiramente a vocação que
Deus lhe deu. Na obediência ao bispo e à sua madre você será uma terra boa onde
a graça germinará. Eis o segredo para uma vocação feliz: uma vocação obediente”,
concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Ryan Caio (Pascom Diocesana)







































