Diocese de Campina Grande Celebra a Ordenação Presbiteral do Diácono Allan Pereira

Atualizado em 20/06/26 às 00:269 minutos de leitura76 views

A Diocese de Campina Grande viveu um momento de profunda alegria e gratidão com a Ordenação Presbiteral do Diácono Allan Pereira. A solene celebração aconteceu nesta noite de sexta-feira, 19 de junho, na Igreja Matriz de São José, em Areial, terra natal do ordenando, reunindo sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos, familiares, autoridades, amigos e fiéis de diversas comunidades da Diocese.

Pela imposição das mãos e Oração consecratória de Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, Allan Pereira recebeu o sacramento da Ordem no grau do presbiterado, tornando-se sacerdote para servir ao povo de Deus.

Natural da Paróquia São José, em Areial, Padre Allan é filho de Maria do Socorro Pereira Silva e José Armando Silva. O Neo-sacerdote ingressou no Seminário Diocesano São João Maria Vianney no dia 26 de fevereiro de 2018, respondendo ao chamado de Deus e iniciando um percurso de formação.

Ao longo desses anos, o novo sacerdote atuou em diversas Paróquias e comunidades, prestando o serviço pastoral. Entre as experiências vividas estão: a Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Boqueirão, e Área Pastoral Nossa Senhora da Conceição, em Caturité; a Paróquia São José, em Juazeirinho, e a comunidade de Tenório; a Paróquia São Severino Bispo, em Nova Floresta; a Paróquia São Miguel Arcanjo, em Barra de São Miguel; a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Aroeiras; e, mais recentemente, a Paróquia São José, em Gado Bravo.

Foi justamente em Gado Bravo que Allan exerceu seu ministério diaconal e recebeu de Dom Dulcênio a missão como Administrador Paroquial. Agora, com a ordenação presbiteral, permanece à frente da comunidade, dando continuidade ao trabalho pastoral já desenvolvido junto aos fiéis, desta vez como sacerdote.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que a vocação sacerdotal é fruto da iniciativa de Deus. Inspirado no profeta Jeremias, recordou que o Senhor conhece, escolhe e consagra aqueles que chama para o serviço da Igreja.

“Deus não chama o vocacionado a partir do momento em que ele entra no seminário; o olhar de Deus repousa sobre o eleito desde o ventre materno, tecendo sua história com fios de graça. E quando Jeremias objeta, dizendo ser apenas uma criança, o Senhor rebate de forma categórica: “Não digas: ‘Sou uma criança’”. O ministério sagrado não se apoia nas capacidades humanas, na oratória ou nas ciências daquele que é chamado, mas na autoridade Daquele que envia”, destacou.

Refletindo sobre a missão do padre, o bispo ressaltou que o sacerdócio é um chamado ao serviço e à entrega. À luz de São Paulo, afirmou que o ministro ordenado existe para edificar a Igreja e ajudar o povo a crescer na fé.

“A dignidade da vocação não está no prestígio social, mas na capacidade de doar a vida... A teologia do ministério ordenado nos ensina que o padre não é um indivíduo isolado, um franqueador da fé. Ele é colocado na Igreja para a edificação do Corpo de Cristo. [...] O sacerdócio existe para que o povo cresça na fé; o padre é um servidor da santidade dos irmãos”, refletiu.

Ao comentar o Evangelho, Dom Dulcênio exortou ao Padre Allan a buscar os tesouros do céu, vivendo com simplicidade, honestidade e fidelidade. Destacou ainda que o sacerdote deve ser sinal da presença de Cristo e instrumento da misericórdia de Deus.

“O sacerdócio transfigura a alma do homem com um caráter indelével. O ordenado agirá In persona Christi Capitis — na pessoa de Cristo Cabeça. Quando ele disser sobre o pão: “Isto é o meu Corpo”, não serão as suas próprias palavras, mas as de Cristo. Mas para que esse mistério seja pleno na vida pastoral, a humanidade do sacerdote, sua simplicidade e sua honestidade devem ser o canal limpo por onde a graça vai correr, para que o povo de Deus não veja nele uma barreira, mas uma ponte de acolhida”, pregou.

Dirigindo-se ao neo-sacerdote, o bispo manifestou sua alegria pela caminhada vocacional, destacando suas raízes familiares e seu amadurecimento ao longo da formação. Por fim, pediu que o novo padre permaneça fiel à sua missão, servindo ao povo de Deus com amor e dedicação.

“Como é bonito, meu filho, olhar para trás e contemplar a tua caminhada. Como é bonito ver o quanto você evoluiu nesse tempo de formação no seminário! Hoje, você me dá tanto orgulho... Deixe-me abrir o meu coração de pastor diante de todo este povo: creio que um dos maiores orgulhos que já tive nesses últimos anos, ordenando tantos filhos que Deus me deu, foi olhar para você agora, neste final de processo formativo, e ver como Deus age em sua vida; como Deus transforma as pessoas quando elas se deixam moldar pela Sua graça”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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