Diocese de Campina Grande Celebra a Ordenação Presbiteral do Diácono Allan Pereira
A
Diocese de Campina Grande viveu um momento de profunda alegria e gratidão com a
Ordenação Presbiteral do Diácono Allan Pereira. A solene celebração aconteceu nesta noite de sexta-feira, 19 de junho, na Igreja Matriz de São José, em Areial, terra natal do ordenando, reunindo
sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos, familiares, autoridades, amigos
e fiéis de diversas comunidades da Diocese.
Pela
imposição das mãos e Oração consecratória de Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo
Diocesano, Allan Pereira recebeu o sacramento da Ordem no grau do presbiterado,
tornando-se sacerdote para servir ao povo de Deus.
Natural
da Paróquia São José, em Areial, Padre Allan é filho de Maria do Socorro Pereira
Silva e José Armando Silva. O Neo-sacerdote ingressou no Seminário Diocesano
São João Maria Vianney no dia 26 de fevereiro de 2018, respondendo ao chamado
de Deus e iniciando um percurso de formação.
Ao
longo desses anos, o novo sacerdote atuou em diversas Paróquias e comunidades, prestando
o serviço pastoral. Entre as experiências vividas estão: a Paróquia Nossa
Senhora do Desterro, em Boqueirão, e Área Pastoral Nossa Senhora da Conceição,
em Caturité; a Paróquia São José, em Juazeirinho, e a comunidade de Tenório; a
Paróquia São Severino Bispo, em Nova Floresta; a Paróquia São Miguel Arcanjo,
em Barra de São Miguel; a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Aroeiras; e,
mais recentemente, a Paróquia São José, em Gado Bravo.
Foi
justamente em Gado Bravo que Allan exerceu seu ministério diaconal e recebeu de
Dom Dulcênio a missão como Administrador Paroquial. Agora, com a ordenação
presbiteral, permanece à frente da comunidade, dando continuidade ao trabalho
pastoral já desenvolvido junto aos fiéis, desta vez como sacerdote.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou que a vocação sacerdotal é fruto da iniciativa de Deus.
Inspirado no profeta Jeremias, recordou que o Senhor conhece, escolhe e
consagra aqueles que chama para o serviço da Igreja.
“Deus
não chama o vocacionado a partir do momento em que ele entra no seminário; o
olhar de Deus repousa sobre o eleito desde o ventre materno, tecendo sua
história com fios de graça. E quando Jeremias objeta, dizendo ser apenas uma
criança, o Senhor rebate de forma categórica: “Não digas: ‘Sou uma criança’”. O
ministério sagrado não se apoia nas capacidades humanas, na oratória ou nas
ciências daquele que é chamado, mas na autoridade Daquele que envia”, destacou.
Refletindo
sobre a missão do padre, o bispo ressaltou que o sacerdócio é um chamado ao
serviço e à entrega. À luz de São Paulo, afirmou que o ministro ordenado existe
para edificar a Igreja e ajudar o povo a crescer na fé.
“A
dignidade da vocação não está no prestígio social, mas na capacidade de doar a
vida... A teologia do ministério ordenado nos ensina que o padre não é um
indivíduo isolado, um franqueador da fé. Ele é colocado na Igreja para a
edificação do Corpo de Cristo. [...] O sacerdócio existe para que o povo cresça
na fé; o padre é um servidor da santidade dos irmãos”, refletiu.
Ao
comentar o Evangelho, Dom Dulcênio exortou ao Padre Allan a buscar os tesouros
do céu, vivendo com simplicidade, honestidade e fidelidade. Destacou ainda que
o sacerdote deve ser sinal da presença de Cristo e instrumento da misericórdia
de Deus.
“O
sacerdócio transfigura a alma do homem com um caráter indelével. O ordenado
agirá In persona Christi Capitis — na pessoa de Cristo Cabeça. Quando ele
disser sobre o pão: “Isto é o meu Corpo”, não serão as suas próprias palavras,
mas as de Cristo. Mas para que esse mistério seja pleno na vida pastoral, a
humanidade do sacerdote, sua simplicidade e sua honestidade devem ser o canal
limpo por onde a graça vai correr, para que o povo de Deus não veja nele uma
barreira, mas uma ponte de acolhida”, pregou.
Dirigindo-se
ao neo-sacerdote, o bispo manifestou sua alegria pela caminhada vocacional,
destacando suas raízes familiares e seu amadurecimento ao longo da formação.
Por fim, pediu que o novo padre permaneça fiel à sua missão, servindo ao povo
de Deus com amor e dedicação.
“Como é bonito, meu filho, olhar para trás e contemplar a tua
caminhada. Como é bonito ver o quanto você evoluiu nesse tempo de formação no
seminário! Hoje, você me dá tanto orgulho... Deixe-me abrir o meu coração de
pastor diante de todo este povo: creio que um dos maiores orgulhos que já tive
nesses últimos anos, ordenando tantos filhos que Deus me deu, foi olhar para
você agora, neste final de processo formativo, e ver como Deus age em sua vida;
como Deus transforma as pessoas quando elas se deixam moldar pela Sua graça”,
findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial































