Fé e Devoção Marcam o Encerramento da Festa de Santo Antônio na comunidade de Sossego
A comunidade de Santo Antônio, situada no município de Sossego e
pertencente à Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em Baraúna, encerrou neste
dia 13 de junho os festejos em honra ao seu padroeiro. Após doze dias de
intensa preparação espiritual, os fiéis reuniram-se mais uma vez para celebrar
com alegria e devoção a festa de Santo Antônio.
A programação festiva foi concluída com a celebração da Santa
Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que esteve
acompanhado do Pároco, Padre Emanuel, além dos seminaristas.
Durante a Eucaristia, a matriz reuniu representantes das
pastorais, movimentos e serviços, que, unidos em oração, renderam graças a Deus
pelos inúmeros benefícios alcançados por intercessão de Santo Antônio.
Ao término da celebração, os fiéis participaram da tradicional
procissão com a imagem de Santo Antônio pelas ruas de Sossego. Em clima de
oração, cânticos e demonstrações de fé, a comunidade manifestou publicamente
sua devoção ao santo padroeiro, encerrando os festejos com gratidão e
esperança.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a identidade dos cristãos como “povo e
rebanho do Senhor”. Inspirado pelo Salmo Responsorial e pelo Evangelho,
destacou o olhar compassivo de Jesus para as multidões cansadas e abatidas.
“Nós somos o seu povo e o seu rebanho” (cf. 99,3c). Com esta
afirmativa do refrão do Salmo Responsorial deste XI Domingo do Tempo Comum,
contemplamos a resposta que, individual e docilmente, devemos dar Àquele que
nos vê, compadece-Se de nós, porque nos cansamos e nos abatemos. [...] O Senhor
é nosso pastor. Com esta certeza, podemos afirmar – quiçá como uma profissão de
fé: “Não estou abandonado; eu tenho alguém que Se importa comigo, que me
orienta, cuida e protege”, refletiu.
O bispo ressaltou que as curas realizadas por Jesus, narradas no
Evangelho de Mateus, revelam uma obra ainda maior: a cura do coração humano.
Mais do que aliviar sofrimentos físicos, Cristo deseja renovar a vida das
pessoas, oferecendo-lhes a graça que transforma e fortalece.
“Todas elas, no capítulo nono do Evangelho segundo Mateus, são
radicadas na cura do coração humano, obra que Jesus quer fazer em todos, pois
remendo novos em panos novos e vinhos novos em odres novos (cf. 9,14-17), não
desdenhando assim a constante novidade da graça divina em nós. Deus, na Sua
fidelidade, importando-Se conosco, dispensa-nos diversas graças e bens dentro
da grandíssima graça de estar Ele conosco, associando-nos a Si.”, disse.
Ao comentar o chamado missionário feito por Jesus, o bispo lembrou
que a evangelização é responsabilidade de todo batizado. A missão da Igreja não
se limita às pastorais e movimentos, mas alcança todos os ambientes onde há
pessoas necessitadas da presença de Deus.
“Agindo em Cristo, somos dotados de Seu misterioso poder, que não
deve ser encarado como um dote de realização de coisas extraordinárias; mas,
naquilo que é comum, realizado na fé e no amor a Jesus, sermos Seus
representantes porque somos cristãos, discípulos, seguidores e também atuações
do Senhor no mundo; porque somos para Deus “um reino de sacerdotes e uma nação
santa”.
Concluindo, o bispo destacou que, pelo Batismo, os fiéis são
enviados a testemunhar Cristo no mundo. Assim, chamados a viver como discípulos
missionários, devem levar aos irmãos aquilo que receberam gratuitamente da
graça de Deus.
“Como ouvimos na Primeira Leitura, um encargo que nos foi entregue
no dia do nosso Batismo, quando adentramos no rebanho do Povo de Deus. Entendamos,
pois, que, generosa e gratuitamente, devemos dar o que, larguíssima e
imerecidamente, recebemos da Graça (cf. Mt 10,8), levando-a a todos os que dela
necessitam por estarem “como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36)”, terminou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom



























