Fé e Devoção Marcam o Encerramento da Festa de Santo Antônio na comunidade de Sossego

Postado em 13/06/26 às 23:057 minutos de leitura30 views

A comunidade de Santo Antônio, situada no município de Sossego e pertencente à Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em Baraúna, encerrou neste dia 13 de junho os festejos em honra ao seu padroeiro. Após doze dias de intensa preparação espiritual, os fiéis reuniram-se mais uma vez para celebrar com alegria e devoção a festa de Santo Antônio.

A programação festiva foi concluída com a celebração da Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que esteve acompanhado do Pároco, Padre Emanuel, além dos seminaristas.

Durante a Eucaristia, a matriz reuniu representantes das pastorais, movimentos e serviços, que, unidos em oração, renderam graças a Deus pelos inúmeros benefícios alcançados por intercessão de Santo Antônio.

Ao término da celebração, os fiéis participaram da tradicional procissão com a imagem de Santo Antônio pelas ruas de Sossego. Em clima de oração, cânticos e demonstrações de fé, a comunidade manifestou publicamente sua devoção ao santo padroeiro, encerrando os festejos com gratidão e esperança.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a identidade dos cristãos como “povo e rebanho do Senhor”. Inspirado pelo Salmo Responsorial e pelo Evangelho, destacou o olhar compassivo de Jesus para as multidões cansadas e abatidas.

“Nós somos o seu povo e o seu rebanho” (cf. 99,3c). Com esta afirmativa do refrão do Salmo Responsorial deste XI Domingo do Tempo Comum, contemplamos a resposta que, individual e docilmente, devemos dar Àquele que nos vê, compadece-Se de nós, porque nos cansamos e nos abatemos. [...] O Senhor é nosso pastor. Com esta certeza, podemos afirmar – quiçá como uma profissão de fé: “Não estou abandonado; eu tenho alguém que Se importa comigo, que me orienta, cuida e protege”, refletiu.

O bispo ressaltou que as curas realizadas por Jesus, narradas no Evangelho de Mateus, revelam uma obra ainda maior: a cura do coração humano. Mais do que aliviar sofrimentos físicos, Cristo deseja renovar a vida das pessoas, oferecendo-lhes a graça que transforma e fortalece.

“Todas elas, no capítulo nono do Evangelho segundo Mateus, são radicadas na cura do coração humano, obra que Jesus quer fazer em todos, pois remendo novos em panos novos e vinhos novos em odres novos (cf. 9,14-17), não desdenhando assim a constante novidade da graça divina em nós. Deus, na Sua fidelidade, importando-Se conosco, dispensa-nos diversas graças e bens dentro da grandíssima graça de estar Ele conosco, associando-nos a Si.”, disse.

Ao comentar o chamado missionário feito por Jesus, o bispo lembrou que a evangelização é responsabilidade de todo batizado. A missão da Igreja não se limita às pastorais e movimentos, mas alcança todos os ambientes onde há pessoas necessitadas da presença de Deus.

“Agindo em Cristo, somos dotados de Seu misterioso poder, que não deve ser encarado como um dote de realização de coisas extraordinárias; mas, naquilo que é comum, realizado na fé e no amor a Jesus, sermos Seus representantes porque somos cristãos, discípulos, seguidores e também atuações do Senhor no mundo; porque somos para Deus “um reino de sacerdotes e uma nação santa”.

Concluindo, o bispo destacou que, pelo Batismo, os fiéis são enviados a testemunhar Cristo no mundo. Assim, chamados a viver como discípulos missionários, devem levar aos irmãos aquilo que receberam gratuitamente da graça de Deus.

“Como ouvimos na Primeira Leitura, um encargo que nos foi entregue no dia do nosso Batismo, quando adentramos no rebanho do Povo de Deus. Entendamos, pois, que, generosa e gratuitamente, devemos dar o que, larguíssima e imerecidamente, recebemos da Graça (cf. Mt 10,8), levando-a a todos os que dela necessitam por estarem “como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36)”, terminou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom



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