10º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e Crisma em Lagoa de Roça
Neste dia 07 de junho, 10º Domingo do Tempo Comum, o Bispo
Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na Igreja Mãe
da Diocese, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, reunindo os fiéis em
torno do altar para a celebração da Eucaristia.
A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Luciano
Guedes, e assistência do diácono Ricardo e dos seminaristas. No início da
Missa, Dom Dulcênio e o Padre Luciano acolheram a comunidade presente,
dirigindo uma saudação especial aos visitantes que estão em Campina Grande
neste período das festividades juninas, desejando a todos uma frutuosa
experiência de fé e fraternidade.
Ao final da celebração, o bispo convidou os fiéis para participarem
da Santa Missa em ação de graças pelos seus 25 anos de episcopado. A celebração
acontecerá no próximo dia 16 de junho, às 19h30, no estacionamento do Seminário
Diocesano São João Maria Vianney, no bairro Alto Branco, ocasião em que reunirá
sacerdotes, religiosos e religiosas, seminaristas e fiéis de toda a Diocese.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que fé e experiência caminham juntas no
encontro com Deus. Recordando grandes pensadores cristãos, o bispo explicou que
o importante não é discutir se primeiro se crê ou se primeiro se compreende,
mas reconhecer a ação de Deus na própria vida.
“Se experimentamos para crermos ou cremos para experimentarmos,
não importa. O que deve haver é o reconhecimento dos sinais amorosos de Deus na
nossa vida, pois bem afirmou o Papa São João Paulo II: “os sinais de Deus
inserem-se ‘no horizonte da comunicação interpessoal’ (Encíclica Fides et
ratio, 13) e, segundo a lógica desta, fazem apelo não só ao raciocínio, mas
também a um profundo compromisso existencial”, iniciou.
A reflexão passou pela missão do profeta Oséias, chamado a viver a
dor da traição para compreender a infidelidade do povo de Israel. A experiência
do profeta revela que Deus deseja conduzir seus filhos a um relacionamento
verdadeiro.
“É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor” (Os 6,3). É
interessante o termo “conhecer” nas Sagradas Escrituras”: conhecer é
experimentar intimamente. Logo, por antonomásia, reconhecer é fazer nova
experiência, talvez mais intensa ou tanto quanto aquela primeira que nos
cativou. Oséias é inspirado por Deus para anunciar esta linguagem de sedução
que atina para a fé”, trouxe.
Ao comentar o Evangelho, Dom Dulcênio ressaltou que o Senhor não
busca apenas práticas religiosas externas, mas um coração convertido. A frase
“Quero misericórdia e não sacrifícios” recorda que Deus deseja amor,
compromisso e uma resposta sincera.
“O Senhor quer o homem, inteiramente com toda a sua vida. Este
querer de Deus não ficou no passado. Por isso, Jesus o reprisa, ao que a Igreja
o faz ecoar para nós, a fim de que nos convertamos de qualquer patamar de
maldade, de ingratidão, de traição em que estejamos: “Quero misericórdia e não
sacrifícios” (Mt 9,13)”.
Por fim, o bispo apresentou São Mateus como exemplo de quem
acolheu o chamado de Cristo e transformou sua vida. Assim como o apóstolo, cada
fiel é convidado a reconhecer os sinais do amor de Deus, renovar sua fé e
seguir Jesus.
“São Mateus fez esta experiência profunda de amor. Mesmo
abandonando o Senhor, quando da Paixão redentora, não o abandonou para sempre:
foi um momento de fraqueza de sua parte; “re-conheceu” o Senhor, ou seja: fez
nova, intensa experiência com Deus; deu-Lhe a sua vida da forma mais capital:
do seguimento à evangelização; da evangelização ao martírio cruento. A esta
experiência, como critério pleno de felicidade nossa, não devemos nos escusar:
levantemo-nos e sigamos a Jesus”, concluiu.
Missa com Crisma em São Sebastião de Lagoa de Roça
Ainda neste domingo, no período da tarde, Dom Dulcênio esteve na
Paróquia de São Sebastião, em São Sebastião de Lagoa de Roça, onde presidiu a
Santa Missa e conferiu o Sacramento da Crisma a 222 jovens e adultos da
comunidade.
A celebração aconteceu no Ginásio Municipal “O Marcelão” e reuniu
os crismandos, seus familiares, padrinhos e numerosos fiéis. Logo no início da
celebração, o bispo destacou a alegria de confirmar na fé aqueles que, após um
período de preparação, recebiam o Sacramento da Confirmação, fortalecendo seu
compromisso com Cristo e com a Igreja.
Participaram da celebração o Pároco, Padre Fagner, o Diácono Hélio
e os seminaristas. Durante a Missa, Dom Dulcênio agradeceu a todos os
envolvidos na organização do momento celebrativo, destacando o empenho das equipes.
Ao final, o prelado dirigiu uma palavra especial de gratidão aos
catequistas, reconhecendo a dedicação e o testemunho oferecidos na formação dos
crismandos, e parabenizou os novos confirmados por este importante passo na
caminhada cristã.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que toda vocação nasce do amor de Deus. A
partir do chamado de São Mateus, o bispo recordou que cada pessoa é convidada a
corresponder ao amor divino e a transmiti-lo aos outros por meio da própria
vida.
“Para nós, que temos fé, esta dimensão vocacional possui por
origem o próprio Deus; é Ele quem chama. E chama para que? Chama quem? Deus
chama o homem para si, na perspectiva de corresponder ao amor que Ele tanto
devota à pessoa humana. Somos, portanto, vocacionados por Deus para o amor;
para, experimentando a predileção divina por nós, sermos transmissores seus
para o mundo”, destacou.
Ao refletir sobre o Evangelho, o bispo explicou que a misericórdia
é a forma concreta do amor de Deus. Por isso, o cristão é chamado a ser sinal
desse amor, acolhendo, servindo e cuidando dos irmãos.
“Somos chamados por Deus a transmitir o Seu amor, que se
caracteriza pela pureza, e a partir deste qualitativo, se derivam tantos
outros, que perpassam, inclusive, pelo desinteresse de banalidades na simples
atitude de amar. Isto é ser, em linhas gerais, ‘missionários da misericórdia’,
ou seja, do amor de Deus; é, curados pelo Divino Médico, do Quem tanto
precisávamos (cf. Mt 9,12), curar em Seu nome bendito, porque, sendo Ele o
Médico, é também a nossa medicina”, explicou.
O bispo ressaltou ainda que essa missão é confiada a todos,
independentemente da vocação específica. Sacerdotes, religiosos, casados e
leigos são chamados a testemunhar a misericórdia divina.
“Não importando a vocação específica para a qual Deus nos chama –
se à vida sacerdotal ou religiosa, ou à vida matrimonial na constituição de uma
família, ou mesmo como leigo na vida da Igreja – o ato de sermos transmissores
do amor divino faz-se um imperativo do qual é impossível se escusar, pondo em
sérios riscos a fidelidade na correspondência ao Senhor que nos chama”.
Por fim, inspirado no exemplo de Santa Teresa de Calcutá, Dom
Dulcênio recordou que a fidelidade ao chamado acontece nos pequenos gestos
realizados com amor. É no cotidiano que a vocação se fortalece.
“O segredo de corresponder à vocação no quotidiano está no fato de
enxergar Deus em tudo aquilo que fazemos, ainda que seja numa ínfima atividade,
que não nos diga muito. Isso é o que podemos, com justeza, chamar de
‘constância no amor’. Esta ideia pode ainda ser confirmada com uma máxima de
Santa Teresinha do Menino Jesus: “Nada é pequeno onde o amor é grande”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Lagoa de Roça


























































