Solenidade de Corpus Christi na Catedral de Nossa Senhora da Conceição

Postado em 04/06/26 às 22:2112 minutos de leitura7 views

A Solenidade de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira, 04 de junho, reuniu uma multidão de fiéis na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande. Uma das celebrações mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica, a data é dedicada ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia, presença real de Jesus Cristo, fonte e centro da vida cristã.

Em toda a Diocese de Campina Grande, as paróquias promoveram uma intensa programação religiosa, com missas, vigílias, momentos de adoração e bênçãos do Santíssimo Sacramento. A celebração de Corpus Christi é marcada de modo especial pela procissão eucarística, única ocasião do ano em que o Santíssimo Sacramento percorre publicamente as ruas, testemunhando a fé do povo cristão.

Na Catedral Diocesana, foram realizadas duas celebrações. Pela manhã, às 10h, a Santa Missa foi presidida pelo Pároco da Catedral e Vigário Geral da Diocese, Padre Luciano Guedes. Já no período da tarde, às 15h30, a celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, contando com a participação de padres, diáconos e uma expressiva presença de fiéis vindos de diversas paróquias da cidade.

Após a celebração Eucarística, teve início a tradicional procissão com o Santíssimo Sacramento pelas principais ruas do centro de Campina Grande. O percurso seguiu pela Rua Bento Viana, Afonso Campos, Vila Nova da Rainha, Rua João da Mata, Rua Vidal de Negreiros e Avenida Floriano Peixoto, retornando à Catedral, onde Dom Dulcênio concedeu a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.

Marcada por momentos de oração, cânticos e profunda devoção, a manifestação pública de fé reafirmou a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja e renovou nos fiéis o compromisso de testemunhar Cristo presente no Santíssimo Sacramento.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre os frutos da Eucaristia, destacando que o primeiro deles é a transformação do cristão em Cristo. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, os fiéis participam da vida divina e são chamados a viver segundo os ensinamentos do Evangelho.

“O primeiro dos frutos que podemos elencar: a Eucaristia transforma-nos em Cristo, e, “cristificados”, a nossa vida é transformada [...] Ao receberes o corpo e o sangue de Cristo, te transformas com ele num só corpo e num só sangue. Deste modo, tendo assimilado em nossos membros o seu corpo e o seu sangue, tornamo-nos portadores de Cristo; tornamo-nos, como diz São Pedro, participantes da natureza divina (2Pd 1,4)”, refletiu.

O bispo também ressaltou a Eucaristia como alimento espiritual e remédio para a alma. Recordando o maná que sustentou o povo de Israel no deserto, afirmou que Deus hoje oferece um dom ainda maior: o próprio Cristo, que fortalece os fiéis na conversão.

“O que nos é dado é o Corpo e o Sangue de Deus, a vida do cristão que comunga é grata e é fortificada pela graça que recebe na Divina Comunhão Eucarística. Logo, podemos dizer, com propriedade, que a Eucaristia é alimento e remédio. Novamente, falando em comunhão: se a Eucaristia nos une a Cristo, de tal maneira que o nosso viver é Ele (cf. Fl 1,21), ela também nos congrega e nos une como irmãos, membros da Igreja, Corpo Místico do Senhor”, pregou.

Outro ponto abordado foi a dimensão comunitária do Sacramento. Segundo Dom Dulcênio, a Comunhão une os cristãos a Cristo e entre si, edificando a Igreja como um só corpo e fortalecendo a comunhão entre toda a família de Deus, na terra e no céu.

“Se a Eucaristia nos une a Cristo, de tal maneira que o nosso viver é Ele (cf. Fl 1,21), ela também nos congrega e nos une como irmãos, membros da Igreja, Corpo Místico do Senhor. [...] o cálice que bebemos é a comunhão com o sangue de Cristo; e o pão que partimos, é a comunhão com o corpo de Cristo. Porque há um só pão, nós todos participamos desse único pão”, disse.

Por fim, o bispo recordou que a Eucaristia é participação no sacrifício redentor de Cristo, convidando os fiéis a oferecerem suas vidas, alegrias e sofrimentos ao Senhor. A celebração eucarística, explicou, conduz cada batizado a unir sua existência ao sacrifício de Jesus.

“Num sacrifício como este, a morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive, enquanto a morte é castigada” (*Op. cit.*, 22). Aqui está o sentido para aquela bela admoestação que precede a Prece Eucarística: “Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso”. É o chamado “sacrificium laudis”: sacrifício de louvor, quando levamos conosco o nosso coração, a nossa vida, “as alegrias e fadigas de cada dia”, como partícipes do único Sacrifício Redentor do Senhor, cuja memória-real festejamos, re-apresentamos, na Santa Missa”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Aline Demétrio e Joaquim Urtiga (Equipe Diocesana)



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