Solenidade de Corpus Christi na Catedral de Nossa Senhora da Conceição
A Solenidade de Corpus Christi, celebrada nesta
quinta-feira, 04 de junho, reuniu uma multidão de fiéis na Igreja Catedral de
Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande. Uma das celebrações mais
importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica, a data é dedicada ao
Santíssimo Sacramento da Eucaristia, presença real de Jesus Cristo, fonte e
centro da vida cristã.
Em toda a Diocese de Campina Grande, as paróquias
promoveram uma intensa programação religiosa, com missas, vigílias, momentos de
adoração e bênçãos do Santíssimo Sacramento. A celebração de Corpus Christi é
marcada de modo especial pela procissão eucarística, única ocasião do ano em
que o Santíssimo Sacramento percorre publicamente as ruas, testemunhando a fé do
povo cristão.
Na Catedral Diocesana, foram realizadas duas
celebrações. Pela manhã, às 10h, a Santa Missa foi presidida pelo Pároco da
Catedral e Vigário Geral da Diocese, Padre Luciano Guedes. Já no período da
tarde, às 15h30, a celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, contando com a participação de padres, diáconos e uma
expressiva presença de fiéis vindos de diversas paróquias da cidade.
Após a celebração Eucarística, teve início a
tradicional procissão com o Santíssimo Sacramento pelas principais ruas do
centro de Campina Grande. O percurso seguiu pela Rua Bento Viana, Afonso
Campos, Vila Nova da Rainha, Rua João da Mata, Rua Vidal de Negreiros e Avenida
Floriano Peixoto, retornando à Catedral, onde Dom Dulcênio concedeu a bênção
solene com o Santíssimo Sacramento.
Marcada por momentos de oração, cânticos e profunda
devoção, a manifestação pública de fé reafirmou a centralidade da Eucaristia na
vida da Igreja e renovou nos fiéis o compromisso de testemunhar Cristo presente
no Santíssimo Sacramento.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre os frutos da
Eucaristia, destacando que o primeiro deles é a transformação do cristão em
Cristo. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, os fiéis participam da vida
divina e são chamados a viver segundo os ensinamentos do Evangelho.
“O primeiro dos frutos que podemos elencar: a
Eucaristia transforma-nos em Cristo, e, “cristificados”, a nossa vida é
transformada [...] Ao receberes o corpo e o sangue de Cristo, te transformas
com ele num só corpo e num só sangue. Deste modo, tendo assimilado em nossos
membros o seu corpo e o seu sangue, tornamo-nos portadores de Cristo;
tornamo-nos, como diz São Pedro, participantes da natureza divina (2Pd 1,4)”,
refletiu.
O bispo também ressaltou a Eucaristia como alimento
espiritual e remédio para a alma. Recordando o maná que sustentou o povo de
Israel no deserto, afirmou que Deus hoje oferece um dom ainda maior: o próprio
Cristo, que fortalece os fiéis na conversão.
“O que nos é dado é o Corpo e o Sangue de Deus, a
vida do cristão que comunga é grata e é fortificada pela graça que recebe na
Divina Comunhão Eucarística. Logo, podemos dizer, com propriedade, que a
Eucaristia é alimento e remédio. Novamente, falando em comunhão: se a
Eucaristia nos une a Cristo, de tal maneira que o nosso viver é Ele (cf. Fl
1,21), ela também nos congrega e nos une como irmãos, membros da Igreja, Corpo
Místico do Senhor”, pregou.
Outro ponto abordado foi a dimensão comunitária do
Sacramento. Segundo Dom Dulcênio, a Comunhão une os cristãos a Cristo e entre
si, edificando a Igreja como um só corpo e fortalecendo a comunhão entre toda a
família de Deus, na terra e no céu.
“Se a Eucaristia nos une a Cristo, de tal maneira
que o nosso viver é Ele (cf. Fl 1,21), ela também nos congrega e nos une como
irmãos, membros da Igreja, Corpo Místico do Senhor. [...] o cálice que bebemos
é a comunhão com o sangue de Cristo; e o pão que partimos, é a comunhão com o
corpo de Cristo. Porque há um só pão, nós todos participamos desse único pão”,
disse.
Por fim, o bispo recordou que a Eucaristia é
participação no sacrifício redentor de Cristo, convidando os fiéis a oferecerem
suas vidas, alegrias e sofrimentos ao Senhor. A celebração eucarística,
explicou, conduz cada batizado a unir sua existência ao sacrifício de Jesus.
“Num sacrifício como este, a
morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive, enquanto a morte
é castigada” (*Op. cit.*, 22). Aqui está o sentido para aquela bela admoestação
que precede a Prece Eucarística: “Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso
sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso”. É o chamado “sacrificium
laudis”: sacrifício de louvor, quando levamos conosco o nosso coração, a nossa
vida, “as alegrias e fadigas de cada dia”, como partícipes do único Sacrifício
Redentor do Senhor, cuja memória-real festejamos, re-apresentamos, na Santa
Missa”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Aline Demétrio e Joaquim Urtiga (Equipe Diocesana)
















































