Convento de Santo Antônio, em Ipuarana, Celebra Trezena em Preparação para a Festa do Padroeiro
Com
a chegada do mês de junho, diversas comunidades católicas vivenciam os
tradicionais festejos dedicados aos santos juninos. Em Ipuarana, Lagoa Seca, o
Convento de Santo Antônio realiza desde o dia primeiro de junho a trezena em
honra ao seu padroeiro, reunindo fiéis em um caminho de oração e preparação
para a grande festa que será celebrada no próximo dia 13.
Na
noite desta quarta-feira, 3 de junho, durante o terceiro dia da trezena, a
comunidade recebeu o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de
Matos. O prelado foi acolhido pelos fiéis presentes e pelo Frei Sérgio, que
concelebrou a Eucaristia.
Ao
iniciar a celebração, Dom Dulcênio saudou a assembleia e agradeceu pela
oportunidade de mais uma vez participar dos festejos dedicados a Santo Antônio,
destacando a importância da devoção ao santo franciscano.
Neste
ano, a festa tem como tema “Santo Antônio, fiel seguidor de São Francisco na
vivência do Evangelho”, convidando os fiéis a aprofundarem o exemplo de
santidade, simplicidade e amor a Cristo deixado pelo santo português. A
programação segue até o dia 13 de junho, com celebrações eucarísticas,
quermesse e confraternização, fortalecendo a fé e a comunhão entre os devotos
de Santo Antônio.
Homilia
Refletindo
sobre o Evangelho, o bispo destacou que Jesus corrige a incredulidade dos
saduceus e ensina que a vida eterna não é uma continuação da existência
terrena, mas uma realidade nova e plena em Deus.
"Jesus, como um verdadeiro mestre, responde com
veemência e nos revela duas coisas: eles não conhecem as Escrituras e não conhecem
o poder de Deus. Jesus afirma que a vida eterna não é uma simples continuação
da vida terrena. Na parúsia não haverá casamento, porque a vida será plenamente
transformada. A eternidade não é apenas mais um tempo, mas uma verdadeira e
nova forma de existir em Deus, onde tudo será plenificado no amor divino”,
destacou.
Relacionando
o Evangelho com a experiência de Moisés diante da sarça ardente e a exortação
de São Paulo a Timóteo, Dom Dulcênio convidou os fiéis a reavivarem a chama da
fé e a viverem confiantes na promessa da ressurreição.
"O fogo não consome a sarça, porque Deus se utiliza
dela para dar um recado e uma missão a Moisés, e São Paulo na primeira leitura
nos convida a reavivar a chama do dom de Deus em cada um de nós. Portanto, a liturgia de hoje nos convida a reavivar a chama
da fé em nossos corações, para que não sejamos como os Saduceus, mas sejamos
verdadeiros cumpridores dos propósitos divinos. A falta de fé fez com que os
Saduceus indagassem Jesus, mas a firme fé faz com que estejamos de prontidão
para fazer a vontade de Deus”, pregou.
Ao
refletir sobre o tema da festa, “Santo Antônio, fiel seguidor de São Francisco
na vivência do Evangelho”, recordou a amizade espiritual entre os dois santos e
destacou o testemunho de Santo Antônio como pregador, teólogo e homem
profundamente apaixonado por Cristo.
“Na “escola de Francisco”, Santo Antônio aprendeu a sempre
colocar Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. E por
ser um exímio pregador do Reino de Deus, versado nas Sagradas Escrituras, ele
recebe de São Francisco o carinhoso apelido de “meu Bispo”, por mais que Santo
Antônio não tivesse sido Bispo, mas isso servia para representar que a
grandiosidade teológica que ele foi capaz de abarcar. É tanto que quando foi
proclamado Doutor da Igreja, o mesmo recebe o título de “Doutor Evangélico”,
sublinhou.
Concluindo,
Dom Dulcênio ressaltou que a principal herança deixada por Santo Antônio é o
convite a viver uma fé alimentada pela caridade. Somente quem coloca Cristo no
centro da vida encontra a verdadeira esperança e a plenitude do amor de Deus.
“A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem amor, a fé morre”,
ou seja, somente uma alma que reza pode progredir na vida espiritual, e aqui
está o objetivo da pregação de Santo Antônio: conduzir as almas ao progresso na
vida espiritual, através da observância das virtudes tendo Cristo como ponto de
partida e chegada”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Ascom Ipuarana










































