Dom Dulcênio Inicia Visita Pastoral Canônica na Paróquia do Estreito

Postado em 27/05/26 às 22:258 minutos de leitura41 views

O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, deu início, na noite desta quarta-feira, 25 de maio, a mais uma Visita Pastoral Canônica; dessa vez na Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Lucas, localizada no Estreito, em Campina Grande. A programação teve início com a celebração da Santa Missa na igreja matriz, marcando o começo oficial da visita que seguirá até o próximo domingo, dia 31.

Antes da celebração, Dom Dulcênio visitou a obra que está sendo construída ao lado da paróquia. O novo espaço contará com salas para atividades pastorais, banheiros, fraldário, secretaria e sala de atendimento, ampliando a estrutura de acolhimento e serviços da comunidade paroquial.

A celebração contou com a presença dos seminaristas, que acompanharam o bispo neste momento pastoral. Dom Dulcênio foi acolhido com carinho pelo Pároco, Padre Eude, e pelos fiéis da comunidade, que participaram da abertura da visita com espírito de fé e comunhão.

Durante este período, o bispo cumprirá uma agenda pastoral junto às comunidades, pastorais e movimentos da paróquia, fortalecendo os laços de proximidade entre o pastor diocesano e o povo de Deus. Esta é a segunda Visita Pastoral realizada por Dom Dulcênio neste ano, dando continuidade à missão de acompanhar de perto a realidade das paróquias da Diocese.

Homilia

Inspirado pelas leituras do dia, destacou que a paróquia deve ser uma família marcada pelo amor, pela harmonia e pela ausência de divisões. Segundo o bispo, o ensinamento de São Pedro e de Jesus convida os cristãos a viverem relações sinceras e fundamentadas na caridade

“Numa autêntica comunidade paroquial deve existir o amor uns pelos outros, sem ambições, inveja ou rivalidades. A paróquia é uma família, entre irmãos não deve, não pode ser desunida. É preciso a consciência de que todos são filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo. Por isso, tudo que for realizado, todas as ações devem ser na harmonia, nada de discórdias. É essa a recomendação de Pedro, na primeira leitura, e de Jesus, no Evangelho”, iniciou.

Ao meditar sobre o seguimento de Cristo, o bispo recordou que os fiéis foram resgatados pelo sangue de Jesus e, por isso, devem viver com dignidade e fidelidade ao Evangelho.

“fomos resgatados de nossos pecados pelo sangue de Cristo. Portanto, não foi por qualquer coisa. É o filho de Deus que deu a vida por nós, para que tivéssemos vida, e vida plena. Por isso devemos nos comportar com dignidade, sendo obedientes aos seus ensinamentos e comportando-nos sem hipocrisia, é que diz Pedro. Hipócrita é todo aquele que age por interesse, e que devido aos seus interesses, prejudica os outros. Entre nós não deve ser assim, recomenda Jesus”, disse.

A homilia também destacou a necessidade de confiar nos planos de Deus. Citando a passagem “Não sabeis o que pedes”, o bispo lembrou que muitas vezes os homens se deixam conduzir por ambições humanas e têm dificuldade em compreender a vontade divina.

“Vejam bem, nem sempre sabemos o que queremos; nem sempre sabemos por que, ou para que queremos. Por isso, às vezes chegamos a pensar que Deus não nos escuta, porque não nos concede o que lhe pedimos. Deus sempre ouve nossas súplicas; porém suas respostas são misteriosas para nós. Aceitamos os caminhos de Deus, ainda que não possamos compreendê-los, nem coincidam com os nossos. Não queiramos impor a Deus nem nossos pensamentos, nem nossos planos, nem nossas metas; nós sim é que devemos adaptar-nos aos planos dele”, pregou.

Ao concluir, Dom Dulcênio explicou o sentido da Visita Pastoral à luz do Código de Direito Canônico. Segundo ele, trata-se de uma ação apostólica pela qual o bispo se aproxima das comunidades para fortalecer a unidade, conhecer a realidade dos fiéis e animar a missão da Igreja.

“A visita pastoral é, por tanto, uma ação apostólica que o Bispo deve efetuar pela caridade pastoral que o apresenta em concreto como princípio e fundamento visível da unidade na Igreja particular. Para as comunidades e instituições que recebem, a visita é um acontecimento de graça que, de algum modo, reflete aquela tão especial visita com a qual o supremo “pastor” (1 Pd 6,4) e guardião das nossas almas (cf. 1Pd 2,25), Jesus Cristo, visitou e redimiu o seu povo (cf. Lc 1,68)”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



Comentários (0)