Dom Dulcênio Inicia Visita Pastoral Canônica na Paróquia do Estreito
O
Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, deu início, na
noite desta quarta-feira, 25 de maio, a mais uma Visita Pastoral Canônica;
dessa vez na Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Lucas, localizada no
Estreito, em Campina Grande. A programação teve início com a celebração da
Santa Missa na igreja matriz, marcando o começo oficial da visita que seguirá
até o próximo domingo, dia 31.
Antes
da celebração, Dom Dulcênio visitou a obra que está sendo construída ao lado da
paróquia. O novo espaço contará com salas para atividades pastorais, banheiros,
fraldário, secretaria e sala de atendimento, ampliando a estrutura de
acolhimento e serviços da comunidade paroquial.
A
celebração contou com a presença dos seminaristas, que acompanharam o bispo
neste momento pastoral. Dom Dulcênio foi acolhido com carinho pelo Pároco,
Padre Eude, e pelos fiéis da comunidade, que participaram da abertura da visita
com espírito de fé e comunhão.
Durante
este período, o bispo cumprirá uma agenda pastoral junto às comunidades,
pastorais e movimentos da paróquia, fortalecendo os laços de proximidade entre
o pastor diocesano e o povo de Deus. Esta é a segunda Visita Pastoral realizada
por Dom Dulcênio neste ano, dando continuidade à missão de acompanhar de perto
a realidade das paróquias da Diocese.
Homilia
Inspirado
pelas leituras do dia, destacou que a paróquia deve ser uma família marcada
pelo amor, pela harmonia e pela ausência de divisões. Segundo o bispo, o
ensinamento de São Pedro e de Jesus convida os cristãos a viverem relações
sinceras e fundamentadas na caridade
“Numa
autêntica comunidade paroquial deve existir o amor uns pelos outros, sem
ambições, inveja ou rivalidades. A paróquia é uma família, entre irmãos não
deve, não pode ser desunida. É preciso a consciência de que todos são filhos de
Deus e irmãos de Jesus Cristo. Por isso, tudo que for realizado, todas as ações
devem ser na harmonia, nada de discórdias. É essa a recomendação de Pedro, na
primeira leitura, e de Jesus, no Evangelho”, iniciou.
Ao
meditar sobre o seguimento de Cristo, o bispo recordou que os fiéis foram
resgatados pelo sangue de Jesus e, por isso, devem viver com dignidade e
fidelidade ao Evangelho.
“fomos
resgatados de nossos pecados pelo sangue de Cristo. Portanto, não foi por
qualquer coisa. É o filho de Deus que deu a vida por nós, para que tivéssemos
vida, e vida plena. Por isso devemos nos comportar com dignidade, sendo
obedientes aos seus ensinamentos e comportando-nos sem hipocrisia, é que diz
Pedro. Hipócrita é todo aquele que age por interesse, e que devido aos seus
interesses, prejudica os outros. Entre nós não deve ser assim, recomenda Jesus”,
disse.
A
homilia também destacou a necessidade de confiar nos planos de Deus. Citando a
passagem “Não sabeis o que pedes”, o bispo lembrou que muitas vezes os homens
se deixam conduzir por ambições humanas e têm dificuldade em compreender a
vontade divina.
“Vejam
bem, nem sempre sabemos o que queremos; nem sempre sabemos por que, ou para que
queremos. Por isso, às vezes chegamos a pensar que Deus não nos escuta, porque
não nos concede o que lhe pedimos. Deus sempre ouve nossas súplicas; porém suas
respostas são misteriosas para nós. Aceitamos os caminhos de Deus, ainda que
não possamos compreendê-los, nem coincidam com os nossos. Não queiramos impor a
Deus nem nossos pensamentos, nem nossos planos, nem nossas metas; nós sim é que
devemos adaptar-nos aos planos dele”, pregou.
Ao
concluir, Dom Dulcênio explicou o sentido da Visita Pastoral à luz do Código de
Direito Canônico. Segundo ele, trata-se de uma ação apostólica pela qual o
bispo se aproxima das comunidades para fortalecer a unidade, conhecer a
realidade dos fiéis e animar a missão da Igreja.
“A
visita pastoral é, por tanto, uma ação apostólica que o Bispo deve efetuar pela
caridade pastoral que o apresenta em concreto como princípio e fundamento
visível da unidade na Igreja particular. Para as comunidades e instituições que
recebem, a visita é um acontecimento de graça que, de algum modo, reflete aquela
tão especial visita com a qual o supremo “pastor” (1 Pd 6,4) e guardião das
nossas almas (cf. 1Pd 2,25), Jesus Cristo, visitou e redimiu o seu povo (cf. Lc
1,68)”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial




























