Jovens e Adultos Recebem o Sacramento da Crisma em São Sebastião do Umbuzeiro
No cariri, a Paróquia de São Sebastião, em São Sebastião do
Umbuzeiro, celebrou na noite deste sábado, véspera da Solenidade de
Pentecostes, a Santa Missa com o rito da Crisma, presidida pelo Bispo Diocesano
Dom Dulcênio Fontes de Matos. A celebração reuniu a comunidade paroquial em
suas pastorais, movimentos e serviços.
Ao todo, 77 jovens e adultos receberam o Sacramento da
Confirmação, confirmando publicamente a fé recebida no Batismo. A celebração de
Pentecostes deu ainda mais sentido ao rito da Crisma, já que o sacramento
representa justamente o fortalecimento dos dons do Espírito Santo na vida dos
fiéis, impulsionando-os a viverem e testemunharem o Evangelho com coragem e
fidelidade.
No início da celebração, Dom Dulcênio foi acolhido fraternalmente
pelo Adm. Paroquial, Padre Elton Moura, e por toda a comunidade presente. O Padre Adauto também concelebrou a Eucaristia. Em
sua mensagem aos crismandos, o bispo destacou a importância da perseverança na
caminhada cristã e recordou que a Crisma não representa o fim da missão na
Igreja, mas o início de uma vida mais comprometida com a evangelização e o
serviço ao próximo.
Dom Dulcênio também dirigiu palavras de gratidão aos catequistas, reconhecendo o empenho e a dedicação na formação dos crismandos.
Homilia
O bispo destacou o Espírito Santo como fonte da unidade da Igreja.
Partindo da Torre de Babel, refletiu que o orgulho e o pecado afastam o homem
de Deus, gerando divisão, desarmonia e incompreensão.
“Quando lemos a narrativa da Torre de Babel (cf. Gn 11,1-9), vemos
a estranha relação entre aquele monumento mirabolante e o pecado, fazendo-nos
entrever o desejo fadado ao fracasso que o homem tem de alcançar o céu (a
felicidade, portanto) com as suas próprias conjecturas falíveis, aparecendo,
assim, a confusão, a desarmonia, a dispersão, o ódio e a divisão como frutos do
pecado: "De modo que não se entendam uns aos outros" (Gn 11,7)”,
iniciou sua pregação.
Ao relacionar Babel e Pentecostes, Dom Dulcênio afirmou que o
Espírito Santo restaura aquilo que o pecado fragmentou. O bispo alertou ainda
para o risco do “espírito da divisão” atingir famílias, grupos e comunidades,
enfraquecendo a comunhão eclesial.
“Estejamos atentos! O espírito da divisão pode possuir, mediante o
orgulho, o coração dos filhos da Igreja Una, desde os seus relacionamentos
interpessoais, minando, até mesmo, os grupos, pastorais, ministérios,
associação de fiéis… as famílias. Estejamos certos de que, se tal risco é
possível, infinitamente mais forte e certo, contrapondo-se ao espírito da
divisão, ao espírito diabólico (do grego: diábolos, divisor), temos, em nosso
favor, a unidade propiciada pelo Espírito Santo”, pregou.
A homilia também apresentou o Espírito Santo como vínculo de amor
entre o Pai e o Filho na Santíssima Trindade. Utilizando a imagem da
“pericórese”, o prelado explicou que o dinamismo trinitário revela perfeita
comunhão entre as Pessoas Divinas, tornando-se modelo para a vida da Igreja.
“E qual a relação de dinamismo existente entre as Pessoas Divinas,
propiciado pelo Espírito Santo, e a dança pericorética? É que, mediante a unidade
das Pessoas Trinitárias, a ação de cada uma delas em particular é refletida na
Trindade como um todo. E esta dinâmica é obra do Espírito Santo. É o Espírito
Santo quem unifica a Única Igreja de Cristo, a Igreja Católica”, destacou.
Concluindo, o bispo recordou que o Espírito Santo continua
atualizando Pentecostes na vida da Igreja, especialmente pelos sacramentos.
Assim, incentivou os fiéis a viverem a unidade, permitindo que o Espírito
transforme as relações humanas em verdadeira comunhão.
“O Espírito Santo deseja realizar em nós o pedido de Jesus ao Pai:
"para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que
eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. [...] para
que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles
cheguem à unidade perfeita" (Jo 17,21.22-23a). Abramo-nos a esta proposta
de amor: o Espírito da Unidade que nos é concedido. Assim, seremos um com Deus
e entre nós, numa comunhão eterna e envolvente, que se inicia em Pentecostes, e
nos chega e se atualiza pelos Sacramentos”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial




















