Solenidade da Ascenção do Senhor: Missa na Catedral e em São Cristóvão
Celebrando
a Solenidade da Ascensão do Senhor neste domingo, 17 de maio, Dom Dulcênio,
Bispo Diocesano, presidiu pela manhã a Santa Missa na Catedral Diocesana de
Nossa Senhora da Conceição e, à noite, esteve na Paróquia São Cristóvão, no
bairro Centenário, onde celebrou missa solene e administrou o Sacramento da
Crisma a membros da comunidade paroquial.
Na
celebração da Catedral, o bispo presidiu a tradicional Missa do Lar, reunindo
fiéis em oração. No início da celebração, o Padre Luciano, Pároco da Catedral e
Vigário Geral, destacou o significado da Ascensão do Senhor e recordou também o
Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado pela Igreja neste domingo.
Neste ano, a data traz como tema proposto pelo Papa Leão XIV: “Preservar vozes
e rostos humanos”.
Em
sua fala, Dom Dulcênio agradeceu e parabenizou todos os comunicadores, de modo
especial os agentes da Pastoral da Comunicação, ressaltando que a missão da
comunicação na Igreja vai além do registro de imagens ou transmissões. Segundo
o bispo, o diferencial da comunicação eclesial está na vivência do mistério
celebrado, especialmente da Eucaristia. O pastor diocesano também recordou a
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, convidando os fiéis a rezarem pela
paz e pela unidade entre todos.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou que a Ascensão de Cristo representa também a elevação da
humanidade à glória do Pai. Segundo o bispo, Jesus permanece junto da Igreja,
mesmo após subir aos Céus.
“Engana-se
quem vislumbra somente a realidade da Ascensão do Senhor como algo distante de
si e somente em relação a Deus, pois, segundo a promessa de Cristo, Ele está
sempre conosco na terra, para merecermos viver com Ele no céu (cf. Oração de
Coleta da Vigília da Solenidade da Ascensão do Senhor). E, para isso, nossa
humanidade foi elevada por Cristo e, Nele, está à direita do Pai”, destacou.
O
Bispo apresentou quatro posturas humanas diante do mistério da Ascensão: a
incredulidade, a indiferença, o descomprometimento e a fé. A incredulidade
aparece na negação de Deus e da revelação de Cristo.
“Ligado
à incredulidade, temos muitos que duvidam da existência de Deus; um ateísmo
estrutural, onde Deus é totalmente desacreditado pelos sistemas ou instituições sociais que funcionam
unicamente pela base da lógica, da ciência ou do mercado; um pensamento
diabólico que afirma que Deus não existe”, disse.
O
bispo também criticou a indiferença religiosa e o descomprometimento de muitos
cristãos que, embora creiam, não assumem plenamente a missão evangelizadora
confiada por Jesus à Igreja.
“O
descomprometimento vemo-lo na atitude de tantos cristãos mornos ou mesmo frios
na fé, representados por aqueles que, segundo narrou São Lucas na versão da
Ascensão do Senhor na página dos Atos dos Apóstolos, foram repreendidos pelos
dois misteriosos homens vestidos de branco. [...] Pessoas que podem até crer
que o Senhor está nos Céus, mas não trabalham em Sua obra aqui na terra; vivem
na ociosidade e acomodam-se como espectadores”, pregou.
Por
fim, destacou a fé como a atitude verdadeira do discípulo, marcada pela
adoração e pelo anúncio do Evangelho. Dom Dulcênio concluiu convidando os fiéis
à vigilância e à fidelidade diante da promessa da volta gloriosa de Cristo.
A quarta postura: a ideal,
porque resplandece a ação solícita da Igreja: a da fé. No Evangelho de hoje, tais
pessoas são reconhecidas por uma atitude dúplice: pela adoração - “Os onze
discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele” (Mt 28,16-17a) - e pelo empenho
querido por Jesus: ir, batizar e ensinar - “[...] ide e fazei discípulos meus
todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”,
concluiu.
Missa e Crisma na Paróquia
de São Cristóvão, em CG
À noite, na Paróquia São Cristóvão, Dom Dulcênio presidiu a
celebração da Ascensão do Senhor com a administração do Sacramento da Confirmação.
Concelebraram a Santa Missa o Pároco, Padre Antônio Nelson, além dos Padres Luiz
e Maurício, com o auxílio dos Diáconos Marcelo e Anchieta e dos seminaristas.
Em sua pregação, o bispo refletiu sobre o sentido da subida de
Cristo aos Céus como continuidade do mistério pascal vivido pela Igreja. O
bispo recordou que, após a Ressurreição, Jesus permaneceu junto dos discípulos,
instruindo-os e preparando-os para a missão fortalecida pelo Espírito Santo.
“Ainda na vivência do Sacro Tempo Pascal, celebramos hoje a
Solenidade da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu. Durante quarenta
dias, o Senhor, antes de ser elevado aos Céus, instruiu os Seus apóstolos
acerca do Espírito Santo, mostrando-Se vivo depois da Sua paixão, com numerosas
provas, falando-lhes do Reino de Deus (cf. At 1,1-3)”, iniciou.
Destacou ainda que a Ascensão não diz respeito apenas a Cristo,
mas também à própria Igreja e a toda a humanidade redimida. Segundo Dom
Dulcênio, a liturgia ensina que, unidos ao Senhor pelo Batismo, já participamos
da esperança da vida eterna e da comunhão com o Céu.
“Afirmamos que o Senhor não ascende sozinho: Consigo, toda a
Igreja é elevada; ela que é o Corpo Místico do Senhor. Ao mesmo tempo, também
nós, membros desta Igreja pelo Santo Batismo, já nos encontramos ascendidos em
potencial e atualmente, pela graça e poder do Cristo, na comunhão com a Igreja
que comporta em si, na sua dimensão triunfante, filhos seus e irmãos nossos que
nos precederam na glória do Céu”, pregou.
O bispo também ressaltou que celebrar a Ascensão é recordar a
vocação cristã à glória eterna. Inspirado na Carta aos Efésios, afirmou que
Cristo glorificado é a cabeça da Igreja e que os fiéis são chamados a
participar dessa mesma plenitude por meio da esperança.
“Celebrar a Ascensão de Jesus é ainda relembrar a vocação à qual
fomos chamados. E esta recordação também é apontamento da Oração de Coleta
deste Domingo festivo, pois “somos chamados na esperança a participar da sua
glória”, da glória de Cristo portanto. Neste mesmo sentido, temos, na Segunda
Leitura, São Paulo a dizer aos Efésios e a nós: “Ele manifestou sua força em
Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos
céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania”.
Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a manterem viva a
esperança cristã diante das dificuldades e do desespero do mundo atual. Para
ele, a Ascensão aponta para a vitória definitiva de Deus e fortalece a
caminhada da Igreja na expectativa da plenitude eterna.
“Seja a nossa esperança maior do que o desespero do tempo
presente, este, que é fruto do pecado, obscurece a nossa compreensão e a nossa
resposta ao plano divino de amor do Pai, que se realiza no Filho e, Nele, para
nós, pelo Espírito Santo que aguardamos para revestir-nos da Sua força. Amém”,
findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom São Cristóvão















































