Solenidade da Ascenção do Senhor: Missa na Catedral e em São Cristóvão

Postado em 18/05/26 às 00:0213 minutos de leitura18 views

Celebrando a Solenidade da Ascensão do Senhor neste domingo, 17 de maio, Dom Dulcênio, Bispo Diocesano, presidiu pela manhã a Santa Missa na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição e, à noite, esteve na Paróquia São Cristóvão, no bairro Centenário, onde celebrou missa solene e administrou o Sacramento da Crisma a membros da comunidade paroquial.

Na celebração da Catedral, o bispo presidiu a tradicional Missa do Lar, reunindo fiéis em oração. No início da celebração, o Padre Luciano, Pároco da Catedral e Vigário Geral, destacou o significado da Ascensão do Senhor e recordou também o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado pela Igreja neste domingo. Neste ano, a data traz como tema proposto pelo Papa Leão XIV: “Preservar vozes e rostos humanos”.

Em sua fala, Dom Dulcênio agradeceu e parabenizou todos os comunicadores, de modo especial os agentes da Pastoral da Comunicação, ressaltando que a missão da comunicação na Igreja vai além do registro de imagens ou transmissões. Segundo o bispo, o diferencial da comunicação eclesial está na vivência do mistério celebrado, especialmente da Eucaristia. O pastor diocesano também recordou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, convidando os fiéis a rezarem pela paz e pela unidade entre todos.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que a Ascensão de Cristo representa também a elevação da humanidade à glória do Pai. Segundo o bispo, Jesus permanece junto da Igreja, mesmo após subir aos Céus.

“Engana-se quem vislumbra somente a realidade da Ascensão do Senhor como algo distante de si e somente em relação a Deus, pois, segundo a promessa de Cristo, Ele está sempre conosco na terra, para merecermos viver com Ele no céu (cf. Oração de Coleta da Vigília da Solenidade da Ascensão do Senhor). E, para isso, nossa humanidade foi elevada por Cristo e, Nele, está à direita do Pai”, destacou.

O Bispo apresentou quatro posturas humanas diante do mistério da Ascensão: a incredulidade, a indiferença, o descomprometimento e a fé. A incredulidade aparece na negação de Deus e da revelação de Cristo.

“Ligado à incredulidade, temos muitos que duvidam da existência de Deus; um ateísmo estrutural, onde Deus é totalmente desacreditado pelos sistemas  ou instituições sociais que funcionam unicamente pela base da lógica, da ciência ou do mercado; um pensamento diabólico que afirma que Deus não existe”, disse.

O bispo também criticou a indiferença religiosa e o descomprometimento de muitos cristãos que, embora creiam, não assumem plenamente a missão evangelizadora confiada por Jesus à Igreja.

“O descomprometimento vemo-lo na atitude de tantos cristãos mornos ou mesmo frios na fé, representados por aqueles que, segundo narrou São Lucas na versão da Ascensão do Senhor na página dos Atos dos Apóstolos, foram repreendidos pelos dois misteriosos homens vestidos de branco. [...] Pessoas que podem até crer que o Senhor está nos Céus, mas não trabalham em Sua obra aqui na terra; vivem na ociosidade e acomodam-se como espectadores”, pregou.

Por fim, destacou a fé como a atitude verdadeira do discípulo, marcada pela adoração e pelo anúncio do Evangelho. Dom Dulcênio concluiu convidando os fiéis à vigilância e à fidelidade diante da promessa da volta gloriosa de Cristo.

A quarta postura: a ideal, porque resplandece a ação solícita da Igreja: a da fé. No Evangelho de hoje, tais pessoas são reconhecidas por uma atitude dúplice: pela adoração - “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele” (Mt 28,16-17a) - e pelo empenho querido por Jesus: ir, batizar e ensinar - “[...] ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, concluiu.

Missa e Crisma na Paróquia de São Cristóvão, em CG

À noite, na Paróquia São Cristóvão, Dom Dulcênio presidiu a celebração da Ascensão do Senhor com a administração do Sacramento da Confirmação. Concelebraram a Santa Missa o Pároco, Padre Antônio Nelson, além dos Padres Luiz e Maurício, com o auxílio dos Diáconos Marcelo e Anchieta e dos seminaristas.

Em sua pregação, o bispo refletiu sobre o sentido da subida de Cristo aos Céus como continuidade do mistério pascal vivido pela Igreja. O bispo recordou que, após a Ressurreição, Jesus permaneceu junto dos discípulos, instruindo-os e preparando-os para a missão fortalecida pelo Espírito Santo.

“Ainda na vivência do Sacro Tempo Pascal, celebramos hoje a Solenidade da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu. Durante quarenta dias, o Senhor, antes de ser elevado aos Céus, instruiu os Seus apóstolos acerca do Espírito Santo, mostrando-Se vivo depois da Sua paixão, com numerosas provas, falando-lhes do Reino de Deus (cf. At 1,1-3)”, iniciou.

Destacou ainda que a Ascensão não diz respeito apenas a Cristo, mas também à própria Igreja e a toda a humanidade redimida. Segundo Dom Dulcênio, a liturgia ensina que, unidos ao Senhor pelo Batismo, já participamos da esperança da vida eterna e da comunhão com o Céu.

“Afirmamos que o Senhor não ascende sozinho: Consigo, toda a Igreja é elevada; ela que é o Corpo Místico do Senhor. Ao mesmo tempo, também nós, membros desta Igreja pelo Santo Batismo, já nos encontramos ascendidos em potencial e atualmente, pela graça e poder do Cristo, na comunhão com a Igreja que comporta em si, na sua dimensão triunfante, filhos seus e irmãos nossos que nos precederam na glória do Céu”, pregou.

O bispo também ressaltou que celebrar a Ascensão é recordar a vocação cristã à glória eterna. Inspirado na Carta aos Efésios, afirmou que Cristo glorificado é a cabeça da Igreja e que os fiéis são chamados a participar dessa mesma plenitude por meio da esperança.

“Celebrar a Ascensão de Jesus é ainda relembrar a vocação à qual fomos chamados. E esta recordação também é apontamento da Oração de Coleta deste Domingo festivo, pois “somos chamados na esperança a participar da sua glória”, da glória de Cristo portanto. Neste mesmo sentido, temos, na Segunda Leitura, São Paulo a dizer aos Efésios e a nós: “Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania”.

Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a manterem viva a esperança cristã diante das dificuldades e do desespero do mundo atual. Para ele, a Ascensão aponta para a vitória definitiva de Deus e fortalece a caminhada da Igreja na expectativa da plenitude eterna.

“Seja a nossa esperança maior do que o desespero do tempo presente, este, que é fruto do pecado, obscurece a nossa compreensão e a nossa resposta ao plano divino de amor do Pai, que se realiza no Filho e, Nele, para nós, pelo Espírito Santo que aguardamos para revestir-nos da Sua força. Amém”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom São Cristóvão



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