Celebrando o VI Domingo da Páscoa e o Dia das Mães, Dom Dulcênio Preside Missa na Catedral e Confere Crisma em Puxinanã

Postado em 10/05/26 às 22:4313 minutos de leitura51 views

Celebrando o VI Domingo da Páscoa, neste 10 de maio, data também dedicada ao Dia das Mães, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu pela manhã a tradicional Missa do Lar na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, reunindo centenas de fiéis na Igreja Mãe da Diocese. A celebração contou com a presença do Vigário Geral e Pároco da Catedral, Padre Luciano Guedes, além da assistência do Diácono Ricardo e dos seminaristas.

Logo nos ritos iniciais, Dom Dulcênio dirigiu uma especial intenção por todas as mães, convidando os fiéis a colocarem no altar do Senhor aquelas que seguem em vida, bem como as que já partiram para a Casa do Pai. Nesse sentido, a comunidade elevou preces pelas famílias, reconhecendo na figura materna um sinal do amor, do cuidado e da ternura de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e dos cristãos. Inspirado na liturgia do dia, o bispo destacou a promessa de Jesus sobre a vinda do “outro Defensor”, ressaltando que o Espírito Santo permanece sustentando, fortalecendo e conduzindo o povo de Deus na fidelidade ao Evangelho.

Ao comentar a missão de Pedro e João junto aos samaritanos, Dom Dulcênio explicou que a Confirmação é continuidade da missão apostólica da Igreja. O Sacramento da Crisma, segundo o bispo, não é apenas um rito, mas o selo do Espírito Santo.

“A confirmação da fé dos cristãos, seus filhos, por parte da Igreja, é uma resposta que Deus dá através desta mesma Igreja, que fala da fidelidade divina. [...] Não por acaso, um dos nomes do Sacramento da Crisma é ‘Confirmação’: confirmamos a nossa pertença batismal pela fé vivida e professada fielmente, e Deus, por Sua parte, confirma a Sua presença junto a nós pela marca, pelo selo do Espírito Santo”, explicou.

A homilia também destacou que o crismado assume maior compromisso com a Igreja e com o anúncio do Evangelho. Recordando as palavras de São Pedro, o bispo exortou os fiéis a estarem sempre prontos para dar razão da esperança cristã.

“O fiel, enriquecido pela força especial do Espírito Santo, é assim mais estritamente obrigado a difundir e a defender a fé com palavras e atos, como verdadeira testemunha de Cristo (n. 11). Ora, o crismado não apenas tem de Cristo o nome que envolve unção. São Pedro enfatiza: “Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir”, destacou.

Por fim, Dom Dulcênio reforçou que todo batizado e confirmado é chamado a ser testemunha de Cristo no mundo. Movidos pela força do Espírito Santo, os cristãos devem manifestar, através das palavras e das obras, a presença viva de Deus.

“Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Batismo, e a virtude do Espírito Santo por quem na Confirmação foram robustecidos, de tal modo que os demais homens, ao verem as suas boas obras, glorifiquem o Pai e compreendam, mais plenamente o sentido genuíno da vida humana e o vínculo universal da comunidade humana”, concluiu.

Missa e Crisma em Puxinanã

Ainda neste domingo, no período da tarde, Dom Dulcênio dirigiu-se à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde presidiu a Santa Missa com rito da Crisma. Na ocasião, 179 jovens e adultos receberam o Sacramento da Confirmação, fortalecendo a caminhada de fé e assumindo, diante da Igreja, o compromisso de serem testemunhas de Cristo no mundo.

O bispo e os crismandos, acompanhados de padrinhos e familiares, foram acolhidos fraternalmente pelo Pároco, Padre Antônio Araújo, que expressou gratidão pela presença do pastor diocesano neste dia festivo para a comunidade paroquial.

A celebração também contou com a presença dos Diáconos José Anselmo e Anderson e dos seminaristas.

Homilia

O prelado refletiu sobre o Espírito Santo como expressão do amor de Deus presente na vida dos cristãos. A partir do Evangelho de São João, o bispo destacou que amar a Cristo significa guardar Seus mandamentos e viver uma verdadeira intimidade com Deus.

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco” (Jo 14,15). Amar e conhecer, criar intimidade, são termos correlatos, sinônimos nas Sagradas Escrituras, de maneira que, tal como nos diz São João, na sua Primeira Carta, se guardamos os mandamentos divinos, sabemos que conhecemos Deus (cf. 1Jo 2,3)”, iniciou.

Dom Dulcênio também ressaltou que, pelo Batismo, os cristãos tornam-se morada de Deus. O bispo recordou que o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitam naqueles que permanecem fiéis à Palavra, transformando a vida do fiel em espaço da presença divina.

“O Senhor nos diz mais; “Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,23). Pelo Batismo, sendo moradas do Pai e do Filho, também o somos Daquele que, das duas outras Pessoas Divinas, procede: moradas do Espírito Santo, pois fomos eleitos, vocacionados para isto: “sermos moradas de Deus pelo Espírito”, tal como nos lembra São Paulo ao escrever aos Efésios (2,22)”, disse.

A homilia ainda evidenciou que o Espírito Santo santifica os fiéis e os fortalece para testemunharem a esperança cristã no mundo. Segundo Dom Dulcênio, é pelo amor a Deus e aos irmãos que o cristão consegue viver a vontade divina.

“O Espírito Santo nos santifica para realizarmos a vontade de Deus, ao tempo em que, fazendo a vontade divina, santificamos em nossos corações o Senhor Jesus Cristo, porque devemos sempre dar razões da nossa esperança para todos. [...] Mas, como faremos em nós esta imbricação senão pela via do amor a Deus e aos irmãos? Deus concede-nos o Seu Espírito Santo, potência do amor, para que amemos; e, amando, Ele permanecerá ainda mais no coração de quem ama”, pregou.

Por fim, aprofundou o sentido do Espírito Santo como “Defensor”, aquele que fala e age através dos discípulos de Cristo. Dom Dulcênio recordou que o cristão é chamado a irradiar a presença de Deus em todos os ambientes, tornando-se sinal vivo do Evangelho através do testemunho.

“O Espírito continua a utilizar-Se de nós como Seus instrumentos. [...] E, se o Espírito Santo nos representa, em simultâneo O representamos, de forma que a presença de um cristão num ambiente, numa circustância, em tudo enfim, deverá irradiar o Espírito de Deus, e não contrariá-Lo ou mesmo negá-Lo. Que a moradia do Defensor em nós, o Espírito da Verdade, nos faça amar com maior afinco a Deus e aos irmãos. Assim, testemunharemos a indizível nobreza Daquele que mora em nós”, findou.

Por: Ascom

Fotos: Pascom Catedral e Paróquia de Puxinanã



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