Na Trezena de Nossa Senhora de Fátima, na Palmeira, Bispo Preside Missa e Crisma

Atualizado em 08/05/26 às 23:118 minutos de leitura36 views

A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, situada no bairro da Palmeira, em Campina Grande, segue vivenciando com fervor a trezena em honra à sua padroeira, celebrada desde o último dia 1º de maio em preparação para a festa do próximo dia 13. Neste ano, a comunidade reflete o tema: “Maria, Senhora da Humildade, Mãe dos Pobres e dos Pequenos”.

Na noite desta sexta-feira, 8 de maio, os fiéis acolheram o pastor diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Eucaristia da oitava noite festiva e conferiu o sacramento da Crisma a 72 adultos da comunidade paroquial.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Haroldo, e pelo Vigário Paroquial, Padre Paulo Sérgio, contando ainda com o auxílio litúrgico do Diácono Cláudio Falcão e dos seminaristas. Antes da celebração eucarística, os fiéis participaram do terço mariano e da recitação da trezena, fortalecendo a espiritualidade mariana que marca estes dias festivos na comunidade.

Após a Santa Missa, os fiéis puderam se confraternizar na quermesse, com comidas típicas e um momento de louvor com Teto Fonseca.

Homilia

A homilia destacou Maria como refúgio seguro para os cristãos em meio às dificuldades da vida. O bispo recordou que o Imaculado Coração de Maria continua acolhendo todos aqueles que buscam permanecer fiéis a Deus.

“Caros irmãos, ao dirigir estas palavras para Lúcia, Nossa Senhora diz para cada um de nós, que nunca nos deixará sozinhos nesta peregrinação terrena em que vivemos, pois sabe que, enquanto estivermos neste mundo, corremos o risco de perder a nossa alma. Portanto, ela quer que nos refugiemos no seu Coração Imaculado, que nos conduz a Cristo: garantia de nossa salvação eterna”, destacou.

O bispo ressaltou que Maria acompanha os cristãos nas batalhas espirituais e nas dores do cotidiano. Mais do que livrar dos sofrimentos, ela fortalece os corações para enfrentarem as provações com esperança e confiança.

“A Virgem Maria nos convida a buscarmos seu auxílio, na certeza de que Ela nos conduzirá até Deus e nos dará a vitória, não aquela mensurada pelos projetos mundanos; mas, aquela e sobretudo, que diz respeito à nossa santificação e salvação: este é o maior logramento que uma pessoa pode almejar, e é para isto que Maria promete e se empenha em ajudar-nos,  refugiando-nos, conduzindo-nos”, disse.

Utilizando a imagem do mar revolto, Dom Dulcênio comparou a vida humana a uma grande navegação marcada por incertezas e tempestades. Assim, Nossa Senhora foi apresentada como a “Estrela do mar”.

“Quando, ao navegador, tudo se envolve em espessas trevas, quando grossas neblinas impedem a vista, e o mar agitado pelo vendaval expõe o seu navio a perigo de naufrágio, as suaves luzes da estrela, rompendo as nuvens, enchem-no de consolação; faz-lhe criar ânimo e, com a mão segura, dirige a nau, evitando com felicidade os rochedos, fugindo à voragem. É esta a imagem do cristão que navega sobre as ondas procelosas do mar desta vida miserável”, trouxe.

A homilia também refletiu sobre as “trevas” que atingem o coração humano. Diante dessas realidades, Maria surge como presença materna que consola e conduz os filhos até Cristo, verdadeira luz da vida.

“Trevas são ainda, e sobretudo, o desânimo e o desespero que não raras vezes envolvem e martirizam a nossa alma. Precisamos, pois, de luzes; precisamos, como o navegador, da estrela que dissipe as trevas, ilumine a nossa marcha, inspirando-nos ânimo e coragem. E qual o nome dessa Estrela? “[...] et nomen virginis Maria” (Lc 1,26)”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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