Na Trezena de Nossa Senhora de Fátima, na Palmeira, Bispo Preside Missa e Crisma
A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, situada no bairro da
Palmeira, em Campina Grande, segue vivenciando com fervor a trezena em honra à
sua padroeira, celebrada desde o último dia 1º de maio em preparação para a
festa do próximo dia 13. Neste ano, a comunidade reflete o tema: “Maria,
Senhora da Humildade, Mãe dos Pobres e dos Pequenos”.
Na noite desta sexta-feira, 8 de maio, os fiéis acolheram o pastor
diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa
Eucaristia da oitava noite festiva e conferiu o sacramento da Crisma a 72 adultos da comunidade paroquial.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Haroldo, e pelo Vigário
Paroquial, Padre Paulo Sérgio, contando ainda com o auxílio litúrgico do Diácono
Cláudio Falcão e dos seminaristas. Antes da celebração eucarística, os fiéis
participaram do terço mariano e da recitação da trezena, fortalecendo a
espiritualidade mariana que marca estes dias festivos na comunidade.
Após a Santa Missa, os fiéis puderam se confraternizar na
quermesse, com comidas típicas e um momento de louvor com Teto Fonseca.
Homilia
A homilia destacou Maria como refúgio seguro para os cristãos em
meio às dificuldades da vida. O bispo recordou que o Imaculado Coração de Maria
continua acolhendo todos aqueles que buscam permanecer fiéis a Deus.
“Caros irmãos, ao dirigir estas palavras para Lúcia, Nossa Senhora
diz para cada um de nós, que nunca nos deixará sozinhos nesta peregrinação
terrena em que vivemos, pois sabe que, enquanto estivermos neste mundo,
corremos o risco de perder a nossa alma. Portanto, ela quer que nos refugiemos
no seu Coração Imaculado, que nos conduz a Cristo: garantia de nossa salvação
eterna”, destacou.
O bispo ressaltou que Maria acompanha os cristãos nas batalhas
espirituais e nas dores do cotidiano. Mais do que livrar dos sofrimentos, ela
fortalece os corações para enfrentarem as provações com esperança e confiança.
“A Virgem Maria nos convida a buscarmos seu auxílio, na certeza de
que Ela nos conduzirá até Deus e nos dará a vitória, não aquela mensurada pelos
projetos mundanos; mas, aquela e sobretudo, que diz respeito à nossa
santificação e salvação: este é o maior logramento que uma pessoa pode almejar,
e é para isto que Maria promete e se empenha em ajudar-nos, refugiando-nos, conduzindo-nos”, disse.
Utilizando a imagem do mar revolto, Dom Dulcênio comparou a vida
humana a uma grande navegação marcada por incertezas e tempestades. Assim, Nossa
Senhora foi apresentada como a “Estrela do mar”.
“Quando, ao navegador, tudo se envolve em espessas trevas, quando
grossas neblinas impedem a vista, e o mar agitado pelo vendaval expõe o seu
navio a perigo de naufrágio, as suaves luzes da estrela, rompendo as nuvens,
enchem-no de consolação; faz-lhe criar ânimo e, com a mão segura, dirige a nau,
evitando com felicidade os rochedos, fugindo à voragem. É esta a imagem do
cristão que navega sobre as ondas procelosas do mar desta vida miserável”, trouxe.
A homilia também refletiu sobre as “trevas” que atingem o coração
humano. Diante dessas realidades, Maria surge como presença materna que consola
e conduz os filhos até Cristo, verdadeira luz da vida.
“Trevas são ainda, e sobretudo, o desânimo e o desespero que não
raras vezes envolvem e martirizam a nossa alma. Precisamos, pois, de luzes;
precisamos, como o navegador, da estrela que dissipe as trevas, ilumine a nossa
marcha, inspirando-nos ânimo e coragem. E qual o nome dessa Estrela? “[...] et
nomen virginis Maria” (Lc 1,26)”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

































