Missa dos Santos Óleos na Catedral Diocesana

Postado em 02/04/26 às 14:2110 minutos de leitura36 views

A Missa dos Santos Óleos, também chamada de Missa do Crisma, é uma das celebrações mais importantes da Igreja Católica, tradicionalmente realizada durante a Semana Santa. A celebração expressa a comunhão e fortalece a unidade entre o bispo e seus sacerdotes, evidenciando a vida da Igreja em sua dimensão de serviço e missão.

Na Diocese de Campina Grande, a solenidade aconteceu na manhã desta quinta-feira, 2 de abril, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu um grande número de fiéis que se fizeram presentes para viver este momento de fé e rezar por seus pastores.

Presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano, a Santa Missa contou com a presença de Padres, diáconos, religiosos, religiosas e seminaristas, manifestando a unidade do clero diocesano em torno do seu bispo.

Durante a celebração, o bispo abençoou os santos óleos - o Crisma, o dos Catecúmenos e o dos Enfermos - que serão utilizados ao longo de todo o ano nos sacramentos celebrados nas paróquias da diocese. Esses óleos representam a graça de Deus que fortalece, consagra e cura o seu povo.

Outro momento significativo foi a renovação das promessas sacerdotais, quando os padres reafirmaram publicamente seu compromisso com o ministério, o serviço ao povo de Deus e a fidelidade à missão confiada por Cristo à Igreja, em comunhão com o bispo.

Sobre os Santos Óleos

Óleo do Crisma – Usado no Sacramento da Confirmação (Crisma) e também no sacramento da Ordem, para ungir os “escolhidos”.

Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças.

Óleo dos Enfermos – É usado no Sacramento dos Enfermos. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para o fortalecimento da pessoa, para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio destacou a riqueza da celebração à luz do Concílio Vaticano II, ressaltando o papel do bispo como sinal de unidade e a comunhão com os presbíteros. A Missa Crismal aparece, assim, como forte expressão da corresponsabilidade na missão da Igreja.

“Ele acentua, de maneira, sem dúvida, oportuna, o aspecto do Bispo de quem decorre e depende, de certo modo, com a cooperação de seus Presbíteros, a vida cristã dos fiéis. A Missa Crismal, que concelebra com seu clero, é das mais belas e significativas manifestação de comunhão dos Presbíteros com o bispo, responsável e co-responsáveis pela missão eclesial na Igreja particular, a Diocese”, iniciou.

Inspirado no Evangelho e em Santa Teresinha do Menino Jesus, o bispo convidou os fiéis, especialmente os jovens, a se abrirem à ação do Espírito Santo, confiando plenamente em Deus e permitindo que Ele conduza suas vidas.

“Deixe que o Espírito Santo aja em você, desça sobre você e atue por você para o que Ele quiser, mesmo que em alguns aspectos e em alguns casos nem sempre o que o Espírito Santo quer de você e em você coincida com o que você quer de você e em você. Esqueça-se de você mesmo e entregue-se inteiramente ao Espírito”, pregou.

Dirigindo-se aos sacerdotes, Dom Dulcênio recordou que são presença de Cristo no mundo, ungidos para levar esperança, cura e libertação, vivendo com fidelidade o chamado recebido.

“Jesus recebe o Espírito que o move para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista. Amados padres, pensem que Deus também ungiu vocês; vocês são o Cristo de hoje, o Cristo aqui e agora, o Cristo para os homens da atualidade. Vocês são ungidos para todos os homens de hoje e deste momento, aos quais vocês devem transmitir a libertação e a recuperação”.

A homilia destacou ainda as palavras vocação e ordenação como dons que transformam a vida, exigindo resposta total e configurando o sacerdote ao serviço de Deus e da Igreja.

““Fui eu quem vos escolhi a vós” (Jo 15,16) — são palavras que se desprendem de novo do Evangelho, para marcar uma vida humana. Sim, a cada padre Jesus disse: “Vem e segue-me” (Mt 19,21); a cada um fez ecoar, suave, libertadora e imperativa, aquela outra: “Vinde, segui-me e far-vos-ei pescadores de homens” (Mt 4,19)”, destacou.

Por fim, reforçou a missão como essência do sacerdócio: um serviço de amor voltado ao povo, urgente e insubstituível, que convida todos a se comprometerem com o Reino de Deus.

“Missão, é a terceira palavra a considerar. O sacerdócio não é para aquele que dele foi revestido, não é uma dignidade pessoal, não é para si mesmo; é mistério, é serviço, é mediação entre Deus e o povo; é destinado à Igreja, à comunidade, aos irmãos; é destinado ao mundo. O sacerdócio é apostólico, é missionário, é essencialmente social; seu programa avassalador é: “Ide, levai o Evangelho a todas as gentes” (Mt 28,19)... A Missão do Padre é urgente, divina e insubstituível!”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga (Pascom Diocesana)



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