Paróquia de São José, em Parari, Encerra Festa do Padroeiro com Missa e Investidura Presididas pelo Bispo

Postado em 22/03/26 às 21:068 minutos de leitura31 views

A Paróquia de São José, em Parari, encerrou, neste domingo, 22 de março, as festividades em honra ao seu padroeiro. A Santa Eucaristia de encerramento foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que também realizou a investidura de seis novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, fortalecendo a missão e o serviço na comunidade.

A festa, iniciada no último dia 14 com o novenário, teve como tema “Com São José, amar e proteger a Igreja”, conduzindo os fiéis a uma vivência espiritual marcada pela oração e pelo testemunho do patrono da Igreja. Ao longo dos dias, a comunidade paroquial se reuniu em torno das celebrações, fortalecendo a fé e a unidade.

A Santa Eucaristia foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre Bruno Costa, que acolheu, juntamente com a comunidade, o pastor diocesano. Em clima de alegria e gratidão, os fiéis participaram intensamente da celebração, culminando todo o itinerário festivo.

Antes da missa foi realizada uma carreata pelas ruas da cidade de Parari, manifestando publicamente a devoção a São José.

Em sua homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre a presença de Deus mesmo nas dores humanas. A partir de Lázaro, destacou que, embora muitas vezes pareça ausente, Deus nunca abandona o seu povo, permanecendo próximo em todas as situações, exceto no pecado.

“Por vezes, diante de aparentes desventuras, temos a tentação de achar que Deus não está presente; não está conosco; abandonou-nos. Ledo engano. Em tudo, Deus está, menos no mal, no pecado. Porém, no momento em que Deus é posto de lado por nossas más escolhas e pecamos, Ele Se põe ao nosso alcance para manifestar a Sua misericórdia, e nesta demonstração, faz brilhar a Sua glória”, iniciou.

O bispo alertou para o perigo do pecado, comparando-o a uma doença que enfraquece a vida espiritual. Enquanto se cuida do corpo, muitas vezes se esquece da alma, que é essencial.

“Sim, o pecado é uma doença, que, dependendo da sua gravidade, pode ser considerado a um câncer (ou pior!), que corrói a nossa espiritualidade, a nossa intimidade com Deus. Vemos que as pessoas cuidam do corpo, mas se esquecem do fundamental, do essencial: o cuidado com a alma, a única parte de nós que apresentaremos a Deus quando do nosso chamado pela morte”, alertou.

Inspirado em Papa Bento XVI, destacou que a verdadeira vida (zoé) é participação na vida de Deus. Não se trata apenas de viver biologicamente, mas de abrir-se à eternidade e ao conhecimento da verdade.

“A esta vida, em grego, chamamos zoé, "é um novo nível da vida, em que o ser se abre ao conhecimento" (Bento XVI, Homilia de 09.03.2008), um conhecimento de Deus - pois, "Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4) - e, conhecendo o Ser Divino, reconheça-se, porque "o homem é chamado a abrir-se a novas dimensões" É um novo nível da vida… um conhecimento de Deus… o homem é chamado a abrir-se a novas dimensões”.

Por fim, exortou à comunhão com Deus, especialmente na Eucaristia, onde Cristo se faz presente como fonte de vida. Nela, o fiel encontra força para viver a fé e já experimentar a vida eterna.

“Na Eucaristia, "entramos em comunhão com este Corpo [o de Cristo ressuscitado], que é animado de Vida imortal, e vivemos assim desde já e para sempre, no espaço da própria Vida" (Bento XVI, Op. Cit.). E, com a Vida do Alto já em nós, somos capazes de superar as dificuldades e as tentações da vida presente, nas suas mais diversas e exigentes dimensões e situações. Isto é entrar na abundância de Vida”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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