Paróquia de São José, em Parari, Encerra Festa do Padroeiro com Missa e Investidura Presididas pelo Bispo
A
Paróquia de São José, em Parari, encerrou, neste domingo, 22 de março, as
festividades em honra ao seu padroeiro. A Santa Eucaristia de encerramento foi
presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que também
realizou a investidura de seis novos Ministros Extraordinários da Sagrada
Comunhão, fortalecendo a missão e o serviço na comunidade.
A
festa, iniciada no último dia 14 com o novenário, teve como tema “Com São José,
amar e proteger a Igreja”, conduzindo os fiéis a uma vivência espiritual
marcada pela oração e pelo testemunho do patrono da Igreja. Ao longo dos dias,
a comunidade paroquial se reuniu em torno das celebrações, fortalecendo a fé e
a unidade.
A
Santa Eucaristia foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre Bruno
Costa, que acolheu, juntamente com a comunidade, o pastor diocesano. Em clima
de alegria e gratidão, os fiéis participaram intensamente da celebração,
culminando todo o itinerário festivo.
Antes
da missa foi realizada uma carreata pelas ruas da cidade de Parari,
manifestando publicamente a devoção a São José.
Em
sua homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre a presença de Deus mesmo nas dores
humanas. A partir de Lázaro, destacou que, embora muitas vezes pareça ausente,
Deus nunca abandona o seu povo, permanecendo próximo em todas as situações,
exceto no pecado.
“Por
vezes, diante de aparentes desventuras, temos a tentação de achar que Deus não
está presente; não está conosco; abandonou-nos. Ledo engano. Em tudo, Deus
está, menos no mal, no pecado. Porém, no momento em que Deus é posto de lado
por nossas más escolhas e pecamos, Ele Se põe ao nosso alcance para manifestar
a Sua misericórdia, e nesta demonstração, faz brilhar a Sua glória”, iniciou.
O
bispo alertou para o perigo do pecado, comparando-o a uma doença que enfraquece
a vida espiritual. Enquanto se cuida do corpo, muitas vezes se esquece da alma,
que é essencial.
“Sim,
o pecado é uma doença, que, dependendo da sua gravidade, pode ser considerado a
um câncer (ou pior!), que corrói a nossa espiritualidade, a nossa intimidade
com Deus. Vemos que as pessoas cuidam do corpo, mas se esquecem do fundamental,
do essencial: o cuidado com a alma, a única parte de nós que apresentaremos a
Deus quando do nosso chamado pela morte”, alertou.
Inspirado
em Papa Bento XVI, destacou que a verdadeira vida (zoé) é participação na vida
de Deus. Não se trata apenas de viver biologicamente, mas de abrir-se à
eternidade e ao conhecimento da verdade.
“A
esta vida, em grego, chamamos zoé, "é um novo nível da vida, em que o ser
se abre ao conhecimento" (Bento XVI, Homilia de 09.03.2008), um
conhecimento de Deus - pois, "Deus quer que todos os homens se salvem e
cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4) - e, conhecendo o Ser
Divino, reconheça-se, porque "o homem é chamado a abrir-se a novas
dimensões" É um novo nível da vida… um conhecimento de Deus… o homem é
chamado a abrir-se a novas dimensões”.
Por
fim, exortou à comunhão com Deus, especialmente na Eucaristia, onde Cristo se
faz presente como fonte de vida. Nela, o fiel encontra força para viver a fé e
já experimentar a vida eterna.
“Na
Eucaristia, "entramos em comunhão com este Corpo [o de Cristo
ressuscitado], que é animado de Vida imortal, e vivemos assim desde já e para
sempre, no espaço da própria Vida" (Bento XVI, Op. Cit.). E, com a Vida do
Alto já em nós, somos capazes de superar as dificuldades e as tentações da vida
presente, nas suas mais diversas e exigentes dimensões e situações. Isto é
entrar na abundância de Vida”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial































