Na Solenidade de São José, Bispo Preside Missa em Juazeirinho e no Bairro Zé Pinheiro, em CG

Atualizado em 19/03/26 às 22:4313 minutos de leitura24 views

A Igreja celebrou neste 19 de março a Solenidade de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Universal. O Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas celebrações ao longo do dia. Pela manhã, esteve na Paróquia de São José, na cidade de Juazeirinho, onde a comunidade vivenciou desde o último dia 10 a festa de seu padroeiro. A Santa Missa solene, celebrada às 10h, reuniu fiéis em ação de graças, expressando devoção e confiança na intercessão do glorioso Patriarca.

A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Fernando Jacinto, do Vigário Paroquial, Padre Sebastião, além da assistência do Diácono Patrício e dos seminaristas.

À noite, em Campina Grande, Dom Dulcênio presidiu a Missa de encerramento da festa na Paróquia de São José, no bairro Zé Pinheiro. Antes da celebração, os fiéis participaram de uma procissão com a imagem do santo, percorrendo algumas ruas do bairro, entre cantos e orações, manifestando publicamente sua fé e devoção.

Após a procissão, o bispo foi acolhido pelo Pároco, Padre Henrique, que expressou gratidão por sua presença no encerramento da festa do padroeiro. Também estiveram presentes o Diácono Ricardo e o Frater Adson Marinho, juntamente com a comunidade paroquial reunida em espírito de unidade e celebração.

Na homilia proferida nas duas celebrações, Dom Dulcênio refletiu sobre São José como modelo de “silenciosa obediência”. Em sua meditação, destacou o valor do silêncio interior como espaço de escuta de Deus e ressaltou a fé concreta do santo, que se traduz em atitudes firmes de confiança e entrega à vontade divina.

Homilia

Dom Dulcênio destacou a “silenciosa obediência” como marca da vida do esposo de Maria. Mais que ausência de palavras, esse silêncio revela um coração disponível à vontade de Deus.

“Neste ano de 2026, por ocasião da Festa do seu excelso Padroeiro, São José, esta comunidade paroquial volta-se para o pai adotivo do Senhor e esposo castíssimo da Virgem Santa Maria para contemplar-lhe o silêncio obediente que sempre cultivou no seu coração todo de Deus. Ora, antes de tudo, pensemos no que é a justa atitude de silenciar, algo tão necessário à vida espiritual”, disse.

O bispo explicou que o silêncio, à luz da vida espiritual, não é fuga, mas espaço de escuta de Deus. Trata-se de calar as vozes que afastam da verdade para permitir que a vontade divina conduza a vida. Foi esse silêncio fecundo que sustentou a fé de São José.

“Na vida espiritual, o silêncio é construtivo, e não é medido pela ausência de ruídos, mas pela capacidade de, na fé, obedecer, fazendo calar as demais vozes que gritam no coração, deixando apenas Deus falar. Este silêncio no sentido espiritual gera a vertente positiva do silêncio tratado na psicologia. Isto viveu o justíssimo e obedientíssimo - como o entoamos em sua ladainha - São José”, explicou.

A homilia ressaltou ainda que essa fé se traduz em atitudes concretas. Nos momentos decisivos, José acolhe, confia e obedece prontamente. Sua grandeza está na fidelidade cotidiana, vivendo a santidade nas coisas simples, sem buscar protagonismo.

“José, em silêncio, crê e adora ante o cântico dos Anjos e a adoração dos pastores e reis. O Anjo lhe aparece e ordena que fuja para o Egito (cf. Mt 1,13-23). E José crê e obedece. Foge. Sempre fiel ao Divino Redentor, reparando as ofensas dos que não creem. [...] Ele é o Santo da vida diária, das coisas simples, da fidelidade silenciosa com a qual respondeu aos planos de Deus. Através de seus sonhos e revelações, na sua sensibilidade, o Esposo de Maria foi percebendo que o Senhor lhe mostrava o caminho que devia seguir. E José sempre obedeceu”, pregou.

Por fim, Dom Dulcênio exortou os fiéis a seguirem esse exemplo, cultivando uma escuta atenta da Palavra de Deus. A obediência da fé, mesmo exigente, conduz à comunhão com o Senhor e fortalece o caminho cristão no dia a dia.

“Na admiração das muitíssimas e marcantes virtudes do glorioso Patriarca da Casa de Nazaré - mormente a obediência indiscutível a Deus -, como seus filhos e devotos, proponhamo-nos a modelar o nosso seguimento cristão na escuta atenta e prestimosa à Palavra de Deus, geradora da fé em nossos corações, praticando-a. Como provedor generoso do Deus humanado, São José, com a sua intercessão e exemplo, ajude-nos neste empenho. Amém”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Juazeirinho e Bairro Zé Pinheiro



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