Paróquia de São José, em Alcantil, Acolhe Dom Dulcênio na Sexta Noite do Novenário do Padroeiro
A
Paróquia de São José, na cidade de Alcantil, vive com grande fé e devoção a
festa do seu padroeiro. Neste domingo, conhecido na liturgia como o Domingo da
Alegria (Laetare), a comunidade paroquial acolheu o Bispo Diocesano de Campina
Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa marcando a
sexta noite do novenário em honra a São José.
A
celebração aconteceu em frente à Igreja Matriz e reuniu numerosos fiéis, que
participaram com devoção das festividades dedicadas ao patrono da Igreja. Na
ocasião, Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Frei Givaldo, que saudou o
bispo e todos os presentes, destacando a alegria da comunidade em recebê-lo
durante o novenário.
Os
festejos seguem até o próximo dia 19 de março, quando a Igreja celebrará
solenemente a festa de São José, patrono da Igreja universal, pai adotivo de
Jesus e esposo da Virgem Maria, figura de grande exemplo de fé, silêncio e
obediência ao projeto de Deus.
Homilia
O
bispo recordou que, mesmo no caminho penitencial quaresmal, a Igreja já
antecipa a consolação e a esperança que vêm de Deus. A liturgia deste dia
convida os fiéis a reencontrarem a alegria que nasce da presença do Senhor
“"Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que
estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de vossas
consolações" (Is 66, 10-11). A mensagem primeira deste domingo é: o Senhor
consola-nos, dá-nos a Sua alegria benfazeja; faz-nos viver, "cheios de
fervor e exultando de fé" - logo, com esperança - estes últimos e difíceis
dias da Quaresma”, iniciou.
O bispo explicou que os Evangelhos proclamados nestes domingos
formam um verdadeiro itinerário batismal. A liturgia conduz os cristãos a
redescobrirem o sentido do Batismo, no qual recebem a vida nova em Cristo.
“Através dos textos do Evangelho de João, a liturgia faz-nos percorrer
um verdadeiro caminho batismal: no domingo passado, Jesus prometeu à Samaritana
o dom da 'água viva'; hoje, curando o cego de nascença, revela-se como 'luz do
mundo'; no próximo domingo, ressuscitado o amigo Lázaro, apresentar-se-á como
'ressurreição e vida'. Água, luz e vida: são símbolos do Santo Batismo,
sacramento que nos 'imerge' no mistério da morte e ressurreição de Cristo,
libertando-nos da escravidão do pecado e dando-lhes a vida eterna", disse.
Refletindo sobre o Evangelho do cego de nascença, Dom Dulcênio
destacou que Jesus não se detém na busca de culpados diante do sofrimento
humano, mas revela a ação de Deus que quer manifestar sua obra de salvação.
“Refletindo, diretamente, a pergunta dos discípulos: "Mestre, quem
pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?" (Jo 9,2), Jesus
"perante o homem marcado pelo limite do sofrimento, [...] não pensa em
eventuais culpas, mas na vontade de Deus que criou o homem para a vida. Por
isso, declara solenemente: 'Convém que eu faça as obras daquele que me enviou…
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo' (Jo 9,4-5)", refletiu.
Por fim, o bispo recordou que, pelo Batismo, os cristãos são
ungidos pelo Espírito Santo e chamados a viver como filhos da luz. Mesmo
reconhecendo as fragilidades humanas, o fiel é convidado a retornar sempre a
Deus, deixando-se conduzir pelo Espírito.
“Receber o ruah
é ser ungido. Davi, na Primeira Leitura, ao ser eleito rei de Israel, foi
ungido por Samuel. E o texto é bastante claro quando diz: "E a partir
daquele dia, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi" (1Sm 16,13a), e o
guiava. Somos cristãos, ungidos com a unção espiritual que o próprio Cristo
recebeu: o Espírito Santo. Devemos deixar-nos guiar pelo "Sopro
Divino" que Se apodera de nós: permitamo-Lo”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial





















