Dom Dulcênio Preside Missa e Crisma na Paróquia de Esperança
O
Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a
Santa Missa com celebração do Sacramento da Crisma na Comunidade de São José,
pertencente à Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, na cidade de Esperança. A
celebração reuniu a comunidade paroquial em um momento de fé e alegria para a
Igreja local.
Na
ocasião, 210 jovens receberam o sacramento da Confirmação, fortalecendo o
compromisso com a fé e a vida cristã. A missa contou com a participação dos
crismandos, seus padrinhos e madrinhas, familiares e numerosos fiéis, que
acompanharam com devoção esse importante passo na caminhada de fé dos jovens.
A
Eucaristia foi concelebrada pelo pároco, Padre Evanilson Souza, além de dois
outros sacerdotes que também participaram como padrinhos de crisma. A
celebração contou ainda com a assistência do diácono Maurício e dos
seminaristas.
A
ocasião também foi marcada por outro momento significativo para a comunidade: a
bênção da capela, que passou recentemente por um processo de reforma. Ao final
da celebração, foi realizado o descerramento da placa comemorativa, recordando
a renovação do espaço sagrado e a importância da participação da comunidade na
realização da obra.
Durante
a homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre o IV Domingo da Quaresma, conhecido
também como o “Domingo da Alegria”. Em sua mensagem, o bispo destacou que a
verdadeira alegria é aquela que nasce de Deus e transforma o coração humano,
conduzindo os fiéis a uma experiência mais profunda de fé e de encontro com
Cristo.
Homilia
Dom
Dulcênio refletiu sobre a alegria que nasce de Deus e transforma o coração
humano. Assim como a alegria se manifesta por gestos visíveis, a verdadeira
alegria da fé provoca um movimento interior que conduz o fiel à contemplação e
ao encontro com o Senhor.
“É
típico da expressão humana manifestar a alegria que sente com algum gesto
corpóreo. Sorriso, pulo, dança… Também a alegria que, vinda de Deus – e que,
sendo única e verdadeira, é Ele próprio –, invade a alma, é verificável por um
movimento interior, que nos desinstala e nos faz rumar à contemplação, à fé...
unidos à alegria, que é o mote da liturgia deste IV Domingo da Quaresma, vários
termos se sucedem para indicar o que o movimento interior, do qual estamos a
falar, produz em nós”, refletiu.
O
bispo destacou que essa alegria também conduz à comunhão e à vida da Igreja. A
liturgia convida os fiéis a se reunirem para serem saciados pelo Senhor e
fortalecidos por sua misericórdia.
“A alegria da fé em Cristo impele-nos a que estejamos juntos a Deus e uns aos
outros: isto é um *sentire cum Ecclesia* (sentir com a Igreja), um povo
reunido. Mas, reunido para quê? Para saciar-se do Senhor, para ser alimentado
por Ele e Dele; para sermos satisfeitos com a Sua misericordiosa consolação
(cf. Is 66,10-11)”, destacou.
Inspirando-se
no Evangelho do cego de nascença, Dom Dulcênio recordou que a fé é um caminho
progressivo de iluminação. Assim como o homem curado por Jesus foi, pouco a
pouco, reconhecendo quem era aquele que o havia curado, também o cristão é
chamado a amadurecer na fé.
“O
cego assim o fez e começou um sério processo, que lhe foi esclarecendo pouco a
pouco, porque o movimento iluminador da fé tem este ritmo. E a cada fala do
outrora cego de nascença, notamos como ele vai se aprofundando na convicção
acerca Daquele que lhe curou, até chegar ao clímax do Evangelho que acabamos de
escutar: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus (Jo 9,38)”, disse.
Por
fim, o bispo ressaltou que viver como filhos da luz exige discernir aquilo que
agrada a Deus e permanecer firme na verdade do Evangelho. Mesmo diante das
pressões do mundo, o cristão é chamado a abrir os olhos da fé e caminhar na luz
de Cristo.
“Iluminados
pela fé, não devemos ver as coisas com quaisquer lentes, mas, unicamente com o
olhar de Deus, que olha e julga segundo o coração — Seu e nosso —, e não
conforme as aparências (cf. 1Sm 16,7). A fé nos leva à visão da divindade em Si
mesma, fazendo ver as coisas com o dom da inteligência, concedido pelo Espírito
Santo... Abramos, cada vez mais e melhor, o nosso olhar interior para a fé, e
rumemos a Deus convictamente, ainda que isto, na ordem do tempo, nos custe
bastante!”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial
































