Dom Dulcênio Preside Missa e Crisma na Paróquia de Esperança

Postado em 15/03/26 às 00:129 minutos de leitura39 views

O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa com celebração do Sacramento da Crisma na Comunidade de São José, pertencente à Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, na cidade de Esperança. A celebração reuniu a comunidade paroquial em um momento de fé e alegria para a Igreja local.

Na ocasião, 210 jovens receberam o sacramento da Confirmação, fortalecendo o compromisso com a fé e a vida cristã. A missa contou com a participação dos crismandos, seus padrinhos e madrinhas, familiares e numerosos fiéis, que acompanharam com devoção esse importante passo na caminhada de fé dos jovens.

A Eucaristia foi concelebrada pelo pároco, Padre Evanilson Souza, além de dois outros sacerdotes que também participaram como padrinhos de crisma. A celebração contou ainda com a assistência do diácono Maurício e dos seminaristas.

A ocasião também foi marcada por outro momento significativo para a comunidade: a bênção da capela, que passou recentemente por um processo de reforma. Ao final da celebração, foi realizado o descerramento da placa comemorativa, recordando a renovação do espaço sagrado e a importância da participação da comunidade na realização da obra.

Durante a homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre o IV Domingo da Quaresma, conhecido também como o “Domingo da Alegria”. Em sua mensagem, o bispo destacou que a verdadeira alegria é aquela que nasce de Deus e transforma o coração humano, conduzindo os fiéis a uma experiência mais profunda de fé e de encontro com Cristo.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a alegria que nasce de Deus e transforma o coração humano. Assim como a alegria se manifesta por gestos visíveis, a verdadeira alegria da fé provoca um movimento interior que conduz o fiel à contemplação e ao encontro com o Senhor.

“É típico da expressão humana manifestar a alegria que sente com algum gesto corpóreo. Sorriso, pulo, dança… Também a alegria que, vinda de Deus – e que, sendo única e verdadeira, é Ele próprio –, invade a alma, é verificável por um movimento interior, que nos desinstala e nos faz rumar à contemplação, à fé... unidos à alegria, que é o mote da liturgia deste IV Domingo da Quaresma, vários termos se sucedem para indicar o que o movimento interior, do qual estamos a falar, produz em nós”, refletiu.

O bispo destacou que essa alegria também conduz à comunhão e à vida da Igreja. A liturgia convida os fiéis a se reunirem para serem saciados pelo Senhor e fortalecidos por sua misericórdia.

“A alegria da fé em Cristo impele-nos a que estejamos juntos a Deus e uns aos outros: isto é um *sentire cum Ecclesia* (sentir com a Igreja), um povo reunido. Mas, reunido para quê? Para saciar-se do Senhor, para ser alimentado por Ele e Dele; para sermos satisfeitos com a Sua misericordiosa consolação (cf. Is 66,10-11)”, destacou.

Inspirando-se no Evangelho do cego de nascença, Dom Dulcênio recordou que a fé é um caminho progressivo de iluminação. Assim como o homem curado por Jesus foi, pouco a pouco, reconhecendo quem era aquele que o havia curado, também o cristão é chamado a amadurecer na fé.

“O cego assim o fez e começou um sério processo, que lhe foi esclarecendo pouco a pouco, porque o movimento iluminador da fé tem este ritmo. E a cada fala do outrora cego de nascença, notamos como ele vai se aprofundando na convicção acerca Daquele que lhe curou, até chegar ao clímax do Evangelho que acabamos de escutar: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus (Jo 9,38)”, disse.

Por fim, o bispo ressaltou que viver como filhos da luz exige discernir aquilo que agrada a Deus e permanecer firme na verdade do Evangelho. Mesmo diante das pressões do mundo, o cristão é chamado a abrir os olhos da fé e caminhar na luz de Cristo.

“Iluminados pela fé, não devemos ver as coisas com quaisquer lentes, mas, unicamente com o olhar de Deus, que olha e julga segundo o coração — Seu e nosso —, e não conforme as aparências (cf. 1Sm 16,7). A fé nos leva à visão da divindade em Si mesma, fazendo ver as coisas com o dom da inteligência, concedido pelo Espírito Santo... Abramos, cada vez mais e melhor, o nosso olhar interior para a fé, e rumemos a Deus convictamente, ainda que isto, na ordem do tempo, nos custe bastante!”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



Comentários (0)