Bispo celebra Missa com Dedicação do Altar da Igreja Matriz em Queimadas

Postado em 13/03/26 às 23:009 minutos de leitura58 views

A Paróquia de Nossa Senhora da Guia, na cidade de Queimadas, viveu na noite desta sexta-feira, 13 de março, um momento histórico e profundamente significativo para a vida da comunidade com a dedicação do Altar da Igreja Matriz. A solene concelebração Eucarística foi presidida pelo senhor Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, com a presença do Pároco, Padre Francisco Evaristo, do Vigário Parouial, Padre Rômulo, dos seminaristas e numerosos fiéis que participaram com devoção deste momento marcante para a paróquia.

A celebração seguiu o rito próprio da dedicação do Altar, um dos momentos mais expressivos da liturgia da Igreja, no qual o altar é consagrado para se tornar o lugar sagrado onde se realiza o Sacrifício Eucarístico.

O Padre Francisco acolheu o bispo com alegria e gratidão, destacando a importância deste momento para a história da comunidade. Em suas palavras de saudação, expressou a felicidade do povo de Deus por viver esta celebração tão significativa.

Dom Dulcênio, por sua vez, retribuiu a acolhida afirmando ser uma noite feliz e importante para a Paróquia de Queimadas, ressaltando que a dedicação do Altar representa um marco na caminhada de fé da comunidade. Durante a homilia, o bispo fez uma profunda reflexão sobre o significado do altar na vida da Igreja.

Sobre a Relíquia

A relíquia é um pequeno fragmento de tecido de São Padre Pio, que contém sangue do santo, proveniente da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Roma, na Itália, sendo venerada pelos fiéis como sinal da comunhão dos santos e testemunho da santidade vivida por São Padre Pio.

Homilia

Dom Dulcênio destacou o profundo significado do altar na vida da Igreja, recordando que nele se torna presente o sacrifício redentor de Cristo.

Ao recordar o mistério da Cruz, ressaltou que Jesus se ofereceu como sacrifício perfeito pela humanidade e que este mistério continua vivo na celebração da Eucaristia, onde cada altar se torna a “ara” em que Cristo se oferece ao Pai para a reconciliação dos homens.

“Pelo mistério de nossa fé, sabemos que a Páscoa de Cristo não ficou para trás naquele que recordamos como Tríduo Pascal; mas, continuamente, se atualiza pela Eucaristia, através do Santo Sacrifício da Missa. De maneira que, cada Altar é a Ara onde Cristo se oferece como sacrifício único e perfeito, que nos reconcilia com o Pai no Espírito”, disse.

O bispo também afirmou que o altar é lugar de encontro entre Deus e o seu povo. Nele, os fiéis unem seus sofrimentos e esperanças ao sacrifício do Senhor, encontrando luz e sentido para a própria vida.

“O Altar é, portanto, um lugar onde nos encontramos com Deus, com os irmãos e conosco mesmos. É o lugar onde os sofrimentos se encontram: o nosso, particularmente, com o Sacrifício incruento de Cristo. De maneira que, do Altar, emana uma luz que nos invade a alma, nos identifica, ao tempo em que nos vivifica. Somente nesta união mística de amor, que acontece no Altar, é que nos entendemos e descobrimos (e redescobrimos) quem somos e a importância de Deus”, pregou.

Dom Dulcênio recordou ainda a deposição da relíquia de São Padre Pio no interior do altar, destacando o testemunho de fé e caridade do santo capuchinho. Segundo ele, Padre Pio compreendeu profundamente a centralidade do altar.

“O Altar possui uma gravidade peculiar onde vidas circundam. O sacerdote São Padre Pio, cuja relíquia depositaremos no interior deste Ara, não somente soube disso, com a luz do seu intelecto, como conjugou em prática no socorro de tantas almas que lhe acorriam, carentes no corpo, é bem verdade, mas, principalmente, na alma”, destacou.

Por fim, o bispo ressaltou que o altar é também sinal de ressurreição e vida nova. Da intimidade com Cristo presente no altar nasce a caridade que leva os fiéis a reconhecer o Senhor no rosto dos pobres e sofredores, transformando a experiência litúrgica em compromisso concreto de amor ao próximo.

“Amados filhos e filhas da Paroquia de Nossa Senhora da Guia, somente na intimidade com o Cristo do Altar é que vos dará os meios de, desinteressada e unicamente por amor, reconhecerdes no próximo a pessoa do Senhor, porque “A Caridade, que por si é comunicativa, gera a caridade!" (S.V.P. Coste XI, 76). Somente no haurir do fruto sublime que brota deste Altar é que tereis uma incansável força para minorar as misérias da existência humana de tantos outros 'cristos’, que nos interpelam. Que aprendamos esta nobre lição!”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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