Bispo celebra Missa com Dedicação do Altar da Igreja Matriz em Queimadas
A
Paróquia de Nossa Senhora da Guia, na cidade de Queimadas, viveu na noite desta
sexta-feira, 13 de março, um momento histórico e profundamente significativo
para a vida da comunidade com a dedicação do Altar da Igreja Matriz. A solene
concelebração Eucarística foi presidida pelo senhor Bispo Diocesano de Campina
Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, com a presença do Pároco, Padre Francisco
Evaristo, do Vigário Parouial, Padre Rômulo, dos seminaristas e numerosos fiéis
que participaram com devoção deste momento marcante para a paróquia.
A
celebração seguiu o rito próprio da dedicação do Altar, um dos momentos mais
expressivos da liturgia da Igreja, no qual o altar é consagrado para se tornar
o lugar sagrado onde se realiza o Sacrifício Eucarístico.
O
Padre Francisco acolheu o bispo com alegria e gratidão, destacando a
importância deste momento para a história da comunidade. Em suas palavras de
saudação, expressou a felicidade do povo de Deus por viver esta celebração tão
significativa.
Dom
Dulcênio, por sua vez, retribuiu a acolhida afirmando ser uma noite feliz e
importante para a Paróquia de Queimadas, ressaltando que a dedicação do Altar
representa um marco na caminhada de fé da comunidade. Durante a homilia, o bispo
fez uma profunda reflexão sobre o significado do altar na vida da Igreja.
Sobre
a Relíquia
A
relíquia é um pequeno fragmento de tecido de São Padre Pio, que contém sangue
do santo, proveniente da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Roma, na
Itália, sendo venerada pelos fiéis como sinal da comunhão dos santos e
testemunho da santidade vivida por São Padre Pio.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou o profundo significado do altar na vida da Igreja, recordando
que nele se torna presente o sacrifício redentor de Cristo.
Ao
recordar o mistério da Cruz, ressaltou que Jesus se ofereceu como sacrifício
perfeito pela humanidade e que este mistério continua vivo na celebração da
Eucaristia, onde cada altar se torna a “ara” em que Cristo se oferece ao Pai
para a reconciliação dos homens.
“Pelo
mistério de nossa fé, sabemos que a Páscoa de Cristo não ficou para trás
naquele que recordamos como Tríduo Pascal; mas, continuamente, se atualiza pela
Eucaristia, através do Santo Sacrifício da Missa. De maneira que, cada Altar é
a Ara onde Cristo se oferece como sacrifício único e perfeito, que nos
reconcilia com o Pai no Espírito”, disse.
O
bispo também afirmou que o altar é lugar de encontro entre Deus e o seu povo.
Nele, os fiéis unem seus sofrimentos e esperanças ao sacrifício do Senhor,
encontrando luz e sentido para a própria vida.
“O
Altar é, portanto, um lugar onde nos encontramos com Deus, com os irmãos e
conosco mesmos. É o lugar onde os sofrimentos se encontram: o nosso,
particularmente, com o Sacrifício incruento de Cristo. De maneira que, do
Altar, emana uma luz que nos invade a alma, nos identifica, ao tempo em que nos
vivifica. Somente nesta união mística de amor, que acontece no Altar, é que nos
entendemos e descobrimos (e redescobrimos) quem somos e a importância de Deus”,
pregou.
Dom
Dulcênio recordou ainda a deposição da relíquia de São Padre Pio no interior do
altar, destacando o testemunho de fé e caridade do santo capuchinho. Segundo
ele, Padre Pio compreendeu profundamente a centralidade do altar.
“O
Altar possui uma gravidade peculiar onde vidas circundam. O sacerdote São Padre
Pio, cuja relíquia depositaremos no interior deste Ara, não somente soube
disso, com a luz do seu intelecto, como conjugou em prática no socorro de
tantas almas que lhe acorriam, carentes no corpo, é bem verdade, mas,
principalmente, na alma”, destacou.
Por
fim, o bispo ressaltou que o altar é também sinal de ressurreição e vida nova.
Da intimidade com Cristo presente no altar nasce a caridade que leva os fiéis a
reconhecer o Senhor no rosto dos pobres e sofredores, transformando a
experiência litúrgica em compromisso concreto de amor ao próximo.
“Amados filhos e filhas da Paroquia de Nossa Senhora da Guia,
somente na intimidade com o Cristo do Altar é que vos dará os meios de, desinteressada
e unicamente por amor, reconhecerdes no próximo a pessoa do Senhor, porque “A
Caridade, que por si é comunicativa, gera a caridade!" (S.V.P. Coste XI,
76). Somente no haurir do fruto sublime que brota deste Altar é que tereis uma
incansável força para minorar as misérias da existência humana de tantos outros
'cristos’, que nos interpelam. Que aprendamos esta nobre lição!”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial
































