Dom Dulcênio preside Missa do III Domingo da Quaresma na Catedral de Campina Grande

Postado em 08/03/26 às 20:597 minutos de leitura28 views

A Igreja celebrou neste domingo, 8 de março, o III Domingo da Quaresma, tempo de preparação espiritual para a Páscoa do Senhor. Na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa, reunindo fiéis que participaram presencialmente e também acompanharam a celebração pelas redes sociais.

Durante a celebração, o bispo destacou a importância de viver intensamente o tempo quaresmal, marcado pela oração, conversão e preparação para a Páscoa. Dom Dulcênio também convidou os fiéis a aprofundarem a vivência espiritual própria deste período, renovando a fé e a caminhada com Cristo.

A liturgia deste domingo apresentou o Evangelho do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Em sua reflexão, Dom Dulcênio destacou Cristo como o “Rochedo que nos salva”, fazendo referência à passagem do Êxodo em que, ao ferir a pedra, Moisés faz brotar água para saciar a sede do povo. O bispo relacionou essa imagem com o encontro de Jesus com a samaritana, explicando que, ao pedir água, Cristo revela não apenas uma sede material, mas a sede da própria humanidade. Ao oferecer a “água viva”, Jesus aponta para a graça de Deus, capaz de saciar a sede mais profunda do coração humano.

Ao final da celebração, Dom Dulcênio convidou os fiéis para participarem da caminhada penitencial que será realizada no próximo dia 22 de março. A peregrinação sairá às 6h da manhã da Catedral Diocesana e seguirá em direção ao Convento Ipuarana, no município de Lagoa Seca.

Homilia

Refletiu sobre a imagem de Deus como rochedo, partindo da Primeira Leitura do livro do Êxodo, quando Moisés fere a pedra no deserto para que dela brote água para o povo. Segundo o bispo, essa passagem revela a pedagogia divina ao longo da história da salvação.

“Que pedagogia estupenda! Se no Êxodo, Deus estava sobre o rochedo, para os cristãos, Deus é o próprio rochedo. Esta compreensão, até Cristo, era desconhecida, muito embora já estivesse no Salmo 94, entoado há pouco: “Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva!” (Sl 94,1)... todos comeram do mesmo alimento espiritual e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de uma rocha espiritual que os acompanhava. Essa rocha era o Cristo” (1Cor 10,1-4)”, iniciou.

Ao comentar o Evangelho do encontro de Jesus com a samaritana, Dom Dulcênio destacou que o pedido de água feito por Jesus possui um sentido mais profundo do que a simples sede física. Para ele, naquele diálogo está representada a sede espiritual de toda a humanidade.

“Se o Senhor tem sede, não é da água do poço de Jacó. Aquele era um pedido teológico; era a sede daquela mulher, era a sede da humanidade dos quais o Senhor assumiu a condição. Aquele pedido era meu, vosso, daquela mulher e de todo o gênero humano. Se como homem sentia a nossa sede, como Deus sacia-nos, pois, como afirmou São Paulo na Segunda Leitura: “Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus” (Rm 5,2)”, destacou.

Dom Dulcênio também chamou atenção para o detalhe de que o encontro acontece ao meio-dia, momento que simboliza o ponto mais intenso da necessidade humana. É nesse cenário que Jesus revela um alimento diferente: cumprir a vontade do Pai e realizar a sua obra.

“Meio-dia é o momento mais cálido de uma jornada; é o momento da maior fome e da maior sede; era o zênite da carência humana causada pelo pecado. “[...] os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: ‘Mestre, come’. Jesus, porém disse-lhes: ‘Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis’... ‘O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra’” (Jo 4,31-34)”, disse.

Por fim, o bispo recordou que o convite de Cristo para beber da água viva continua atual. Assim como a samaritana se tornou testemunha, os cristãos também são chamados a levar outros ao encontro com o Senhor, para que todos reconheçam em Jesus o verdadeiro Salvador do mundo.

“‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva. [...] quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna’” (Jo 4,10-14). Que convite irrecusável para nós e para, a partir de nós, em Cristo, para todos os homens! Sucederá o zênite da carência pelo mal a hora de Deus... Dessedentados e saciados por Deus, levá-Lo-emos ao conhecimento de todos para que O experimentem. Para tanto, saciados e simultaneamente sedentos de Deus, assumiremos o que fez aquela mulher: “E muitos outros creram por causa da sua palavra”, terminou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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