Dom Dulcênio Preside Missa na Comunidade Nossa Senhora da Conceição do Rio, em Santa Cecília
O
Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a
Santa Missa na comunidade Nossa Senhora da Conceição do Rio, pertencente à
Paróquia dos Mártires São Severino e Santa Cecília, no município de Santa
Cecília. Esta foi a primeira vez que o bispo diocesano celebrou na comunidade,
ocasião vivida com alegria e grande participação dos fiéis.
A
capela de Nossa Senhora da Conceição do Rio é considerada uma das mais antigas
da região e mantém uma forte devoção popular, reunindo devotos não apenas da
comunidade local, mas também de cidades vizinhas. Todos os anos, no dia 8 de
dezembro, a festa em honra à Imaculada Conceição atrai cerca de cinco mil
pessoas que visitam o local ao longo do dia para momentos de oração e devoção.
Entre
as expressões de fé ligadas à capela está a tradicional Caminhada do Romeiro,
realizada desde 2014. Na ocasião, devotos saem ainda de madrugada do centro de
Santa Cecília, bem como de comunidades rurais e municípios próximos,
percorrendo cerca de 18 a 20 quilômetros até a capela, em um gesto de fé e
penitência.
Localizada
no Sítio Conceição do Rio, próximo às margens do Rio Paraíba, a capela recebeu
dezenas de fiéis para a celebração presidida por Dom Dulcênio, que foi vivida
com profunda fé e devoção pela comunidade.
A
Eucaristia foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Frei Givaldo, que
acolheu o Bispo Diocesano e expressou, em nome de toda a comunidade paroquial,
a alegria e gratidão pela presença do pastor naquele local pela primeira vez,
destacando o momento como histórico e marcante para toda a paróquia.
Homilia
Na
caminhada quaresmal, após o deserto e a montanha, Jesus conduz a humanidade ao
poço, cenário do Evangelho da Samaritana e centro da reflexão do III Domingo da
Quaresma.
Dom
Dulcênio destacou que a água se torna o grande símbolo deste domingo,
representando a graça de Deus capaz de saciar a sede mais profunda do ser
humano. A passagem do Evangelho de São João revela a riqueza espiritual do
encontro entre Cristo e aquela mulher.
“Somos
conduzidos por Ele a um poço. Creio que é perceptível que a grande temática
deste III Domingo Quaresmal é a da água... A página joanina da Samaritana é
riquíssima em sinais e em profundidade. Poderíamos nos delongar horas a fio (o
que não vem ao caso). Porém, neste momento - como temos feito nos últimos
domingos - detenhamo-nos no significado do ambiente no qual nos põe Jesus:
diante do poço”, destacou.
O
bispo também recordou que o poço possui forte significado na história bíblica.
Foi naquela região que Jacó encontrou Raquel e onde se preservou a memória dos
patriarcas de Israel. Assim, o local do encontro entre Jesus e a samaritana
carrega um sentido que vai além da geografia.
“Historicamente,
foi na atual região da Samaria que Jacó encontrou-se com Raquel, sua futura e
amada esposa. Posteriormente, aquele mesmo patriarca comprou aquelas terras,
armando ali um altar, denominando-o "El, Deus de Israel" (cf. Gn
33,18ss.). No seu leito de morte, Jacó, no Egito, deu a José, seu filho mais
novo, em detrimento aos seus outros filhos, uma porção a mais de terra, na qual
estava aquele campo onde, hoje, vemos Jesus a descansar (cf. Gn 48,22)”,
trouxe.
Outro
aspecto destacado é a humanidade de Cristo, visível quando o Evangelho afirma
que Jesus estava cansado da viagem e pede água à mulher. O detalhe do meio-dia
indica o momento de maior calor e sede, simbolizando a condição humana que
busca ser saciada.
“Jesus
está cansado da viagem (cf. Jo 4,6). Aqui - e a partir daqui - temos uma
conjugação entre as duas naturezas de Cristo na Sua única Pessoa divina:
cansa-se a natureza humana de Jesus porque, essencialmente, subjugada estava a
humanidade da qual Jesus, com a Encarnação, tomou a condição. Este realce à
humanidade de Jesus vemo-la, ainda, no desenrolar dos momentos subsequentes:
"Era por volta do meio-dia. Chegou uma mulher da Samaria para tirar água.
Jesus lhe disse: 'Dá-me de beber'" (Jo 4,6-7)”, pregou.
Por
fim, Dom Dulcênio lembrou que o poço é lugar de encontro e transformação. No
diálogo com a samaritana, Cristo se apresenta como a verdadeira fonte de água
viva, capaz de saciar definitivamente a sede humana.
“Ele
a verdadeira Fonte de água viva, que, além de satisfazer-nos, faz brotar em
nosso interior "olhos d'água" do único curso salutar que é o Cristo
mesmo, que jorra em nós para a eternidade (cf. Jo 4,14). "Se alguém tem
sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água
viva correrão do seu ventre" (Jo 7,37-38). Escutando tal convite,
reconheçamos Cristo, e bebendo Dele, sempre Lhe desejemos”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial







































