“Buscar, Ver e Ouvir: Esperar em Deus”, Refletiu Dom Dulcênio no II Domingo da Quaresma

Postado em 01/03/26 às 19:146 minutos de leitura46 views

Na manhã deste domingo, 1º de março, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Eucaristia na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, reunindo dezenas de fiéis presencialmente, além daqueles que acompanharam a celebração pelo YouTube e pela Rádio Caturité. A celebração marcou o II Domingo da Quaresma.

A Santa Missa contou com a concelebração do Padre Luciano Guedes, Pároco da Catedral e Vigário Geral da Diocese, além da assistência litúrgica do Diácono Anderson e dos seminaristas.

Ao final, Dom Dulcênio e o Padre Luciano Guedes convidaram os fiéis a participarem da 25ª edição da Caminhada Penitencial, que será realizada no próximo dia 22 de março, saindo da Catedral às 6h. As camisas do evento já estão disponíveis para aquisição na secretaria da Catedral.

Em sua homilia, Dom Dulcênio conduziu os fiéis à reflexão sobre três verbos essenciais da caminhada quaresmal: buscar, ver e ouvir, como expressão concreta de esperar em Deus.

Recordando que a liturgia também se dirige aos catecúmenos que se preparam para os sacramentos da Vigília Pascal, destacou que a Quaresma é um chamado à conversão para todos.

“Tendo em vista a catequese daqueles que se preparam para, na Noite Santíssima da Vigília Pascal, receber os Sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia - os Catecúmenos, portanto - propõe-se, não somente a prepará-los, como também deseja modelar, pela conversão, a vida dos que já são cristãos. Para tanto, insere-nos a todos no sério processo de esperarmos em Deus, pela busca, visão e obediência Daquele que nos conduz a estarmos Consigo”, iniciou.

Ao falar da busca, o bispo ressaltou que a iniciativa é sempre do Senhor. À luz do Evangelho da Transfiguração, lembrou que Jesus chamou Pedro, Tiago e João e os levou à montanha. Assim também acontece conosco: antes mesmo de O procurarmos, Deus nos chama e nos atrai com amor.

“Quando imaginamos que é nossa a iniciativa de encontrarmo-nos com o Senhor, estamos muito enganados; “[...] ele vem ao nosso encontro, [...] para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização do seu Reino” (Prefácio do Advento IA)... atraindo-nos, chama-nos a Si. E por mais que O busquemos com tenacidade, com amor infinito, Ele nos quer”, disse.

O segundo passo é ver. Na Transfiguração, os discípulos contemplam a glória de Cristo antecipada na luz que irradia de seu rosto. O bispo explicou que essa visão é fruto do amor de Deus que primeiro nos vê e nos envolve com sua graça.

“Antes de mostrar-Se para nós, Deus nos viu (cf. Gn 1,31), e, vendo-nos, amou-nos, enamoradamente, para que nos apaixonemos por Ele, na gratuidade do Seu amor-entrega. Nisto, podemos notar o que cantávamos no Salmo Responsorial: “Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria” (Sl 32,18-19)”, pregou.

Refletindo o último verbo, Dom Dulcênio destacou a importância de ouvir. A voz do Pai ordena: “Escutai-o!”. Ouvir Cristo leva à obediência e à esperança.

“Outro “sentido espiritual” que Deus aguça em nós é o “ouvido”; o “ouvido da fé”. Não foi São Paulo também que disse, na Carta feita aos Romanos: a fé vem pelo ouvido e pelo ouvir a palavra de Cristo (cf. Rm 10,17); pelo ouvir a Palavra-Cristo? Quanto a isto, devemos ter em séria consideração o imperativo do Pai a testemunhar Jesus: “E da nuvem uma voz dizia: ‘Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” (Mt 17,5)”, refletiu.

Finalizou sua pregação dizendo: “Que a catequese batismal de hoje nos inspire na busca, visão, audição e esperança cada vez mais acuradas do Senhor”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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