“Buscar, Ver e Ouvir: Esperar em Deus”, Refletiu Dom Dulcênio no II Domingo da Quaresma
Na
manhã deste domingo, 1º de março, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Eucaristia na Catedral de Nossa Senhora
da Conceição, reunindo dezenas de fiéis presencialmente, além daqueles que
acompanharam a celebração pelo YouTube e pela Rádio Caturité. A celebração
marcou o II Domingo da Quaresma.
A
Santa Missa contou com a concelebração do Padre Luciano Guedes, Pároco da
Catedral e Vigário Geral da Diocese, além da assistência litúrgica do Diácono
Anderson e dos seminaristas.
Ao
final, Dom Dulcênio e o Padre Luciano Guedes convidaram os fiéis a participarem
da 25ª edição da Caminhada Penitencial, que será realizada no próximo dia 22 de
março, saindo da Catedral às 6h. As camisas do evento já estão disponíveis para
aquisição na secretaria da Catedral.
Em
sua homilia, Dom Dulcênio conduziu os fiéis à reflexão sobre três verbos
essenciais da caminhada quaresmal: buscar, ver e ouvir, como expressão concreta
de esperar em Deus.
Recordando
que a liturgia também se dirige aos catecúmenos que se preparam para os
sacramentos da Vigília Pascal, destacou que a Quaresma é um chamado à conversão
para todos.
“Tendo
em vista a catequese daqueles que se preparam para, na Noite Santíssima da
Vigília Pascal, receber os Sacramentos do Batismo, da Confirmação e da
Eucaristia - os Catecúmenos, portanto - propõe-se, não somente a prepará-los,
como também deseja modelar, pela conversão, a vida dos que já são cristãos.
Para tanto, insere-nos a todos no sério processo de esperarmos em Deus, pela
busca, visão e obediência Daquele que nos conduz a estarmos Consigo”, iniciou.
Ao
falar da busca, o bispo ressaltou que a iniciativa é sempre do Senhor. À luz do
Evangelho da Transfiguração, lembrou que Jesus chamou Pedro, Tiago e João e os
levou à montanha. Assim também acontece conosco: antes mesmo de O procurarmos,
Deus nos chama e nos atrai com amor.
“Quando
imaginamos que é nossa a iniciativa de encontrarmo-nos com o Senhor, estamos
muito enganados; “[...] ele vem ao nosso encontro, [...] para que o acolhamos
na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização do
seu Reino” (Prefácio do Advento IA)... atraindo-nos, chama-nos a Si. E por mais
que O busquemos com tenacidade, com amor infinito, Ele nos quer”, disse.
O
segundo passo é ver. Na Transfiguração, os discípulos contemplam a glória de
Cristo antecipada na luz que irradia de seu rosto. O bispo explicou que essa
visão é fruto do amor de Deus que primeiro nos vê e nos envolve com sua graça.
“Antes
de mostrar-Se para nós, Deus nos viu (cf. Gn 1,31), e, vendo-nos, amou-nos,
enamoradamente, para que nos apaixonemos por Ele, na gratuidade do Seu
amor-entrega. Nisto, podemos notar o que cantávamos no Salmo Responsorial: “Mas
o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu
amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de
penúria” (Sl 32,18-19)”, pregou.
Refletindo
o último verbo, Dom Dulcênio destacou a importância de ouvir. A voz do Pai
ordena: “Escutai-o!”. Ouvir Cristo leva à obediência e à esperança.
“Outro
“sentido espiritual” que Deus aguça em nós é o “ouvido”; o “ouvido da fé”. Não
foi São Paulo também que disse, na Carta feita aos Romanos: a fé vem pelo
ouvido e pelo ouvir a palavra de Cristo (cf. Rm 10,17); pelo ouvir a
Palavra-Cristo? Quanto a isto, devemos ter em séria consideração o imperativo
do Pai a testemunhar Jesus: “E da nuvem uma voz dizia: ‘Este é o meu Filho
amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” (Mt 17,5)”, refletiu.
Finalizou
sua pregação dizendo: “Que a catequese batismal de hoje nos inspire na busca,
visão, audição e esperança cada vez mais acuradas do Senhor”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral
















