V Domingo do Tempo Comum: Missa do Lar na Catedral Diocesana
Celebrando o quinto domingo do Tempo Comum, neste
dia 8 de fevereiro, a Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição acolheu
fiéis de toda a comunidade para, em torno do altar, render graças a Deus na
celebração da Eucaristia. A Missa do Lar foi presidida pelo Bispo Diocesano,
Dom Dulcênio Fontes de Matos. A celebração contou com a assistência litúrgica
do diácono Anderson e seminaristas.
No início da celebração, o prelado dirigiu uma
palavra de acolhida aos presentes e aos ouvintes e espectadores que
acompanhavam pela Rádio Caturité e pelo canal oficial da Diocese. O bispo
convidou todos a elevarem a Deus uma ação de graças especial pelas bênçãos
recebidas, destacando de modo particular as chuvas que vêm caindo neste fim de
semana, sinal de esperança e providência divina para o povo.
Homilia
Dom Dulcênio convidou os fiéis a aprofundarem o verdadeiro sentido
da pobreza à luz das Bem-aventuranças. Ele recordou que pobres não são apenas
os que carecem de bens materiais, mas todos aqueles que se tornam destinatários
de um coração humano enriquecido pelo amor de Deus, chamado a se abrir às
realidades humanas e sociais do cotidiano.
“Somos convidados pela liturgia da palavra de hoje, a descermos um
pouco mais para as realidades humanas e sociais que nos rodeiam. Na semana
passada, dizia-lhes que fundamentalmente devemos pensar sobre o justo conceito
de pobres sem distorções ideológicas ou arrazoados superficialmente financeiros.
Hoje, digo-lhes mais: pobres são todos os destinatários do nosso pobre coração,
enriquecido por Deus, este Deus amor”, disse.
A partir do profeta Isaías, o bispo destacou que as obras de caridade só têm valor quando nascem de uma conversão interior. Partilha e acolhimento perdem o sentido se não forem acompanhados pela superação de atitudes de opressão, autoritarismo e palavras maldosas.
“Devo dizer-lhes que nada disso servirá se antes não praticarmos a
Caridade, fundante em nossos hábitos pessoais, principalmente pela sincera
atitude de destruirmos em nós instrumentos de opressão, de autoritarismo e de
maledicência. De que adianta fazer Caridade se estamos com o coração cheio
dessas coisas? Quantas vezes somos generosos em darmos o que temos de material,
mas o julgamento que fazemos, a língua que temos e a nossa impulsividade, são
construtores da Caridade que queremos construir com as nossas mãos? Não basta
dar o que tem, tem que dar de si”, destacou.
Dom Dulcênio ressaltou que a Palavra associa a prática da caridade
à imagem da luz. Deus vê o íntimo do coração e não deixa passar despercebido o
bem realizado, mesmo quando há ingratidão humana.
“O profeta Isaías afirma: “Se destruíres teus instrumentos de
opressão e deixar isso, os hábitos autoritários e a linguagem maldosa, se
acolheres de coração aberto o indigente e prestarem todo o Socorro ao necessitado,
nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como meio-dia”. Desta
forma, amados irmãs, queridas irmãs, todo bem praticado por nós, jamais será
esquecido por Deus, porque sempre e magnamente nos dar a sua providência em
nosso Socorro, como pagamento pelo que pensamos e fizemos”, ressaltou.
Por fim, ao lembrar que o cristão é sal da terra e luz do mundo, o bispo reforçou que a caridade vivida de forma integral transforma o mundo e vence o mal pelo bem. O testemunho silencioso do amor cristão ecoa na eternidade, pois o bem, mesmo discreto, possui força maior que o mal.
“Somos, pela Caridade, sacramentos de Deus para o mundo. Se
assistimos hoje tanta sessão de maldade, e maldade cada vez mais requintada, o
bem, no seu silêncio, deve fazer o maior eco ensurdecedor, porque assim o bem
vencerá o mal. E por que eu digo que o bem deve fazer um eco ensurdecedor?! Porque
mais do que o mal, o bem irradia com maior amplitude as suas consequências,
cumprindo a eternidade. Então, como cantávamos o Salmo responsorial: “Uma luz
brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral

























