Residência Sacerdotal São João Maria Vianney Acolhe os Primeiros Padres com Santa Missa
A Residência Sacerdotal São João Maria Vianney acolheu, nesta
segunda-feira, 2 de fevereiro, os primeiros padres que passam a residir na nova
casa destinada ao cuidado e à acolhida do clero idoso e enfermo da Diocese de
Campina Grande. O início desta nova morada foi marcado pela celebração da Santa
Missa, na solenidade da Apresentação do Senhor, realizada na capela da própria
residência.
A Eucaristia foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo
Diocesano de Campina Grande, e contou com a presença de padres, diácono,
seminaristas e fiéis leigos. Durante a celebração, foi vivenciado um momento de
profunda comunhão e gratidão, simbolizando o cuidado da Igreja para com aqueles
que doaram sua vida ao serviço do Evangelho.
A partir deste dia, passam a residir na casa quatro padres:
Monsenhor Edvar, Padre Acírio, Padre Dorivaldo e Padre Romualdo. A residência é
um espaço pensado para oferecer descanso, dignidade e acompanhamento fraterno
aos sacerdotes que, mesmo diante das limitações da idade e da saúde, continuam
sendo sinal de fé e testemunho para a Igreja diocesana.
Durante a Missa, Dom Dulcênio também realizou a nomeação do Padre
Tobias Glêriston como Diretor da residência e do Padre José Hermes como
vice-diretor, confiando a ambos a missão de administrar e cuidar da casa e,
sobretudo, dos padres ali acolhidos. Em sua fala, o Padre Tobias agradeceu ao
bispo pela confiança e afirmou que exercerá a missão com carinho, amor e
dedicação, cuidando não apenas da estrutura, mas principalmente dos padres.
Em nome dos residentes, Monsenhor Edvar e Padre Acírio expressaram
gratidão ao bispo pelo cuidado, pela generosidade e pelo amor demonstrados para
com os padres da diocese. Emocionados, destacaram que a residência é um sinal concreto
de atenção e valorização àqueles que, após anos de serviço à Igreja, encontram
agora um espaço de acolhida e descanso.
A Residência Sacerdotal São João Maria Vianney foi inaugurada no
dia 15 de dezembro de 2025. A chegada dos primeiros padres marca, assim, o
pleno início da missão deste espaço, que se torna um verdadeiro lar de cuidado,
fraternidade e reconhecimento.
Homilia
A homilia foi proferida pelo Padre Luciano Guedes, Vigário Geral, onde
afirmou que a celebração marca um momento histórico para a Diocese. Assim como
Jesus foi apresentado no Templo, a vida dos sacerdotes ali acolhidos também é
oferecida a Deus, fazendo da casa um espaço de entrega, fé e confiança.
“Celebrar hoje a Apresentação do Senhor nesta Casa tem um
significado muito especial e, ainda mais, escrevemos agora uma página histórica
para a nossa amada Diocese de Campina Grande. Esta residência sacerdotal não
será apenas um espaço de repouso; será um tempo de vida apresentado a Deus,
assim como Maria e José apresentaram o Menino no Templo. Aqui, cada história,
cada fragilidade, cada limite vivido será também uma oferta silenciosa”,
iniciou.
Ao comentar o Evangelho, o Padre destacou Simeão e Ana como
testemunhas da esperança que persevera. Para ele, a fecundidade da vida não
está apenas no fazer, mas na fidelidade de quem permanece diante de Deus, mesmo
quando as forças diminuem.
“O Evangelho deste dia nos coloca diante de dois servos, Simeão e
Ana, dois idosos que não aparecem como figuras do passado, mas sim como mestres
espirituais da esperança. Eles não estão mais na correria da vida, mas agora
permanecem no Templo do Senhor. Eles já não produzem, mas perseveram. Já não
caminham longas distâncias, mas esperam com fidelidade. E isso basta para Deus!”,
destacou.
Pe. Luciano explicou que as palavras de Simeão — “Agora, Senhor,
podes deixar teu servo partir em paz” — expressam plenitude e não desistência.
Trata-se da oração de quem reconhece que a vida foi plenamente entregue ao
longo da missão sacerdotal.
“Quantos aqui poderiam fazer dessa frase a sua própria oração!
Depois de tantos anos de ministério, de celebrações, de encontros pastorais, de
confissões, de visitas, de alegrias e de cruzes, chega o tempo em que a missão
não é mais o fazer, mas o ser. Ser presença! Ser sinal e memória viva da
fidelidade de Deus. Ser oração oferecida muitas vezes no recolhimento do
quarto, na limitação do próprio corpo e na contemplação agradecida dos feitos
de Deus na história pessoal e na história de nossa querida Igreja diocesana”.
Por fim, o Pe. Luciano convidou toda a Diocese a viver este novo
tempo em comunhão com os sacerdotes residentes, ressaltando que esta etapa não
deve ser vista como espera vazia, mas como uma espera habitada pela presença
amorosa de Deus.
“Que a festa deste dia nos ajude a viver bem unidos a cada
sacerdote residente desta nova Casa, vivenciando este tempo não como uma espera
vazia, mas como espera habitada pela presença amorosa de Deus. E que cada um
possa, no ritmo que lhe é possível, repetir com confiança: “Hoje meus olhos
viram a tua salvação!”, findou.
Alocução de Dom Dulcênio
Dom
Dulcênio destacou
que a acolhida aos padres no Lar Sacerdotal representa um marco histórico para
a Diocese. Mais do que uma construção física, a casa é a realização de um sonho
pastoral, nascido da sensibilidade da Igreja para com aqueles que consagraram a
vida ao Reino de Deus.
Ao recordar a motivação do projeto, Dom Dulcênio ressaltou que a residência
nasce do cuidado com os padres idosos e enfermos, reconhecendo a entrega
daqueles que serviram com fidelidade ao Povo de Deus.
“Este projeto nasceu de uma inquietação pastoral e, acima de tudo,
da nossa sensibilidade para com os padres idosos e enfermos. Aqueles que tanto
cuidaram do Povo de Deus e gastaram suas vidas no serviço ao Altar merecem,
agora, o nosso mais terno cuidado e a garantia de uma velhice digna e
acompanhada”, disse.
Dom Dulcênio dirigiu uma palavra de gratidão à equipe organizadora e ao clero
diocesano, destacando o empenho do Padre Hermes e a comunhão fraterna dos
sacerdotes. O bispo sublinhou que o Lar Sacerdotal é fruto da união, da
partilha e do compromisso coletivo da Igreja.
“Minha profunda gratidão à Equipe Organizadora que esteve presente
desde o primeiro momento, enfrentando desafios com fé e perseverança; faço isso
na pessoa do Padre Hermes, cuja dedicação foi o pilar desta caminhada. Estendo
este agradecimento a todo o nosso Clero Diocesano, que se uniu de forma
exemplar, ajudando tanto na dimensão sistemática e logística, quanto na
sustentação espiritual deste sonho, como irmãos unidos”, sublinhou.
Ao refletir sobre o acolher, o prelado afirmou que acolher vai
além de oferecer um espaço físico: é abrir o coração para que o outro se sinta
verdadeiramente em casa. Segundo o bispo, o Lar Sacerdotal deve ser um lugar
seguro, onde o silêncio gera paz e a fragilidade é acolhida com amor e cuidado.
“Acolher
não é apenas abrir uma porta ou oferecer um quarto; é abrir o coração para que
o outro se sinta, verdadeiramente, em casa. É proporcionar o sentir-se seguro,
sabendo que, nos momentos de maior vulnerabilidade ou cansaço, haverá uma mão
estendida e um olhar atento. Por isso, reafirmo: este é um Lugar Seguro. Um
lugar onde o silêncio não será solidão, mas paz; onde a fragilidade não será um
peso, mas uma oportunidade para a caridade cristã se manifestar”, refletiu.
E
encerrou fazendo referência a Campanha da Fraternidade deste ano: “Ao
inaugurarmos este espaço neste ano, não podemos ignorar o chamado da Campanha
da Fraternidade, que nos provoca com o tema “Moradia e Fraternidade”. No lema
que nos guia, recordamos que “Ele veio morar entre nós”. Se o Verbo se fez
carne e habitou entre os homens, nós, como Igreja, somos chamados a garantir
que a habitação seja um sinal de dignidade e amor. Que este Lar Sacerdotal
seja, portanto, um santuário de fraternidade, onde ninguém se sinta esquecido,
mas onde todos sintam que o Senhor continua habitando em nosso meio, através do
nosso amparo e da nossa união. E não esqueçam: - Esta casa não é lugar de
esquecimento, mas de EVIDÊNCIA DE QUEM FEZ MUITO PELA NOSSA DIOCESE”.
Confira,
na íntegra, a alocução completa
É
com o coração transbordante de gratidão a Deus que nos reunimos hoje para
participar desta graça divina e celebrar um marco histórico em nossa caminhada
eclesial. O que contemplamos diante de nossos olhos não é apenas uma construção
de pedra, mas a concretização de um sonho que finalmente vira realidade; fruto
de uma profunda sensibilidade a quem decidiu, um dia, consumar sua vida pelo
Reino.
Este
projeto nasceu de uma inquietação pastoral e, acima de tudo, da nossa
sensibilidade para com os padres idosos e enfermos. Aqueles que tanto cuidaram
do Povo de Deus e gastaram suas vidas no serviço ao Altar merecem, agora, o
nosso mais terno cuidado e a garantia de uma velhice digna e acompanhada.
Nada
disso seria possível sem o empenho de mãos incansáveis, por isso, expresso
minha profunda gratidão à Equipe Organizadora que esteve presente desde o
primeiro momento, enfrentando desafios com fé e perseverança; faço isso na
pessoa do Padre Hermes, cuja dedicação foi o pilar desta caminhada. Estendo
este agradecimento a todo o nosso Clero Diocesano, que se uniu de forma
exemplar, ajudando tanto na dimensão sistemática e logística, quanto na
sustentação espiritual deste sonho, como irmãos unidos. Agradeço a cada um de
vocês, meus padres, por compreenderem que esta casa é um gesto de amor por nós
mesmos e por nossa história.
Neste
momento, o meu coração se volta para o significado profundo do acolher. Acolher
não é apenas abrir uma porta ou oferecer um quarto; é abrir o coração para que
o outro se sinta, verdadeiramente, em casa. É proporcionar o sentir-se seguro,
sabendo que, nos momentos de maior vulnerabilidade ou cansaço, haverá uma mão
estendida e um olhar atento. Por isso, reafirmo: este é um Lugar Seguro. Um
lugar onde o silêncio não será solidão, mas paz; onde a fragilidade não será um
peso, mas uma oportunidade para a caridade cristã se manifestar.
Aos
familiares dos nossos sacerdotes e aos próprios padres que aqui residirão,
quero reafirmar a nossa confiança mútua. Esta Casa, que será Lar, nasce para
ser um Lugar Seguro, um porto de tranquilidade onde o cuidado profissional se
une ao calor humano e espiritual. Que vocês possam recordar, felizes, daquele
dia em que entraram pela primeira vez no Seminário com o sonho de “serem
padres”, pois este lar, é extensão de um sonho realizado; de uma vida doada e
de uma experiência vivida.
Aos funcionários que hoje recebem as nossas
boas-vindas, (tendo como Diretor da Casa, o Padre Tobias, e em seu auxílio,
como Vice-Diretor, o Padre Hermes), lembrem-se: o seu trabalho aqui é uma
extensão da caridade de Cristo. O Lar Sacerdotal não será uma clínica, tampouco
uma casa de repouso, será realmente, um Lar onde habitam Sacerdotes que tanto
falaram de Deus ao povo. Ensinaram o que é olhar para o outro; lavar os pés dos
outros; chorar com o outro; sorrir com o outro, aliás, SER UM COM O OUTRO.
Ao
inaugurarmos este espaço neste ano, não podemos ignorar o chamado da Campanha
da Fraternidade, que nos provoca com o tema “Moradia e Fraternidade”. No lema
que nos guia, recordamos que “Ele veio morar entre nós”. Se o Verbo se fez
carne e habitou entre os homens, nós, como Igreja, somos chamados a garantir
que a habitação seja um sinal de dignidade e amor. Que este Lar Sacerdotal
seja, portanto, um santuário de fraternidade, onde ninguém se sinta esquecido,
mas onde todos sintam que o Senhor continua habitando em nosso meio, através do
nosso amparo e da nossa união. E não esqueçam: - Esta casa não é lugar de
esquecimento, mas de EVIDÊNCIA DE QUEM FEZ MUITO PELA NOSSA DIOCESE.
Que
este lugar seja abençoado e que o Espírito Santo ilumine a todos que aqui
viverem e trabalharem e também, obrigado por fazerem muito por mim!
Por: Ascom
Fotos: Dvanilson Marinho






































