III Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e no Convento das Clarissas
Celebrando
o III Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
presidiu a tradicional Missa do Lar na manhã deste domingo, 25 de janeiro, na
Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A Santa Eucaristia contou com
o apoio litúrgico do diácono Anderson e dos seminaristas, reunindo numerosos
fiéis na igreja-mãe da Diocese.
Na
homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre a Palavra de Deus como a luz de Cristo que
ilumina o mundo e revela a missão da Igreja. A liturgia apresenta Jesus como a
grande luz prometida, que inicia sua ação evangelizadora na Galileia, cumprindo
a profecia de Isaías.
Ao comentar o chamado dos primeiros discípulos, Dom Dulcênio
destacou que o convite de Jesus é dirigido a todos os batizados. Seguir Cristo
significa assumir a responsabilidade pela evangelização, começando na própria
família.
O bispo recordou que Jesus continua passando pela “Galileia” de hoje,
o mundo, por meio da Igreja. No entanto, muitos não percebem essa presença por
falta de vigilância e compromisso. A vida cristã é caminho, já iniciado, mas
ainda em construção, exigindo atenção constante à ação de Deus.
Por
fim, Dom Dulcênio ressaltou o apelo à unidade, lembrando São Paulo e o Papa São
Paulo VI. A divisão entre os cristãos enfraquece o testemunho do Evangelho.
Somente uma Igreja unida, marcada pelo amor e pela concórdia, poderá iluminar o
mundo com a luz de Cristo.
Santa
Missa no Convento das Clarissas
Ainda
neste domingo, no período da tarde, Dom Dulcênio dirigiu-se ao Convento das
Irmãs Clarissas, em Campina Grande, onde presidiu a Santa Missa da Profissão Temporária (ou Simples)
da irmã Maria Antônia do Coração de Jesus.
A
celebração eucarística foi marcada por um clima de profunda alegria, fé e
emoção, reunindo a comunidade presente, as Irmãs Clarissas, irmãos franciscanos,
presença do Frei Sérgio, além de familiares e amigos da religiosa. Dom Dulcênio
foi acolhido pela Irmã Madre
Teresa, em um momento significativo de comunhão e gratidão.
Durante a celebração, a irmã Maria Antônia expressou sua gratidão
a Deus pelo dom da vida e pela missão iniciada, agradecendo também aos
familiares, amigos e às Irmãs Clarissas pelo acompanhamento e testemunho
fraterno. Na ocasião, pediu orações para perseverar fielmente no caminho
vocacional que abraça.
Em
sua palavra, Dom Dulcênio parabenizou a religiosa pelo seu “sim” generoso ao
chamado de Deus e agradeceu às Irmãs Clarissas pela presença fecunda na Diocese
de Campina Grande, destacando o convento como uma verdadeira casa de oração,
cujos frutos se manifestam, de modo especial, no surgimento de novas vocações.
Homilia
Ao
meditar o início do ministério público de Jesus no Evangelho de Mateus, Dom
Dulcênio apresentou Cristo como a luz que dissipa as trevas. Ao deixar Nazaré e
fixar-se em Cafarnaum, Jesus cumpre a profecia de Isaías proclamada neste III
Domingo do Tempo Comum: o povo que vivia na escuridão viu uma grande luz,
revelando a ação salvadora de Deus na Galileia.
O bispo destacou que a Galileia, embora marcada pela pobreza e
pelo preconceito religioso, foi escolhida por Jesus como espaço privilegiado de
sua missão. Cafarnaum, cidade portuária e estratégica, tornou-se lugar de
encontro entre o povo e o Evangelho.
Dom Dulcênio explicou que o anúncio “Convertei-vos, porque o Reino
dos Céus está próximo” revela o sentido da conversão como mudança profunda de
vida. Diante da luz de Cristo, todos são chamados à metanoia.
O “Segui-me” de Jesus dirige-se a cada batizado, convocado a participar da
missão evangelizadora da Igreja.
Por
fim, o bispo lembrou que a conversão é um caminho contínuo, iniciado no
Batismo. Inspirados por São Francisco e Santa Clara, os fiéis são chamados a
viver com fidelidade, sem fugir da cruz.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Matheus Borges (Convento)












































