Escola de Catequese Irmã Visitatio Encerra Terceiro Módulo no Regional Nordeste 2
Terminou, na noite deste sábado, 24 de janeiro, o terceiro
módulo da Escola de Catequese Irmã Visitatio, promovida pela Comissão para a
Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2 da CNBB. O encontro foi
realizado no Centro Diocesano São João XXIII, na cidade de Lagoa Seca, e reuniu
catequistas de diversas dioceses do Regional.
Este terceiro módulo, intitulado “Iluminação”,
integra o itinerário formativo da Escola, que é composta por quatro módulos, e
teve como eixo central a metodologia catequética, aprofundando reflexões e
práticas voltadas ao anúncio da fé e à missão catequizadora da Igreja.
Iniciado na última quinta-feira, 22 de janeiro, o
encontro foi concluído com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Bispo
Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que também exerce a
função de Bispo Referencial do Regional Nordeste 2 para a Animação Bíblico-Catequética.
Ao todo, o módulo reuniu mais de 121 catequistas,
provenientes de 12 dioceses do Regional Nordeste 2, incluindo participantes da
Escola de Catequese e também do Curso de Aprofundamento, que acontece
anualmente e é destinado àqueles que já concluíram os quatro módulos e desejam
aprofundar ainda mais sua formação catequética.
Durante os dias de formação, a Escola contou com a
assessoria do Padre João Paulo; dos Diáconos transitórios Mayke Everson e
Miguel Rocha; do Padre José Jorge, Diretor da Escola; e do Padre Elison, Coordenador
da Catequese do Regional Nordeste 2. A equipe contou ainda com o apoio do Diácono
Wanderley, secretário da Escola, e de Marivone Martins, membro da comissão e
tesoureira da Escola de Formação
A Escola de Catequese Irmã Visitatio segue como um
importante espaço de formação, comunhão e fortalecimento da missão catequética
nas dioceses do Regional Nordeste 2, preparando catequistas para um serviço
cada vez mais consciente, metodológico e enraizado na Palavra de Deus.
Homilia
Dom Dulcênio
recordou que, no III Domingo do Tempo Comum, a oração da Igreja revela a íntima
ligação entre fé e vida. A fé, como luz concedida por Deus, orienta as ações do
cristão para que sua existência frutifique em boas obras, segundo a vontade
divina.
“Observemos
o grande pedido que a Igreja eleva a Deus neste III Domingo do Tempo Comum:
“Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para
que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras”, e
notemos, ainda, a ação da fé, quão luz doada por Deus ao coração do fiel, à
vida”, iniciou.
Ao
comentar a Primeira Leitura, o bispo destacou que a promessa da luz feita ao
povo oprimido encontra sua plenitude em Cristo. A libertação realizada pelo
Senhor supera a dimensão histórica e alcança o interior do ser humano,
escravizado pelo pecado.
“Mas,
verdadeiramente, a libertação vem com o Cristo de uma opressão mais entranhada
no coração humano, que gemia sob o jugo do pecado, do qual não tinha, em si
mesmo, perspectiva alguma de salvação. E, uma vez realizada em Cristo a nossa
libertação, esta é abraçada por nós pela fé. A fé, que nos conduz,
dirigindo-nos nas sendas da salvação, iluminando o nosso viver, de maneira que
a nossa existência seja frutífera na realização da vontade de Deus, manifestada
nas boas obras que praticamos porque, eivados de fé”, destacou.
Refletindo
o Evangelho, Dom Dulcênio
ressaltou que a fé se manifesta como vocação ao seguimento e à conversão. Crer
implica deixar-se transformar continuamente, assumindo um caminho permanente de
retorno a Deus e de conformação a Cristo.
“Se
a fé não incomodar, constantemente, o cristão a um crescente
"vir-a-ser" Cristo, do que nos adianta possuí-la? A este tornar-se
como o Senhor, denominamos conversão. A fé é uma virtude posta por Deus no
interior humano, e, por isso, a chamamos “virtude teologal”; é um grandíssimo
dom, portanto, que contracena com a vida e frutifica à razão”, pregou.
Por
fim, o prelado afirmou que a fé não
se opõe à razão, mas a eleva e a ilumina. Custodiada pela Igreja, ela cura,
liberta e conduz o ser humano à verdade plena, gerando uma vivência coerente
com o Evangelho.
“A
fé não é fanatismo; antes, é geratriz da razão (de reta razão!), que faz
conhecer tudo - Deus, a si mesmo e as coisas -, inclusive, com um olhar crítico
de quem deseja a verdade em profundidade. Caso não se prime nisto, é um
sentimentalismo vazio e perigoso, não esclarecedor. Por isso, é salutar
recordarmos São João Paulo II, na sua Encíclica Fides et Ratio: “A fé e a razão
constituem as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a
contemplação da verdade” (n. 1)”.
Por: Ascom
Fotos: Aliny Demétrio



























