Escola de Catequese Irmã Visitatio Encerra Terceiro Módulo no Regional Nordeste 2

Postado em 24/01/26 às 23:008 minutos de leitura72 views

Terminou, na noite deste sábado, 24 de janeiro, o terceiro módulo da Escola de Catequese Irmã Visitatio, promovida pela Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste 2 da CNBB. O encontro foi realizado no Centro Diocesano São João XXIII, na cidade de Lagoa Seca, e reuniu catequistas de diversas dioceses do Regional.

Este terceiro módulo, intitulado “Iluminação”, integra o itinerário formativo da Escola, que é composta por quatro módulos, e teve como eixo central a metodologia catequética, aprofundando reflexões e práticas voltadas ao anúncio da fé e à missão catequizadora da Igreja.

Iniciado na última quinta-feira, 22 de janeiro, o encontro foi concluído com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que também exerce a função de Bispo Referencial do Regional Nordeste 2 para a Animação Bíblico-Catequética.

Ao todo, o módulo reuniu mais de 121 catequistas, provenientes de 12 dioceses do Regional Nordeste 2, incluindo participantes da Escola de Catequese e também do Curso de Aprofundamento, que acontece anualmente e é destinado àqueles que já concluíram os quatro módulos e desejam aprofundar ainda mais sua formação catequética.

Durante os dias de formação, a Escola contou com a assessoria do Padre João Paulo; dos Diáconos transitórios Mayke Everson e Miguel Rocha; do Padre José Jorge, Diretor da Escola; e do Padre Elison, Coordenador da Catequese do Regional Nordeste 2. A equipe contou ainda com o apoio do Diácono Wanderley, secretário da Escola, e de Marivone Martins, membro da comissão e tesoureira da Escola de Formação

A Escola de Catequese Irmã Visitatio segue como um importante espaço de formação, comunhão e fortalecimento da missão catequética nas dioceses do Regional Nordeste 2, preparando catequistas para um serviço cada vez mais consciente, metodológico e enraizado na Palavra de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio recordou que, no III Domingo do Tempo Comum, a oração da Igreja revela a íntima ligação entre fé e vida. A fé, como luz concedida por Deus, orienta as ações do cristão para que sua existência frutifique em boas obras, segundo a vontade divina.

“Observemos o grande pedido que a Igreja eleva a Deus neste III Domingo do Tempo Comum: “Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras”, e notemos, ainda, a ação da fé, quão luz doada por Deus ao coração do fiel, à vida”, iniciou.

Ao comentar a Primeira Leitura, o bispo destacou que a promessa da luz feita ao povo oprimido encontra sua plenitude em Cristo. A libertação realizada pelo Senhor supera a dimensão histórica e alcança o interior do ser humano, escravizado pelo pecado.

“Mas, verdadeiramente, a libertação vem com o Cristo de uma opressão mais entranhada no coração humano, que gemia sob o jugo do pecado, do qual não tinha, em si mesmo, perspectiva alguma de salvação. E, uma vez realizada em Cristo a nossa libertação, esta é abraçada por nós pela fé. A fé, que nos conduz, dirigindo-nos nas sendas da salvação, iluminando o nosso viver, de maneira que a nossa existência seja frutífera na realização da vontade de Deus, manifestada nas boas obras que praticamos porque, eivados de fé”, destacou.

Refletindo o Evangelho, Dom Dulcênio ressaltou que a fé se manifesta como vocação ao seguimento e à conversão. Crer implica deixar-se transformar continuamente, assumindo um caminho permanente de retorno a Deus e de conformação a Cristo.

“Se a fé não incomodar, constantemente, o cristão a um crescente "vir-a-ser" Cristo, do que nos adianta possuí-la? A este tornar-se como o Senhor, denominamos conversão. A fé é uma virtude posta por Deus no interior humano, e, por isso, a chamamos “virtude teologal”; é um grandíssimo dom, portanto, que contracena com a vida e frutifica à razão”, pregou.

Por fim, o prelado afirmou que a fé não se opõe à razão, mas a eleva e a ilumina. Custodiada pela Igreja, ela cura, liberta e conduz o ser humano à verdade plena, gerando uma vivência coerente com o Evangelho.

“A fé não é fanatismo; antes, é geratriz da razão (de reta razão!), que faz conhecer tudo - Deus, a si mesmo e as coisas -, inclusive, com um olhar crítico de quem deseja a verdade em profundidade. Caso não se prime nisto, é um sentimentalismo vazio e perigoso, não esclarecedor. Por isso, é salutar recordarmos São João Paulo II, na sua Encíclica Fides et Ratio: “A fé e a razão constituem as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (n. 1)”.

Por: Ascom
Fotos: Aliny Demétrio



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