Paróquia de Boqueirão abre Festejos em Honra a Nossa Senhora do Desterro

Postado em 23/01/26 às 22:498 minutos de leitura89 views

A Comunidade Paroquial de Nossa Senhora do Desterro, situada na cidade de Boqueirão, reuniu-se na noite desta sexta-feira, 23 de janeiro, para dar início às festividades em honra à sua padroeira. A abertura do novenário marcou um momento de fé, devoção e comunhão para fiéis da cidade e visitantes.

A Santa Missa de abertura foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e contou com a concelebração do Pároco local, Padre João Igor, do Vigário Paroquial, Padre José Gonçalves, além do apoio litúrgico do Diácono Manuel e dos seminaristas.

Antes da celebração eucarística, aconteceu o hasteamento das bandeiras, gesto tradicional que simboliza o início oficial dos festejos e expressa publicamente a fé e a devoção do povo de Boqueirão a Nossa Senhora do Desterro. Em clima de alegria e acolhida, a comunidade recepcionou o Bispo Diocesano, que deu o pontapé inicial do novenário preparatório para a grande festa.

O novenário segue até o dia 1º de fevereiro, com uma programação que inclui momentos de oração, celebrações eucarísticas presididas por padres convidados e momentos de confraternização, fortalecendo os laços comunitários e a vivência da fé.

Homilia

Dom Dulcênio recordou que Maria nos conduz sempre a Jesus Cristo, centro da nossa fé. Mulher do “faça-se”, Maria é exemplo de humildade, simplicidade e serviço, ensinando-nos que a verdadeira grandeza nasce da escuta fiel da Palavra de Deus.

“Maria Santíssima foi e continua o membro mais excelso da espiritualidade desta comunidade. Pensemos na jovem Maria cheia de Deus, muito simples, modesta. Consagrada pelo Espírito Santo, desde o momento da sua concepção. Sua generosidade no servir (exemplo para nós) levou-a a visitar Isabel, para ajudá-la no último período de gestação de João Batista. Nós chamamos Maria Santíssima porque, doando-se toda a Deus, tornou-se plena d’Ele”, disse.

Ao refletir sobre a vida de Maria, o bispo destacou que o seu “faça-se” se concretizou nas provações, especialmente na pobreza do nascimento de Jesus e na experiência do desterro ao fugir para o Egito.

“Esse “Faça-se” aconteceu nas diversas etapas de sua vida. Primeiro, a pobreza maior, não tendo sequer uma casa, um alojamento, para dar à luz seu Filho. Ela e José, seu esposo, tiveram que se refugiar, possivelmente, numa espécie de gruta, ou até numa estrebaria meio abandonada. E lá, como berço para o Menino Deus, ela não teve outra coisa além da “manjedoura”, uma espécie de coxo, onde os animais lambiam o sal e comiam o feno”, destacou.

O prelado recordou que Maria permaneceu como discípula fiel, guardando tudo no coração. Peregrina do Evangelho, esteve sempre próxima do Filho, ouvindo atentamente suas palavras e preparando-se, para o mistério da cruz.

“Talvez ela ainda não soubesse com toda clareza, mas o Filho a preparava para as horas mais tristes, quando Ele seria entregue ao sofrimento. Ele deve ter intuído a agonia, que começou no Getsêmani e atingiu seu auge no Calvário. Mais do que testemunha, foi partícipe, pelo coração, das terríveis flagelações que o Filho sofreu, até ser crucificado. Manteve-se, porém, de pé. E foi ali, junto à cruz, que recebeu a missão de ser Mãe de toda a humanidade”.

O bispo aplicou a mensagem do Evangelho à vida da Igreja, lembrando que ser escolhido por Deus exige fidelidade e compromisso. Assim como os discípulos foram chamados por Jesus para anunciar o Reino, também nós somos enviados a viver com coerência nossa missão.

“Por fim, Dom Dulcênio aplica a mensagem do Evangelho à vida da Igreja, lembrando que ser escolhido por Deus exige fidelidade e compromisso. Assim como os discípulos foram chamados por Jesus para anunciar o Reino, também nós somos enviados a viver com coerência nossa missão, inspirados por Maria, Mãe próxima, que nos ensina a permanecer firmes na fé e obedientes à vontade do Senhor”.

À luz de Maria, Dom Dulcênio concluiu lembrando que a fidelidade a Deus exige compromisso e perseverança. Inspirados por Nossa Senhora do Desterro, somos chamados a honrar nossa missão na Igreja com humildade, reconhecendo a grandeza do outro e permanecendo fiéis ao chamado do Senhor.

“Que cada um de nós, que temos uma missão na Igreja, saibamos honrar nossos compromissos com fidelidade a Deus e às orientações de nossa Igreja. Por que muitos deixam a Igreja? Porque menosprezam a sua identidade de filhos de Deus e membros da Igreja. Que tenhamos a humildade de reconhecer a grandeza do outro, como fez Saul, e que sejamos fiéis a Deus por Ele, de alguma forma, nos ter escolhido. Amém”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Local


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