Paróquia de Boqueirão abre Festejos em Honra a Nossa Senhora do Desterro
A Comunidade Paroquial de Nossa Senhora do Desterro, situada na
cidade de Boqueirão, reuniu-se na noite desta sexta-feira, 23 de janeiro, para
dar início às festividades em honra à sua padroeira. A abertura do novenário
marcou um momento de fé, devoção e comunhão para fiéis da cidade e visitantes.
A Santa Missa de abertura foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, e contou com a concelebração do Pároco local, Padre
João Igor, do Vigário Paroquial, Padre José Gonçalves, além do apoio litúrgico
do Diácono Manuel e dos seminaristas.
Antes da celebração eucarística, aconteceu o hasteamento das
bandeiras, gesto tradicional que simboliza o início oficial dos festejos e
expressa publicamente a fé e a devoção do povo de Boqueirão a Nossa Senhora do
Desterro. Em clima de alegria e acolhida, a comunidade recepcionou o Bispo
Diocesano, que deu o pontapé inicial do novenário preparatório para a grande
festa.
O novenário segue até o dia 1º de fevereiro, com uma programação
que inclui momentos de oração, celebrações eucarísticas presididas por padres
convidados e momentos de confraternização, fortalecendo os laços comunitários e
a vivência da fé.
Homilia
Dom Dulcênio recordou que Maria nos conduz sempre a Jesus Cristo,
centro da nossa fé. Mulher do “faça-se”, Maria é exemplo de humildade,
simplicidade e serviço, ensinando-nos que a verdadeira grandeza nasce da escuta
fiel da Palavra de Deus.
“Maria Santíssima foi e continua o membro mais excelso da
espiritualidade desta comunidade. Pensemos na jovem Maria cheia de Deus, muito
simples, modesta. Consagrada pelo Espírito Santo, desde o momento da sua concepção.
Sua generosidade no servir (exemplo para nós) levou-a a visitar Isabel, para
ajudá-la no último período de gestação de João Batista. Nós chamamos Maria
Santíssima porque, doando-se toda a Deus, tornou-se plena d’Ele”, disse.
Ao refletir sobre a vida de Maria, o bispo destacou que o seu
“faça-se” se concretizou nas provações, especialmente na pobreza do nascimento
de Jesus e na experiência do desterro ao fugir para o Egito.
“Esse “Faça-se” aconteceu nas diversas etapas de sua vida.
Primeiro, a pobreza maior, não tendo sequer uma casa, um alojamento, para dar à
luz seu Filho. Ela e José, seu esposo, tiveram que se refugiar, possivelmente,
numa espécie de gruta, ou até numa estrebaria meio abandonada. E lá, como berço
para o Menino Deus, ela não teve outra coisa além da “manjedoura”, uma espécie
de coxo, onde os animais lambiam o sal e comiam o feno”, destacou.
O prelado recordou que Maria permaneceu como discípula fiel,
guardando tudo no coração. Peregrina do Evangelho, esteve sempre próxima do
Filho, ouvindo atentamente suas palavras e preparando-se, para o mistério da
cruz.
“Talvez ela ainda não soubesse com toda clareza, mas o Filho a
preparava para as horas mais tristes, quando Ele seria entregue ao sofrimento.
Ele deve ter intuído a agonia, que começou no Getsêmani e atingiu seu auge no
Calvário. Mais do que testemunha, foi partícipe, pelo coração, das terríveis
flagelações que o Filho sofreu, até ser crucificado. Manteve-se, porém, de pé.
E foi ali, junto à cruz, que recebeu a missão de ser Mãe de toda a humanidade”.
O bispo aplicou a mensagem do Evangelho à vida da Igreja,
lembrando que ser escolhido por Deus exige fidelidade e compromisso. Assim como
os discípulos foram chamados por Jesus para anunciar o Reino, também nós somos
enviados a viver com coerência nossa missão.
“Por fim, Dom Dulcênio aplica a mensagem do Evangelho à vida da
Igreja, lembrando que ser escolhido por Deus exige fidelidade e compromisso.
Assim como os discípulos foram chamados por Jesus para anunciar o Reino, também
nós somos enviados a viver com coerência nossa missão, inspirados por Maria,
Mãe próxima, que nos ensina a permanecer firmes na fé e obedientes à vontade do
Senhor”.
À luz de Maria, Dom Dulcênio concluiu lembrando que a fidelidade a
Deus exige compromisso e perseverança. Inspirados por Nossa Senhora do
Desterro, somos chamados a honrar nossa missão na Igreja com humildade,
reconhecendo a grandeza do outro e permanecendo fiéis ao chamado do Senhor.
“Que cada um de nós, que temos uma missão na Igreja, saibamos
honrar nossos compromissos com fidelidade a Deus e às orientações de nossa
Igreja. Por que muitos deixam a Igreja? Porque menosprezam a sua identidade de
filhos de Deus e membros da Igreja. Que tenhamos a humildade de reconhecer a
grandeza do outro, como fez Saul, e que sejamos fiéis a Deus por Ele, de alguma
forma, nos ter escolhido. Amém”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Local

























