Visita Pastoral de Dom Dulcênio é Concluída com Santa Missa na Comunidade do Congo
Após quatro dias de encontros, celebrações e convivência com os
fiéis, foi encerrada, neste domingo, 01 de novembro, a Visita Pastoral Canônica
de Dom Dulcênio Fontes de Matos à Paróquia de São Pedro, em Caraúbas, e à Área
Pastoral de Santa Ana, no Congo. O encerramento aconteceu na Solenidade de
Todos os Santos, com a celebração da Santa Missa na Igreja de Santa Ana,
reunindo a comunidade em um momento de fé e ação de graças.
Antes da celebração, o bispo foi acolhido pela Sociedade
Filarmônica Senhora Santana, banda musical do município. A Santa Missa foi concelebrada
pelo Administrador Paroquial, Padre Adriel Falcão, com a assistência dos
seminaristas Pablo e Wallisson, contando com a participação dos fiéis da
comunidade.
Ao final da celebração, Dom Dulcênio agradeceu pela acolhida e
pela experiência vivida durante os dias de visita, que classificou como
maravilhosa. O bispo afirmou deixar a comunidade honrado e manifestou o desejo
de retornar em breve, com a perspectiva de elevar a Área Pastoral do Congo à
condição de paróquia.
O Padre Adriel também expressou gratidão ao bispo diocesano pelos
dias de convivência, orientações e proximidade pastoral. Agradeceu ainda à
comunidade pela participação e acolhida, ressaltando a importância desses
momentos ao lado do pastor diocesano.
Iniciada na última quarta-feira, 28 de outubro, a visita pastoral
contemplou uma intensa programação nas duas comunidades, com celebrações
eucarísticas, encontros com grupos e pastorais, reuniões, visitas a enfermos e
instituições, além de momentos de escuta e diálogo.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a santidade como caminho para a
verdadeira liberdade em Cristo. A partir das palavras de São Paulo aos
Coríntios, destacou que renunciar a si mesmo por amor a Deus e aos irmãos é
sinal de quem encontrou em Cristo a razão de viver.
“Todos os dias, irmãos, morro pela glória que tenho de vós em
Jesus Cristo Nosso Senhor” (1Cor 15,31). Notemos o verbo morrer,
conjugado na primeira pessoa do singular, como ato de anulação pessoal,
querida, portanto, pelo próprio Apóstolo. Somente é capaz de anular-se quem
perdeu o sentido de viver ou quem é realmente livre. Este último, era o caso de
São Paulo: era livre em Cristo, como todos os santos o são”, refletiu.
Ao relacionar a liberdade às Bem-Aventuranças, o bispo explicou
que a santidade gera felicidade e não combina com a tristeza. Ser santo é olhar
a realidade com os olhos de Deus, sem apegar-se às coisas passageiras, mantendo
o coração voltado para aquilo que é eterno.
“E por mais que bem-aventurado seja feliz, felizardo, santo,
podemos dizer: bem-aventurado é livre. Dizia-lhes que a anulação pessoal ou é
de quem perdeu o brilho de viver ou de quem é livre. Ainda neste último,
acrescento: a santidade gera liberdade, gera felicidade. Quem perdeu o gosto de
viver não tem felicidade, não é santo, pois não é possível haver santos
tristes, que não descobriram em Deus o porquê viver”, disse.
Dom Dulcênio recordou ainda que a liberdade cristã é fruto da
redenção de Jesus e que todos são chamados à santidade. Citando São Paulo,
ressaltou: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1), convidando
os fiéis a não se deixarem escravizar pelas coisas deste mundo.
“Livres... isto me faz recordar ainda São Paulo, na mesma Primeira
Carta aos Coríntios: “Quem era escravo, quando foi chamado no Senhor, é um
liberto do Senhor. Do mesmo modo, quem era livre, quando foi chamado, é um
escravo de Cristo. Realmente, fostes comprados! Não vos torneis, pois, escravos
de seres humanos” (1Cor 7,22-24). Sim, fomos comprados para a liberdade”,
pregou.
Por fim, inspirado em São Gregório Magno, exortou os fiéis a
utilizarem os bens temporais sem perder de vista a eternidade. O bispo lembrou
que a santificação é um compromisso urgente e diário, que exige perseverança na
luta contra o mal e contra as próprias limitações.
“Desta forma, não nos conspurcaremos com as coisas sujas deste
mundo, mas, sobrepondo-nos a elas, delas nos utilizaremos para buscar o querer
de Deus, a nossa santificação, porque isto de ser santo é para mim, é para cada
um de nós, é uma urgência para já, para hoje, na resposta subjetiva que devemos
dar Àquele que, Santíssimo, é a fonte inesgotável de toda santidade. E assim,
límpidos depois de tantas batalhas travadas contra o maligno e contra nós
mesmos, estaremos triunfantes diante do trono de Deus (cf. Ap 7,9), que também
será nosso, na glória sem fim do Céu”, terminou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom do Congo

























