Visita Pastoral de Dom Dulcênio é Concluída com Santa Missa na Comunidade do Congo

Atualizado em 01/11/26 às 13:048 minutos de leitura64 views

Após quatro dias de encontros, celebrações e convivência com os fiéis, foi encerrada, neste domingo, 01 de novembro, a Visita Pastoral Canônica de Dom Dulcênio Fontes de Matos à Paróquia de São Pedro, em Caraúbas, e à Área Pastoral de Santa Ana, no Congo. O encerramento aconteceu na Solenidade de Todos os Santos, com a celebração da Santa Missa na Igreja de Santa Ana, reunindo a comunidade em um momento de fé e ação de graças.

Antes da celebração, o bispo foi acolhido pela Sociedade Filarmônica Senhora Santana, banda musical do município. A Santa Missa foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre Adriel Falcão, com a assistência dos seminaristas Pablo e Wallisson, contando com a participação dos fiéis da comunidade.

Ao final da celebração, Dom Dulcênio agradeceu pela acolhida e pela experiência vivida durante os dias de visita, que classificou como maravilhosa. O bispo afirmou deixar a comunidade honrado e manifestou o desejo de retornar em breve, com a perspectiva de elevar a Área Pastoral do Congo à condição de paróquia.

O Padre Adriel também expressou gratidão ao bispo diocesano pelos dias de convivência, orientações e proximidade pastoral. Agradeceu ainda à comunidade pela participação e acolhida, ressaltando a importância desses momentos ao lado do pastor diocesano.

Iniciada na última quarta-feira, 28 de outubro, a visita pastoral contemplou uma intensa programação nas duas comunidades, com celebrações eucarísticas, encontros com grupos e pastorais, reuniões, visitas a enfermos e instituições, além de momentos de escuta e diálogo.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a santidade como caminho para a verdadeira liberdade em Cristo. A partir das palavras de São Paulo aos Coríntios, destacou que renunciar a si mesmo por amor a Deus e aos irmãos é sinal de quem encontrou em Cristo a razão de viver.

“Todos os dias, irmãos, morro pela glória que tenho de vós em Jesus Cristo Nosso Senhor” (1Cor 15,31). Notemos o verbo morrer, conjugado na primeira pessoa do singular, como ato de anulação pessoal, querida, portanto, pelo próprio Apóstolo. Somente é capaz de anular-se quem perdeu o sentido de viver ou quem é realmente livre. Este último, era o caso de São Paulo: era livre em Cristo, como todos os santos o são”, refletiu.

Ao relacionar a liberdade às Bem-Aventuranças, o bispo explicou que a santidade gera felicidade e não combina com a tristeza. Ser santo é olhar a realidade com os olhos de Deus, sem apegar-se às coisas passageiras, mantendo o coração voltado para aquilo que é eterno.

“E por mais que bem-aventurado seja feliz, felizardo, santo, podemos dizer: bem-aventurado é livre. Dizia-lhes que a anulação pessoal ou é de quem perdeu o brilho de viver ou de quem é livre. Ainda neste último, acrescento: a santidade gera liberdade, gera felicidade. Quem perdeu o gosto de viver não tem felicidade, não é santo, pois não é possível haver santos tristes, que não descobriram em Deus o porquê viver”, disse.

Dom Dulcênio recordou ainda que a liberdade cristã é fruto da redenção de Jesus e que todos são chamados à santidade. Citando São Paulo, ressaltou: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1), convidando os fiéis a não se deixarem escravizar pelas coisas deste mundo.

“Livres... isto me faz recordar ainda São Paulo, na mesma Primeira Carta aos Coríntios: “Quem era escravo, quando foi chamado no Senhor, é um liberto do Senhor. Do mesmo modo, quem era livre, quando foi chamado, é um escravo de Cristo. Realmente, fostes comprados! Não vos torneis, pois, escravos de seres humanos” (1Cor 7,22-24). Sim, fomos comprados para a liberdade”, pregou.

Por fim, inspirado em São Gregório Magno, exortou os fiéis a utilizarem os bens temporais sem perder de vista a eternidade. O bispo lembrou que a santificação é um compromisso urgente e diário, que exige perseverança na luta contra o mal e contra as próprias limitações.

“Desta forma, não nos conspurcaremos com as coisas sujas deste mundo, mas, sobrepondo-nos a elas, delas nos utilizaremos para buscar o querer de Deus, a nossa santificação, porque isto de ser santo é para mim, é para cada um de nós, é uma urgência para já, para hoje, na resposta subjetiva que devemos dar Àquele que, Santíssimo, é a fonte inesgotável de toda santidade. E assim, límpidos depois de tantas batalhas travadas contra o maligno e contra nós mesmos, estaremos triunfantes diante do trono de Deus (cf. Ap 7,9), que também será nosso, na glória sem fim do Céu”, terminou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom do Congo


Imagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notíciaImagem da notícia

Comentários (0)