Seminário Diocesano encerra Simpósio de Filosofia e Teologia em homenagem ao centenário de Dom Luiz Gonzaga Fernandes

Atualizado em 29/10/26 às 23:539 minutos de leitura26 views

O Seminário Diocesano São João Maria Vianney, da Diocese de Campina Grande, encerrou, nesta quinta-feira (29), o Simpósio de Filosofia e Teologia em alusão ao centenário de nascimento de Dom Luiz Gonzaga Fernandes, quarto bispo diocesano de Campina Grande. O evento reuniu seminaristas, sacerdotes, religiosas, professores e fiéis em momentos de estudo, reflexão e diálogo sobre a história e o legado do bispo.


A programação teve início durante a manhã, com a apresentação de artigos sobre o pensamento e a atuação pastoral de Dom Luiz Gonzaga Fernandes, elaborados pelos seminaristas dos cursos de Filosofia e Teologia, sob a orientação do Padre João Jorge, diretor do Centro de Estudos Acadêmicos (CEA). Entre os temas abordados estiveram a opção pelos pobres, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e o diálogo inter-religioso, aspectos importantes para compreender a atuação e o compromisso pastoral do bispo.


À noite, a programação teve início com a apresentação da Banda Filarmônica São Domingos de Gusmão, que abrilhantou o encontro com seu talento musical. Em seguida, foram realizadas as conferências de encerramento, no auditório do Seminário Diocesano.


Estiveram presentes o reitor do Seminário, Padre Leandro Márcio de Normandia; o Padre João Jorge, diretor do CEA e idealizador do simpósio; além dos seminaristas, religiosas, professores e demais membros do povo de Deus.


A primeira conferência da noite foi proferida pelo Padre José Assis Pereira, ex-reitor do Seminário, que abordou a reabertura do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, ocorrida no ano 2000. Sua exposição proporcionou aos participantes uma oportunidade de conhecer aspectos importantes da história da instituição e de sua contribuição para a formação sacerdotal na Diocese de Campina Grande.


Na sequência, o Padre Jossandro Félix, mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG), em Roma, apresentou uma reflexão sobre a teologia da comunhão, aprofundando aspectos teológicos fundamentais para a compreensão da vida e da missão da Igreja.


Em sua fala, o Padre João Jorge, diretor do Centro de Estudos Acadêmicos e idealizador do simpósio, agradeceu a cada um dos palestrantes pela disponibilidade e contribuição. Recordou ainda um dos apelos de Dom Luiz Gonzaga Fernandes: a importância de escrever, registrar e preservar nossa história em livros, para que a memória e a caminhada da Igreja permaneçam vivas para as futuras gerações.


Ao final, o reitor, Padre Leandro Márcio de Normandia, agradeceu a todos os presentes, de modo especial àqueles que contribuem diariamente para a vida e a missão da Diocese, em suas diversas frentes de atuação, destacando que “não só Campina é Grande”. Ressaltou ainda que os participantes saíam do encontro com inquietações e reflexões, como bem expressou o Padre Jossandro Félix, levando consigo novos questionamentos e o desejo de aprofundar o conhecimento. 


Além das conferências e apresentações acadêmicas, o simpósio contou com uma exposição dedicada à memória de Dom Luiz Gonzaga Fernandes. O espaço reuniu objetos pessoais e elementos relacionados à trajetória do bispo, como túnicas, mitras, fotografias, louças e vídeos de celebrações por ele presididas, permitindo aos visitantes uma aproximação com sua história e seu ministério episcopal.


Ao término das atividades, os participantes foram acolhidos no hall de entrada do auditório para um momento de confraternização, com coquetel e música ao vivo, novamente animado pela Banda Filarmônica São Domingos de Gusmão.


O encerramento do simpósio reafirmou o compromisso do Seminário Diocesano São João Maria Vianney com a formação intelectual, filosófica e teológica, promovendo o conhecimento, a memória histórica e o diálogo. Ao recordar os cem anos de nascimento de Dom Luiz Gonzaga Fernandes, a iniciativa também contribuiu para manter viva a história de um pastor cuja trajetória integra a memória da Igreja particular de Campina Grande.


Por: Seminarista Pablo Brito


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