“Amar: um programa de vida”: Refletiu Dom Dulcênio neste 30º Domingo do Tempo Comum
O 30º Domingo do Tempo Comum foi celebrado neste domingo, 25 de
outubro, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande
pelo senhor Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, reunindo os fiéis
para celebrar a Eucaristia e renovar a fé em comunidade.
A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Evanilson
Sousa, e a assistência dos diáconos Anderson e Ricardo, além da participação
dos seminaristas.
Durante a Santa Missa, Dom Dulcênio convidou os fiéis a
apresentarem suas intenções ao Senhor, colocando diante do altar suas orações e
súplicas. O bispo também destacou a importância de rezar pelo Brasil,
especialmente neste domingo, marcado pelo exercício da cidadania nas urnas,
quando os eleitores escolhem aquele que governará o país pelos próximos quatro
anos.
Na ocasião, o bispo também convidou a comunidade a rezar pelo
diácono Anderson, que celebra mais um ano de vida neste domingo. O diácono
exerce seu ministério na Catedral Diocesana, ao lado do diácono Ricardo.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre o amor a Deus e ao próximo. A partir
do Evangelho (Mt 22,34-40), destacou que a fé exige mais do que conhecer a
Palavra: é preciso colocá-la em prática.
“Percebe também o complô que existia para desmoralizar o Senhor,
provocado por aqueles que diziam invocá-Lo: saduceus, doutores da Lei,
fariseus… Tal atitude faz-nos recordar da advertência feita por Jesus para
aqueles homens e para os Seus seguidores, os cristãos: “Nem todo aquele que me
diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em
prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21)”, refletiu.
O bispo ressaltou que seguir Jesus exige coerência entre fé e
atitudes, tornando-se testemunhas do Evangelho por meio das palavras e das
obras. A verdadeira conversão transforma a vida e faz do cristão um exemplo
para os irmãos.
“Invocar o Senhor, como cristãos que devemos ser pelo Batismo e
pela autêntica prática de fé, é um compromisso com Deus de O imitarmos em tudo
o que fizermos, “em palavras e obras, devemos fazer em nome do Senhor Jesus”
(Cl 3,17). O problema daquele fariseu não era, na verdade, o fato de ter
tentado Jesus... mas um escândalo mais radical: sabia a Lei de Deus somente
como teoria, não como prática”, disse.
Dom Dulcênio também destacou que o amor ao próximo é expressão
concreta do amor a Deus, manifestado no cuidado e na caridade para com os
irmãos. Os dois mandamentos são inseparáveis e devem orientar a vivência
cristã.
“Cristo, que não veio para anular a Lei, mas para dar-lhe pleno
cumprimento (cf. Mt 5,17), amou, nos mistérios da Santíssima Trindade e da Sua
Páscoa, o Pai, amando os Seus que estavam no mundo até o fim (cf. Jo 13,1).
Isso porque, no coração do fariseu e no nosso coração, o amor ao próximo parece
estar esquecido; ou mesmo parece competir com o amor que devemos devotar a
Deus, único e exclusivo. Mas, não é bem assim. O amor do próximo deve ser
expressão do amor a Deus”, destacou.
Por fim, o bispo convidou os fiéis a fazerem do amor um
compromisso diário, seguindo o exemplo de Cristo nas relações humanas. A
caridade deve ser vivida em todas as circunstâncias, como caminho de santidade
e preparação para a vida eterna.
“O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso
nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se
encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; O amor, para o cristão que sempre
mais deseja se parecer com Jesus, é um programa de vida, iniciado aqui, com a
criatividade das mais diversas e adversas situações e das relações
interpessoais, e que será continuado para sempre na celestial felicidade
eterna. Que assim ajamos”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral





















