Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Lucas encerra festejos do co-padroeiro em Campina Grande
A Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Lucas, vivenciou os
festejos do seu Co-padroeiro São Lucas, no Sítio Lucas em Campina Grande. Foram
cinco dias de muita fé e comunhão com todo o povo de Deus. Sabendo que a fé não
é apenas um conceito abstrato ou uma sequência de ritos, mas uma chama viva que
aquece os corações e une a comunidade em um só mover do Espírito Santo, as onze
comunidades que formam a referida paróquia, foram assíduos em participar dos
festejos.
Ao longo dos dias, quando os fiéis se reuniam antes das
celebrações às 19h00 para o Santo Terço, o silêncio respeitoso e as vozes em
sintonia desfilavam a devoção filial à Mãe Santíssima, já que a paróquia é
também confiada ao patrocínio da Virgem das Dores, uma forma de preparar-se
para o ápice do mistério da fé, a Eucaristia. Através da devoção Mariana a
comunidade era conduzida ao altar da Santa Missa, onde sacerdotes e fiéis de
diferentes cantos da nossa diocese partilharam a Palavra e o Pão.
A abertura dos festejos ocorreu no dia 14 de outubro, marcando o
início desse itinerário espiritual. Na celebração presidida pelo Pe. Lúcio
Flávio, da Paróquia de São José da Mata, a noite foi dedicada aos
terçários, a Pastoral do Dízimo, a Cáritas e os membros da Obra das Vocações
Sacerdotais (OVS), auxiliados pelo serviço litúrgico das comunidades de Nossa
Senhora das Graças, Nossa Senhora das Dores e São Sebastião, renovaram o
compromisso de colocar o amor e a doação a serviço dos irmãos.
No segundo dia de festejos, 15 de outubro,foi marcada pelo
acolhimento da juventude junto com o ardor vibrante dos coroinhas, do EJC e da Catequese
uniu-se sob a condução do sacerdote Pe. João Paulo,vindo da Paróquia Nossa
Senhora das Mercês e o zelo das comunidades de Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro, Rosa Mística, São Benedito e Santa Ana. Foi um momento de esperança e
renovação, mostrando uma Igreja jovem, viva e disposta a caminhar segundo o
exemplo de São Lucas, o evangelista da misericórdia.
A quinta-feira, 16 de outubro, trouxe o testemunho emocionante dos
vocacionados e consagrados. Unindo a Legião de Maria, o Apostolado da Oração, a
Boa Vizinhança e diversas paróquias irmãs como; Boa Vista, São José da Mata e
Catingueira, a celebração foi presidida pelo Pe. José de Arimatéa da Área
Pastoral São José Operário, expressou a beleza do corpo místico de Cristo:
muitas expressões, mas uma só fé e uma grande família diocesana.
No dia 17 de outubro, as famílias tornaram-se o centro da
oração. Sob os cuidados do Pe. Rogério, da Paróquia Nª Sra do Perpétuo Socorro.
Também reunidos sob a Liturgia realizada pela Pastoral Familiar e do ECC. Em
tempos difíceis, a festividade recordou a todos que a família é a igreja
doméstica onde o amor de Deus se cultiva diariamente.
A programação de encerramento se deu neste último domingo, 15 de
outubro, tendo início às 16h, com Adoração e benção do Santíssimo Sacramento na
Igreja Matriz no Estreito. Logo após deu-se início a procissão motorizada com a
imagem de São Lucas até o pátio da Igreja São Lucas onde aconteceu a Missa
Solene de encerramento presidida pelo Pároco, Padre Eude Araújo. Logo após a
celebração a fraternidade deu o tom no último dia da quermesse.
Durante a sua homilia o Pe.Eude assim destacou: "Nós somos
carne, e muitas vezes gastamos nosso tempo e nossa energia brigando por coisas
superficiais, discutindo a cor das paredes, enquanto não nos esforçamos para
limpar a nossa alma, resgatar a nossa dignidade de filhos e ornamentar por
dentro essa casa que o Senhor nos deu, que é a nossa própria vida. O que
realmente estraga a casa de Deus é a falta de compromisso e a falta de zelo.
Bem-aventurados são aqueles que se esforçam, aqueles que doam seu tempo mesmo
sob um sol de 40° ou passam madrugadas trabalhando nesta obra de Deus, mesmo
sem saberem fazer, mas com a coragem de pedir ajuda ao irmão em vez de ficarem
apenas olhando e dando desculpas. O Reino de Deus não é para quem inventa
desculpas, é para quem tem coragem. O zelo pela casa do Senhor, pelas
pastorais, pela evangelização e pelas coisas sagradas deve nos consumir, porque
estamos cuidando daquilo que pertence àquele que nos amou primeiro.
?Por outro lado, o desprezo pelas coisas de Deus condena. O
desprezo nasce da falta de amor, do comodismo e da ilusão da
"mesmice" aquele pensamento de que "já está bom assim, não
precisamos melhorar nem ir mais longe". O comodismo é a semente do mal, a preguiça
é o ramo da desgraça e a mesmice é a porta que nos impede de navegar para águas
mais profundas e de cantar o cântico novo da graça de Deus.
?Pessoas acomodadas e preguiçosas espiritualmente mancham o
coração puro de Deus com seu contra-testemunho e tornam-se prisioneiras da
hipocrisia. Elas se contentam em ser como o túmulo de que Jesus fala na
Palavra: enfeitado com mármore e flores por fora, mas cheio de morte por
dentro. Não sejamos hipócritas, não nos acostumemos com a hipocrisia e não a
defendamos. Pintar por fora é apenas o começo; o verdadeiro compromisso exige
limpar o nosso interior”.
Por fim, o Pe.Eude nos deixa uma grande lição para a nossa vida
"O reino de Deus é pra quem tem coragem, não pra quem tem desculpa".
Matéria realizada por: Pascom, com informações, Padre Eude Gomes
de Araújo.






















