Paróquia do Aluísio Campos Celebra Festa de seu Padroeiro, São João Paulo II

Postado em 22/10/26 às 22:229 minutos de leitura55 views

A Comunidade Paroquial do bairro Aluísio Campos, em Campina Grande, celebrou, na noite desta quinta-feira, 22, com fé e alegria, a festa solene de seu padroeiro, São João Paulo II. A Paróquia, também dedicada a Nossa Senhora de Fátima, reuniu centenas de fiéis na Igreja matriz e em sua área externa para a Santa Missa de encerramento dos festejos, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos.

A programação religiosa teve início no dia 12 de outubro, com a realização do novenário em preparação espiritual para a festa. Durante nove dias, a comunidade participou de celebrações presididas por Padres convidados, com a presença de diáconos, leigos e visitantes. Neste ano, os festejos tiveram como tema “Orienta os nossos passos pelo caminho do bem”, frase inspirada nos ensinamentos de São João Paulo II.

Na celebração de encerramento, Dom Dulcênio foi acolhido pelo Pároco, Padre Rodolfo Lucena, que concelebrou a Eucaristia, e pelo Diácono Marco Danillo. A comunidade se reuniu para agradecer a Deus e celebrar a memória do santo pontífice, confiando à sua intercessão as intenções e necessidades dos fiéis.

Ao final da santa Missa, o Padre Rodolfo agradeceu a Dom Dulcênio pela presidência da celebração, bem como a todos os paroquianos, colaboradores e devotos que contribuíram para a realização da festa, marcada pela fé, pela dedicação e pelo amor a São João Paulo II.

Antes da celebração, o prelado realizou a bênção e inauguração da fonte com a imagem de Nossa Senhora das graças, em um momento marcado pela fé, devoção e espiritualidade, marcando este dia festivo para toda a comunidade.

A programação foi concluída com a tradicional quermesse, proporcionando um momento de confraternização.

Homilia

Em sua pregação, o prelado iniciou dizendo que “a liturgia de hoje, através da Palavra de Deus, nos propõe viver plenamente o amor de Deus que habita em nós. São João Paulo II não foi diferente, seguindo o seu exemplo de bom cristão e Pastor, teremos força para nos transformar e transformar as coisas e situações que nos cercam”, disse.

Dom Dulcênio destacou, a partir da Carta de São Paulo aos Efésios, a importância de aprofundar a relação com Deus por meio da oração e da vivência do amor de Cristo. O bispo ressaltou que esse amor deve ser demonstrado nas atitudes cotidianas

“Devemos dar demonstração desse amor em nossa vida diária, na comunidade e na sociedade, de modo que nossas ações demonstrem o amor de Deus que vive em nós, pois essa nova realidade trazida por Cristo só pode ser experimentada na vivência do amor. Paulo dá o exemplo, dobrando o joelho diante do Pai, isto é, levando uma vida de profunda oração, em sintonia com Deus”, destacou.

Ao recordar a história de Karol Wojty?a, o bispo enfatizou sua fidelidade à vocação sacerdotal e sua entrega à missão de Cristo. Destacou ainda o exemplo de São João Paulo II na capacidade de perdoar, acolher e servir, vivendo plenamente o chamado de ser um bom pastor.

“Foi sacerdote até o fim, pois ofereceu sua vida a Deus por seu rebanho e por toda a família humana, numa doação cotidiana a serviço da Igreja, especialmente nas difíceis provações. Assim, ele se tornou uma só coisa com Cristo, o bom pastor que ama suas ovelhas... O Papa São João Paulo II, que buscou o encontro com todos, que tinha uma capacidade de perdão e de abertura do coração para todos, nos diz ainda hoje, com essas palavras do Senhor: permanecendo no amor de Cristo, aprendemos, na escola de Cristo, a arte do verdadeiro amor”, trouxe.

Dom Dulcênio também refletiu sobre as palavras de Jesus: “Vim trazer o fogo, e só desejo que ele se alastre!”, explicando que esse fogo representa o amor divino, que convida os fiéis a superar a acomodação espiritual e viver uma fé autêntica.

“É esse o Evangelho do Filho de Deus. É este o fogo que Ele quer espalhar. Não recusemos, não nos acovardemos. Arregimentemo-nos à sombra da sua bandeira, lembrados de que aquilo que nos pede, Ele tem o direito de exigir, e que, ao exigir-no-lo, nos honra sobremaneira. É importante para nós, criaturas humanas e cristãs, reconhecer os direitos da majestade divina. Libertemo-nos da mediocridade. Que nada reste em nós que possa servir de obstáculo ao triunfo do divino amor, do fogo divino”, refletiu.

Por fim, o bispo convidou os fiéis a seguirem o exemplo de São João Paulo II, aproximando-se do Coração de Jesus e vivendo com coerência os compromissos do Batismo, por meio da prática das virtudes, da fidelidade à Igreja e do amor ao próximo.

“Irmãos, a exemplo de São João Paulo II, aproximemos o nosso coração ao Coração de Jesus. Despojemos o nosso, mediante esse contato divino, de todas as paixões egoístas que o fecham, bem como dos temores e covardias que o gelam. Aprendamos a que ponto Jesus ama as almas, do que é capaz aquele que ama. Saber amar a Jesus Cristo é praticar a virtude, é sintonizar com a Igreja e agir em consequência, é ser coerente com o Batismo que recebemos, a despeito de todos os sacrifícios...”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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