29º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro

Postado em 18/10/26 às 22:4916 minutos de leitura19 views

O Bispo de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas celebrações neste domingo, 18 de outubro, por ocasião do 29º Domingo do Tempo Comum. Pela manhã, celebrou a tradicional missa no lar na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, reunindo os fiéis em torno do altar do Senhor.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Evanilson, com o apoio litúrgico dos diáconos Ricardo e Aderson, este último da Paróquia de São José, no bairro do Zé Pinheiro, em Campina Grande.

A celebração também marcou o Dia Mundial das Missões, celebrado neste 18 de outubro, data em que a Igreja intensifica as orações pelos missionários e pela missão evangelizadora, durante o mês missionário.

Outro momento especial foi o lançamento da festa da padroeira da Catedral e da diocese, Nossa Senhora da Conceição, que neste ano tem como tema “Mãe Imaculada, Rainha das Famílias”. A ocasião marcou o início da peregrinação da imagem pelas Paróquias de Campina Grande, que seguirá até 29 de novembro, quando retornará à Catedral para o início do novenário. A primeira comunidade a receber a imagem foi a Paróquia de São José, no bairro do Zé Pinheiro.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre a frase “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21), alertando para a necessidade de discernimento diante das polarizações políticas e dos interesses partidários.

“Saibamos que, infelizmente, alguns inadvertidos ou politicamente apaixonados pregadores poderão dizer o que pensam, subjetivamente, talvez levantando até bandeiras partidárias. Digo-lhes, como pastor, para a advertência de não nos escandalizarmos se isso ocorrer. Até porque a sentença “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” vai muito mais do que um discurso endereçado a apenas uma circunstância da sociedade humana, como é a política”, refletiu.

O bispo ressaltou que Deus age na história de maneiras inesperadas, recordando o exemplo do rei Ciro e o nascimento de Jesus durante o domínio romano. A reflexão convidou os fiéis a manterem a esperança mesmo diante das dificuldades do mundo.

“Primeiramente, desejo recordar um dito popular, que ressalta o poder de Deus, a Sua providência, o governo de Sua Sabedoria em tudo quanto existe: “Deus escreve certo por linhas tortas”.... Deus dele Se utilizou, para, mesmo sem ele saber, fazer do Rei da Pérsia um instrumento do poder divino, da ação do único e verdadeiro Deus. Para os que tinham fé, o reconhecimento era tão somente a Deus. E o próprio Senhor revela isso pelo Profeta: “Eu sou o Senhor, não há outro” (Is 45,6)”, disse.

Dom Dulcênio explicou que “César” representa as estruturas temporais, como a política, a economia e a cultura, que devem ser iluminadas pelo Evangelho. Citando o Concílio Vaticano II, destacou que a fé fortalece o compromisso cristão com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

“Somente à luz de Deus, o mundo poderá ser mais humano; somente eivado pelo Evangelho é que as coisas temporais cumprirão a sua justa função junto à humanidade. A Igreja tem que continuar o seu papel de falar ao mundo como ser de Deus. Deus é superior a “César”; não lhe é inferior; tampouco, igual. Caso aprendamos esta equação simples e correta, como cristãos, iremos conduzir, de forma amorosa, cooperando com a providência divina, o curso da história a Deus, em todas as iniciativas e empreendimentos humanos”, pregou.

Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a buscarem discernimento nas escolhas e a assumirem sua responsabilidade na transformação da sociedade, por meio da justiça, da solidariedade e do amor.

“Diante de tanta animosidade presente no Brasil e no mundo nestes dias, hoje e sempre, peçamos ao Senhor duas graças: a primeira: de termos o devido discernimento nas nossas escolhas, desde as mais simples às mais exigentes; e a que nunca nos esqueçamos de que Deus fez de nós Seus colaboradores no mundo, responsabilidade nossa, grandiosa e irrenunciável”, findou.

Dom Dulcênio preside encerramento da festa de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro

No período da tarde, Dom Dulcênio seguiu até a cidade de Umbuzeiro, onde presidiu a Santa Missa de encerramento da festa da padroeira da comunidade paroquial, Nossa Senhora do Livramento. Com o tema “Cede meu favor, Virgem Soberana”, a programação teve início no dia 9 de outubro e reuniu devotos e fiéis em momentos de oração e devoção mariana.

A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Francisco Evaristo, e pelos padres Allan e Cosme, com a participação de seminaristas. Após a Santa Missa, os fiéis participaram da procissão solene pelas principais ruas da cidade, acompanhando a imagem da padroeira em um momento de fé, marcado por cânticos e orações.

A programação será concluída nesta segunda-feira, 19 de outubro, com a Santa Missa da subida da imagem ao altar-mor, na Igreja Matriz. A celebração será presidida pelo Padre Francisco, reunindo a comunidade paroquial para concluir os festejos em honra a Nossa Senhora do Livramento.

Homilia

O bispo refletiu sobre a providência divina, destacando que Deus conduz a história mesmo por caminhos que nem sempre são compreendidos pelos homens. A partir do ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”, convidou os fiéis a confiarem no Senhor diante dos desafios da vida.

Ao comentar a Primeira Leitura, Dom Dulcênio recordou Ciro, rei da Pérsia, utilizado por Deus para libertar Israel do cativeiro e favorecer a reconstrução do Templo, demonstrando como a providência divina age por caminhos inesperados.

“Para percebermos como Deus, Juiz e Senhor da história, conduz, misteriosamente, as situações. Deus utiliza-Se de Ciro, fazendo-lhe “plenipotenciário”, grande, para falar do Seu poder divino, único e misterioso (cf. Is 45,6); como também para o bem do povo eleito, Israel. Assim, o sucesso do Rei dos persas será para cumular o nome do Senhor de glória e para benfazejo de Israel”, pregou.

Na reflexão sobre o Evangelho, Dom Dulcênio alertou para os problemas que atingem a sociedade e destacou a importância da fé e da conversão diante dessas realidades.

“Sim, Deus escreve certo por linhas sinuosas. E quando contemplamos os dissabores imorais, relativistas e ateus que assolam a política, a economia, as famílias, as relações interpessoais, a sexualidade humana, enfim, a sociedade como um todo, somos chamados a uma fé convicta, que embute em si o desejo de conversão e de penitência, que nos faz interrogar, confiantemente: - O que Deus quer de nós, Ele que tudo sabe e governa?”, destacou.

Ao concluir, o bispo destacou a fé, a esperança e a caridade como virtudes fundamentais para enfrentar as adversidades. Inspirado na Carta aos Tessalonicenses, convidou os fiéis a permanecerem firmes na confiança em Deus e comprometidos com o Evangelho.

“Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 1,3). A fé, a esperança e a caridade, como virtudes teologais doadas por Deus a nós, permitem-nos estar, docilmente, sob a vontade amorosa e sapiente do Senhor, sabendo que o Reino de Deus acontece também e misteriosamente no “reino de César”, ou seja, no mundo”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom de Umbuzeiro



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