Dom Dulcênio Preside Missa na Festa de Nossa Senhora Virgem dos Pobres, no bairro das Cidades
Celebração reuniu a comunidade na terceira noite dos festejos e
foi marcada pela investidura e renovação de ministros extraordinários da
Sagrada Comunhão.
A comunidade de Nossa Senhora Virgem dos Pobres, localizada no
bairro das Cidades, em Campina Grande, vive os festejos em honra à sua
padroeira. A programação teve início no dia 14 de outubro e segue até este
domingo, dia 18, com o tema “Virgem dos Pobres, tecendo laços de amor”. A
comunidade pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro
da Catingueira.
Na noite desta sexta-feira, 16 de outubro, terceira noite da festa,
os fiéis acolheram o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de
Matos, que presidiu a Santa Missa. A celebração contou com a participação do Pároco,
Padre Rogério Epifânio, do diácono Paulo Weidson e dos seminaristas, reunindo a
comunidade em um momento de fé e devoção a Nossa Senhora.
A celebração também foi marcada pela investidura de 12 novos
ministros extraordinários da Sagrada Comunhão e pela renovação da investidura
de outros dez, totalizando 22 ministros. O momento representa o compromisso
desses fiéis com o serviço à Igreja e a missão de colaborar na distribuição da
Eucaristia e na vida pastoral da comunidade.
A programação festiva segue até domingo, dia 18 de outubro, quando
será celebrada a missa de encerramento, às 16h30, presidida pelo Pároco, que convida
os fiéis a participarem dos últimos momentos dos festejos, fortalecendo os
laços de fé, devoção e fraternidade sob a proteção de Nossa Senhora Virgem dos
Pobres.
Homilia
Ao refletir sobre a Carta aos Efésios, ressaltou que o amor ao
próximo, a solidariedade com os que sofrem, a luta contra as injustiças e a
promoção da paz são expressões concretas de uma vida fiel aos ensinamentos de
Cristo.
“Cabe aqui perguntar: em que consiste glorificar, ou dar glória a
Deus? Consiste em levar uma vida que esteja em acordo com seus ensinamentos,
uma vida regrada pela doutrina cristã, fazendo sempre o bem, sem olhar a quem,
e em qualquer circunstância. Somente assim estaremos glorificando a Deus. Mas,
atenção, muitos confundem glorificar a Deus com louvores verbais, desconectados
da realidade e sem compromisso concreto”, refletiu.
Ao comentar o Evangelho, o bispo alertou para a incoerência entre
discurso e prática, representada pelo fermento dos fariseus. Também refletiu
sobre o medo, explicando que o temor de Deus não deve ser entendido como receio
de castigos.
“Só devemos temer a Deus, não aos homens; porém, o temor de Deus,
que é dom do Espírito Santo, não é um temor servil, mas um temor filial. Não um
temor que é movido e mantido pelo possível castigo, mas o temor que nasce do
amor, o temor reverencial e respeitoso do filho que receia desgostar ao pai,
não tanto porque o pai possa castigá-lo, mas porque o amor que o filho tem ao
pai faz-lhe desejar toda alegria e toda complacência ao Pai que ama”, disse.
Recordando as aparições da Virgem dos Pobres a Mariette Beco, o
bispo destacou que Maria se apresenta como sinal de acolhimento aos necessitados,
consolo aos doentes e intercessão pelas nações.
“Quando Mariette perguntou quem ela era, a Senhora respondeu com
um título que mudaria a história da Igreja: “Eu sou a Virgem dos Pobres”. Meus
irmãos, esse nome não é apenas um título. É uma missão. É um programa de amor
que se desdobra em três dimensões inseparáveis: o acolhimento dos necessitados,
o alívio dos doentes e a intercessão por todas as nações”, pregou.
Por fim, o bispo convidou os fiéis a transformarem a devoção
mariana em gestos concretos de fraternidade. Acolher significa escutar,
respeitar e reconhecer a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais
vulneráveis.
“A devoção à Virgem dos Pobres nos chama a viver o acolhimento
concreto. Não é apenas dar esmolas, é abrir a porta, é escutar, é reconhecer a
dignidade de cada pessoa. Acolher o necessitado é acolher o próprio Cristo, que
disse: “Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o
fizestes” (Mt 25,40). Que possamos levar essa mensagem conosco: acolher quem
precisa, ser consolo para quem precisa e rezar incansavelmente por um mundo
mais justo e mais fraterno”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Matheus Borges












































