Dom Dulcênio Preside Missa na Festa de Nossa Senhora Virgem dos Pobres, no bairro das Cidades

Postado em 16/10/26 às 23:2511 minutos de leitura62 views

Celebração reuniu a comunidade na terceira noite dos festejos e foi marcada pela investidura e renovação de ministros extraordinários da Sagrada Comunhão.

A comunidade de Nossa Senhora Virgem dos Pobres, localizada no bairro das Cidades, em Campina Grande, vive os festejos em honra à sua padroeira. A programação teve início no dia 14 de outubro e segue até este domingo, dia 18, com o tema “Virgem dos Pobres, tecendo laços de amor”. A comunidade pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro da Catingueira.

Na noite desta sexta-feira, 16 de outubro, terceira noite da festa, os fiéis acolheram o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa. A celebração contou com a participação do Pároco, Padre Rogério Epifânio, do diácono Paulo Weidson e dos seminaristas, reunindo a comunidade em um momento de fé e devoção a Nossa Senhora.

A celebração também foi marcada pela investidura de 12 novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão e pela renovação da investidura de outros dez, totalizando 22 ministros. O momento representa o compromisso desses fiéis com o serviço à Igreja e a missão de colaborar na distribuição da Eucaristia e na vida pastoral da comunidade.

A programação festiva segue até domingo, dia 18 de outubro, quando será celebrada a missa de encerramento, às 16h30, presidida pelo Pároco, que convida os fiéis a participarem dos últimos momentos dos festejos, fortalecendo os laços de fé, devoção e fraternidade sob a proteção de Nossa Senhora Virgem dos Pobres.

Homilia

Ao refletir sobre a Carta aos Efésios, ressaltou que o amor ao próximo, a solidariedade com os que sofrem, a luta contra as injustiças e a promoção da paz são expressões concretas de uma vida fiel aos ensinamentos de Cristo.

“Cabe aqui perguntar: em que consiste glorificar, ou dar glória a Deus? Consiste em levar uma vida que esteja em acordo com seus ensinamentos, uma vida regrada pela doutrina cristã, fazendo sempre o bem, sem olhar a quem, e em qualquer circunstância. Somente assim estaremos glorificando a Deus. Mas, atenção, muitos confundem glorificar a Deus com louvores verbais, desconectados da realidade e sem compromisso concreto”, refletiu.

Ao comentar o Evangelho, o bispo alertou para a incoerência entre discurso e prática, representada pelo fermento dos fariseus. Também refletiu sobre o medo, explicando que o temor de Deus não deve ser entendido como receio de castigos.

“Só devemos temer a Deus, não aos homens; porém, o temor de Deus, que é dom do Espírito Santo, não é um temor servil, mas um temor filial. Não um temor que é movido e mantido pelo possível castigo, mas o temor que nasce do amor, o temor reverencial e respeitoso do filho que receia desgostar ao pai, não tanto porque o pai possa castigá-lo, mas porque o amor que o filho tem ao pai faz-lhe desejar toda alegria e toda complacência ao Pai que ama”, disse.

Recordando as aparições da Virgem dos Pobres a Mariette Beco, o bispo destacou que Maria se apresenta como sinal de acolhimento aos necessitados, consolo aos doentes e intercessão pelas nações.

“Quando Mariette perguntou quem ela era, a Senhora respondeu com um título que mudaria a história da Igreja: “Eu sou a Virgem dos Pobres”. Meus irmãos, esse nome não é apenas um título. É uma missão. É um programa de amor que se desdobra em três dimensões inseparáveis: o acolhimento dos necessitados, o alívio dos doentes e a intercessão por todas as nações”, pregou.

Por fim, o bispo convidou os fiéis a transformarem a devoção mariana em gestos concretos de fraternidade. Acolher significa escutar, respeitar e reconhecer a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais vulneráveis.

“A devoção à Virgem dos Pobres nos chama a viver o acolhimento concreto. Não é apenas dar esmolas, é abrir a porta, é escutar, é reconhecer a dignidade de cada pessoa. Acolher o necessitado é acolher o próprio Cristo, que disse: “Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40). Que possamos levar essa mensagem conosco: acolher quem precisa, ser consolo para quem precisa e rezar incansavelmente por um mundo mais justo e mais fraterno”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Matheus Borges


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