Dom Dulcênio preside Santa Missa na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Aroeiras
No
dia em que a Igreja celebra a memória da Bem-aventurada Virgem Maria do
Rosário, nesta terça-feira, 7 de outubro, a Comunidade Paroquial de Aroeiras
vivencia os festejos em honra à sua padroeira, Nossa Senhora do Rosário. A
programação, iniciada no dia 2 de outubro, segue até a próxima segunda, 12 de
outubro, quando será encerrada com a celebração de Nossa Senhora Aparecida.
Na
noite desta terça-feira, durante o novenário, a comunidade acolheu o senhor Bispo
Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Missa. A
Eucaristia contou com a participação dos fiéis, seminaristas e com a acolhida
do Pároco, Padre Francisco Possiano, e do Vigário Paroquial, Padre Anchieta.
Após
a celebração, a comunidade paroquial participou de um momento de devoção
mariana, ofertando rosas a Nossa Senhora do Rosário.
A
comunidade é convidada a participar desses dias de fé e comunhão até o dia 12
de outubro, para louvar a Deus por meio de Maria, Nossa Senhora do Rosário, e
celebrar com fé a sua padroeira.
Homilia
Dom
Dulcênio apresentou o Rosário como uma arma de fé diante das batalhas da vida.
Ao recordar a Batalha de Lepanto, em 1571, destacou que, pela oração, os
cristãos confiaram o combate ao auxílio de Nossa Senhora.
“A oração do Santo Rosário é de grande valia para a vida
interior, diante das tentações. E, depois da Eucaristia (da Santa Missa, portanto),
é oração sublimíssima, que toca o coração de Deus com os méritos de Maria. O
Rosário, como arma de fé, foi confiado por Nossa Senhora a São Domingos de
Gusmão, em 1207, que lhe ensinou tão formosa oração a ser difundida contra
todos os inimigos do cristianismo e também para a salvação dos fiéis”,
destacou.
A
partir das leituras, o bispo destacou Maria como Mestra da oração cristã.
No Cenáculo, ela aparece em oração com os Apóstolos, enquanto o Evangelho
apresenta as palavras que formam a Ave-Maria.
“Rezando o Rosário, reconhecemos Maria como Mestra da
oração cristã. E quando recorremos a ela (ela de quem o próprio Deus quis
buscar os cuidados), pomo-nos em seu patrocínio maternal, e a Virgem, por sua
vez, nos dá o consolo, o carinho de Deus. No Evangelho, temos a origem da
oração que é a "alma" do Rosário; o próprio Deus, pelo Anjo São
Gabriel, saúda Nossa Senhora, chamando-a "Ave Maria, Cheia de Graça’”,
disse.
Dom
Dulcênio também ressaltou que o Rosário é uma oração bíblica e uma síntese do
Evangelho, pois seus mistérios conduzem à contemplação da vida
de Jesus. Ao percorrê-los, o cristão medita os momentos centrais da vida do
Senhor sob o olhar de sua Mãe.
“O Rosário é uma oração bíblica... Contemplando os
mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos. [...] "Para os cristãos, o
Evangelho é o primeiro dos livros e o Rosário é a síntese do Evangelho".
Assim, se confirma a ideia de que para os ignorantes, ou mesmo os que não sabem
ler ou não compreendem o Evangelho, o Rosário é uma leitura, sob a ótica da
Virgem Maria, da vida de Jesus”, refletiu.
Por
fim, o bispo comparou o Rosário a uma coroa de rosas espirituais oferecida a
Nossa Senhora. Por isso, convidou os fiéis a rezarem o Terço
diariamente, com fé e atenção, buscando a paz interior e a força diante das
lutas espirituais.
“O Rosário, como o próprio nome o caracteriza, é uma coroa de
rosas espirituais que concedemos a Nossa Senhora e ao seu Filho benditíssimo...
Rezemos o Terço diariamente para obter a nossa paz interior, tal como prometeu
a Senhora do Rosário de Fátima aos Pastorinhos que, com a sua oração,
encerraram a Primeira Guerra Mundial. E, assim, dos nossos inimigos
espirituais, seremos livres com o auxílio daquela que roga "por nós,
pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém’”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial































