“A Vinha do Senhor e Frutos por nós Produzidos”: Refletiu o Bispo neste XXVII Domingo do Tempo Comum
Celebrando a tradicional Missa do Lar, na Catedral de Nossa
Senhora da Conceição, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu
a Santa Missa na manhã deste domingo, 4 de outubro, durante a liturgia do 27º
Domingo do Tempo Comum. A celebração reuniu a comunidade na Igreja Mãe da
Diocese, em um momento de fé, oração e comunhão.
Nos ritos iniciais, o prelado convidou os fiéis a colocarem sobre
o altar do Senhor o Brasil e todos os brasileiros, especialmente neste dia em
que a população exerce sua cidadania.
O bispo também pediu que os fiéis rezassem pela paz e pela
harmonia no Brasil, para que o país seja marcado pelo amor, pela fraternidade e
pela união, recordando a memória de São Francisco de Assis, celebrado neste dia
04.
A Santa Missa foi celebrada pelo Pároco da Catedral, Padre
Evanilson Sousa, com o apoio litúrgico do diácono Ricardo e dos seminaristas.
Homilia
Dom Dulcênio apresentou a vinha como símbolo do povo de Deus. Na
parábola dos vinhateiros, Jesus denuncia aqueles que receberam a missão de
cuidar da vinha, mas não produziram bons frutos. Assim, a Igreja, como novo
povo de Deus, também recebe a responsabilidade de viver segundo a vontade do
Senhor.
“O Senhor denunciava a falta de coerência daqueles que se diziam
versados na Lei de Deus, mas que, na realidade, viviam na impiedade. No
Evangelho que ouvimos (cf. Mt 21,33-43), com uma segunda parábola - a dos
vinhateiros homicidas -, o Senhor continua a Sua denúncia, apontando como
rejeitará Israel, a vinha infrutífera, a figueira estéril que, amaldiçoada,
secou (cf. Mt 21,18-20), ao que
plantará nova vinha,
a Igreja, Novo Israel, confiando-a a novos lavradores;
confiando-a a nós, portanto”, disse.
A leitura de Isaías reforça
essa mensagem ao mostrar Deus como o cuidador da vinha que esperava frutos de
justiça e bondade, mas encontrou injustiça e maldade. Essa imagem também aponta
para Cristo, que foi rejeitado e morto, mas cuja morte deu origem a uma nova
vida.
“Eu esperava deles frutos de justiça - e eis injustiça; esperava
obras de bondade - e eis iniquidade” (Is 5,7). A esta imagem da vinha
decepcionante e não mais cultivada aparece outra: a daqueles aos quais foi ela
confiada, mas, que, por maldade e para subtrair a vinha do seu verdadeiro dono,
maltratavam e matavam a todos os que representavam o dono da vinha, inclusive o
seu herdeiro”, pregou.
A mensagem também se aplica aos cristãos de hoje. Não basta dizer
que temos fé; é preciso demonstrá-la por meio das nossas atitudes. Somos
chamados a produzir frutos de justiça, bondade, amor e respeito, colocando em
prática os ensinamentos de Cristo.
“Fomos escolhidos do meio do mundo para frutificarmos,
duradouramente (cf. Jo 15,16). E como cuidaremos da vinha? Como frutificarmos? Aqui,
creio que seja
salutar recordarmo-nos da exortação de São Paulo, na Segunda Leitura
(cf. Fl 4,6-9): “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo,
puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor.
Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e
ouvistes” (Fl 4,8-9)”.
Por fim, a homilia nos convidou a cuidar da vinha que Deus nos
confiou. Pela Eucaristia, Cristo nos fortalece para cumprir essa missão e
produzir frutos para a vida eterna. Dessa forma, cada cristão é chamado a
transformar sua fé em atitudes concretas de amor e serviço ao próximo.
“A imagem da vinha, com as suas implicações morais, doutrinais e
espirituais, é uma imagem pascal. Mas, simultaneamente, diz respeito à Igreja,
a vinha florida e frutuosa do Senhor, e aos finais dos tempos, quando, em
Cristo, tomarmos plena posse da herança a nós confiada. Peçamos, por isso, ao
Senhor que nos dá o Seu Sangue, que Se nos dá a Si mesmo na Eucaristia, a fim
de que nos ajude a “dar fruto” para a vida eterna e para esta nossa época tão
necessitada”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral


































