Diocese de Campina Grande é representada no 5º Congresso Vocacional do Brasil
A Diocese de Campina Grande esteve representada no 5º Congresso
Vocacional do Brasil, realizado entre os dias 4 e 6 de setembro, no Centro de
Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). O encontro reuniu
mais de 950 participantes de diversas regiões do país, em um momento de
reflexão, partilha e aprofundamento sobre a cultura vocacional.
Representaram a Diocese de Campina Grande o seminarista Rafael
Domingos, do 3º ano da etapa configurativa, e a Ir. Lucineide Maria, Filha da
Caridade.
O lema do congresso: encontro, testemunho e missão não foi somente
a temática das apresentações, mas foi a tônica vivenciada pelos congressistas
durante os três dias. As mais diversas expressões que atuam no trabalho de
animação e acompanhamento vocacional estiveram presentes: bispos, presbíteros,
religiosos e religiosas consagradas, seminaristas e leigos.
O Congresso foi iniciado com a missa na Basílica do Santuário de
Nossa Senhora Aparecida presidida pelo arcebispo de Porto Alegre (RS) e
presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal Jaime
Spengler. Concelebraram a Eucaristia Dom Ângelo Mezzari, RCJ, arcebispo de
Vitória (ES) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida
Consagrada (CMOVIC) da CNBB e Dom Maurício Jardim, bispo de
Rondonópolis-Guiratinga (MT) e presidente da Comissão Episcopal para a Ação
Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB.
“Jesus nos recorda e ensina que Deus é paixão pelo ser humano, o
ama e procura sempre de novo e de forma nova unir-se a ele. O amor conduz à
união e à identificação com o amado. Somos vocacionados, sim, a amar a Deus de
todo o coração, com toda a nossa força, e a nos identificar com Ele, em Cristo,
o missionário do Pai”, refletiu dom Jaime em sua homilia.
O primeiro painel, conduzido por Dom Ângelo Mezzari, irmã Clotilde
Azevedo e dom José Albuquerque, marcou a abertura do Congresso, fez a
reminiscência de toda a caminhada de Congresso Vocacionais do Brasil, desde
1999.
No sábado (6), a programação iniciou com a celebração da
Eucaristia e, em seguida, deu-se início ao painel “Fé: a graça que anima a vida
da comunidade” que ajudou os participantes a refletirem sobre a relação
intrínseca entre iniciação à vida cristã, liturgia e serviço de animação
vocacional. A partir da experiência querigmática, amadurecida durante a
catequese e celebração da liturgia, as vocações para todos os ministérios da
Igreja podem ser animadas, discernidas e amadurecidas. A comissão resumiu que
“Na catequese, na liturgia e no serviço de animação vocacional, somos
despertados para uma grande missão: cultivar uma verdadeira cultura
vocacional”.
Após as apresentações, os participantes fizeram um breve momento
de adoração ao Santíssimo Sacramento.
O encerramento do Congresso ocorreu no domingo. Inicialmente, Dom
Ângelo abriu a programação do dia presidindo a santa e, em sua homilia,
destacou que “o Evangelho nos chama a fazer diferente: abrir o coração para
acolher a voz de Deus e deixar que ela ressoe em nossa vida e missão” como meio
de superar a atual cultura individualista, despersonalizada e autorreferencial.
Osnilda Lima, assessora da Comissão Episcopal para a Comunicação
da CNBB, dom Maurício Jardim e a professora Patrícia Teixeira, do Observatório
Juventudes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
foram os responsáveis pela condução do terceiro painel do Congresso: “Partilha:
Comunicação e Juventude a serviço da Cultura Vocacional”.
Como refletido pelos resultados da consulta às dioceses a partir
do texto-base, o tema foi o mais provocativo aos participantes, pois os levou a
pensar em novos caminhos para a animação vocacional frente aos desafios do
mundo atual, ressaltando a necessidade de proximidade, criatividade e conexão
personalizada com a juventude.
Os participantes foram enviados impelidos a voltar para as suas
Igrejas particulares e a construir comunidades vocacionais marcadas pela
acolhida, escuta, oração, acompanhamento e discernimento, no qual cada pessoa é
verdadeiramente enxergada e pode ter todo o apoio para descobrir e responder ao
chamado de Deus livre e generosamente.
“Depois de tantos encontros, partilhas, oração e comunhão,
encerramos o 5º Congresso Vocacional do Brasil com o coração agradecido por
tudo o que vivemos. Renovamos nossas promessas batismais, consagramos nossa
caminhada a Nossa Senhora Aparecida e fomos enviados novamente em missão: para
sermos, em nossas comunidades, testemunhas de uma Igreja que chama, acolhe,
acompanha e envia”, partilhou a Comissão Episcopal para os Ministérios
Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB nas redes sociais.
Com
informações: Seminarista Rafael e CNBB
Fotos: Thiago Charleaux / Jaison Alves da Silva
















