XXIII Domingo do Tempo Comum: Bispo Preside na Catedral e na Cidade de Natuba

Postado em 06/09/26 às 21:4814 minutos de leitura31 views

Celebrando o XXIII Domingo do Tempo Comum, neste dia 6 de setembro, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas celebrações Eucarísticas. Pela manhã, participou da tradicional Missa do Lar, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, e a tarde na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Natuba, dentro dos festejos da padroeira.

A celebração reuniu fiéis da comunidade e visitantes que participaram da Santa Eucaristia na Igreja-Mãe da Diocese. No início da Missa, Dom Dulcênio acolheu a todos, destacando a importância de se reunirem em torno do altar para celebrar a Eucaristia, ápice da vida e da fé cristã. A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco da Catedral, Padre Evanilson Sousa.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que Deus não deseja perder nenhuma das almas conquistadas por Cristo e, por isso, chama os cristãos a serem sinais de conversão e cuidado com os irmãos.

“O Senhor anseia por almas, não desejando perder nenhuma daquelas todas que conquistou com o Seu Sangue Redentor no Altar da Cruz. Recorrendo o XXIII Domingo do Tempo Ordinário às leituras que atentamente ouvimos, percebemos que o Senhor deseja fazer-nos sinais de conversão para o próximo, para que, não se perdendo pelo pecado, não fique alheio à salvação que Cristo nos trouxe”, destacou.

O bispo enfatizou que a correção fraterna deve ter como único critério a caridade. Corrigir não é impor opiniões, julgar ou humilhar, mas agir pelo amor e pelo desejo de ajudar o outro a reencontrar o caminho.

“Diante das tentações do orgulho e da vaidade; diante da soberba e da autorreferencialidade; diante da imposição de si e de seus próprios argumentos; mas também diante da ditadura do relativismo, do politicamente correto, das conveniências das omissões, ao homem, o único critério realmente válido para a correção fraterna é o da caridade, pois devemos ser movidos, única e exclusivamente, pelo amor”, disse.

Recordando o encontro de Jesus com a mulher adúltera, Dom Dulcênio mostrou que Cristo corrige sem condenar: perdoa e convida à vida nova. Da mesma forma, o cristão deve aprender a perdoar verdadeiramente.

“Ele a amou. E a amou tanto que a perdoou, sem condicionais e sem ameaças, apenas com um pedido de vida nova. Ele acreditou naquela que foi perdoada. Deus faz assim. Igualmente deveríamos fazê-lo. O problema é que, muitas vezes, corrigimos, perdoamos, e ficamos reticentes, com “um pé atrás”, desconfiados…”, pregou.

Por fim, destacou que a concórdia exige iniciativa, desprendimento e superação do orgulho. Diante das desarmonias, somos chamados a dar o primeiro passo, buscando o perdão e a reconciliação para que o amor de Cristo transforme também nossas relações.

“Percebam que, mesmo quando a lógica dos homens põe-nos no direito de esperar o nosso agressor vir para reconciliar-se conosco, a lógica de Deus exige-nos diferente: que nos aventuremos; que sejamos arautos do amor, do perdão, da correção e da concórdia. Isto fez o próprio Deus que, para procurar quem O ofendeu com os pecados que Lhe cometemos, enviou o Seu Filho, ainda que não O merecêssemos”, findou.

Missa na Festa da Padroeira da cidade de Natuba

À noite, Dom Dulcênio seguiu para a cidade de Natuba, onde presidiu a Santa Missa da primeira noite do novenário em preparação para a festa da padroeira, Nossa Senhora das Dores. A programação teve início no sábado, 5 de setembro, com a Missa de abertura, e segue como um itinerário de preparação espiritual para a solenidade da padroeira, celebrada no próximo dia 15 de setembro.

A celebração reuniu a comunidade e foi marcada também pelo retorno das capelas de Nossa Senhora das Dores, que peregrinaram pelos setores da cidade durante os dias que antecederam o novenário. Os fiéis e o bispo foram acolhidos pelo Pároco, Padre Lucas, que concelebrou a Eucaristia.

Ao final da Santa Missa, Dom Dulcênio convidou toda a comunidade a viver intensamente os dias do novenário, com fé e espírito de oração, como um verdadeiro retiro espiritual em preparação para a festa de Nossa Senhora das Dores. O bispo desejou a todos uma feliz e abençoada festa da padroeira.

Homilia

Dom Dulcênio apresentou o capítulo 18 de São Mateus como um caminho pedagógico do amor, que conduz da humildade à caridade e culmina no perdão e na concórdia.

Assim, O bispo destacou que esse caminho começa pela humildade e pela renúncia, reconhecendo que seguir Cristo exige abandonar tudo aquilo que nos afasta de Deus.

“Melhor te é entrar na vida [eterna] com um pé ou mão ao menos, do que, tendo duas mãos e dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se teu olho te escandaliza, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor te é entrar na vida com um olho só, do que, tendo os dois, ser lançado no fogo do inferno” (Mt 18,8-9). Aqui, temos a séria proposta, critério de felicidade eterna, de afastar a nossa vida de tudo o que não é de Deus, que, antes, O contrista”, destacou.

Dom Dulcênio também ressaltou o zelo pelo irmão, lembrando que Jesus veio ao encontro de quem se perdeu. É desse cuidado que nasce a correção fraterna, sempre guiada pelo amor.

“O Filho do homem veio salvar o que tinha perecido” (Mt 18,11). É a partir desta comiseração que, incessantemente, o Senhor tem de ir ao encontro do pecador, inclusive para que O imitemos, que Ele nos conta a parábola da ovelha desgarrada (cf. Mt 18,12-14), concluindo-a: “Assim, não é vontade de vosso Pai que está nos céus, que pereça um só destes pequeninos” (Mt 18,14)”, disse.

Por fim, o bispo mostrou que a caridade conduz ao perdão e à concórdia, fazendo da comunidade cristã um espaço onde o amor de Cristo transforma as relações.

“E do perdão, chega-se à concórdia: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20). Isto faz-nos lembrar os sentimentos das primeiras comunidades cristãs, onde “a multidão dos que criam tinha um só coração é uma só alma” (At 4,32). O coração e a alma dos cristãos devem ser o próprio Espírito de Cristo, que deseja nos enviar na concórdia que nos anima na superação dos empecilhos de amar. Peçamos a Sua ajuda para corresponder-Lhe em tão profundo anseio divino”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Natuba



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